10 Diretores e seus Astros Fetiche

10 Diretores e seus Astros Fetiche

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Para a lista resolvemos usar parcerias recentes, tentando fugir um pouco do óbvio de parcerias muito conhecidas por todos.

Damien Chazelle & JK Simmons

O assunto do momento é La La Land: Cantando Estações, musical dirigido pelo menino prodígio Chazelle (leia nossa crítica neste link). Em 2015, o cineasta já havia parado o mundo do cinema, em menor proporção, com Whiplash: Em Busca da Perfeição, um filme mais visceral, que abordava tema semelhante. E o que estes dois filmes possuem em comum além da paixão pelo jazz? A presença do ator JK Simmons, que venceu o Oscar de coadjuvante por Whiplash e marca presença numa pequena ponta em La La Land (não iremos revelar qual é seu papel e nem aonde aparece, não se preocupe *risos*).

     

Fede Alvarez & Jane Levy

Outro filme muito comentado em 2016 foi O Homem nas Trevas, suspense / terror sobre um trio de jovens criminosos que invade a casa de um sujeito cego – a crítica você confere neste link. O jogo se inverte e a caça vira o caçador. A gracinha Jane Levy vive Rocky, a heroína trágica e conflituosa que precisa lutar por sua vida. E a jovem atriz realiza mais um desempenho acima da média para o gênero. No entanto, há alguns anos – 2013 para ser mais preciso – Levy igualmente arrancava elogios dentro de um terror hardcore, no primeiro longa metragem da carreira do diretor uruguaio Fede Alvarez. Trata-se de Evil Dead – A Morte do Demônio, remake do filme homônimo de 1981. Desejamos que esta parceria vá longe.

Steven Spielberg & Mark Rylance

Um dos grandes nomes do cinema de Hollywood, Steven Spielberg já teve muitos atores inseparáveis, de Richard Dreyfuss e Harrison Ford, até Tom Cruise e Tom Hanks. Agora, em nova fase de sua carreira, o veterano cineasta tem demonstrado gostar de trabalhar ao lado de Mark Rylance, ator veterano e até então ilustre desconhecido. Os holofotes foram postos sobre Rylance com Ponte dos Espiões (2015), primeira parceria da dupla, que rendeu o Oscar de coadjuvante para o ator. A reunião veio logo a seguir com O Bom Gigante Amigo (2016), filme recebido com certo repúdio da parte dos especialistas – cuja crítica você pode conferir neste link. Mas a dupla promete não parar por aí, e já tem engatilhado, em fase de pré-produção, Ready Player One, ficção científica que será lançada no dia 29 de março de 2018. É só esperar.

David O. Russell & Jennifer Lawrence

Por falar em prêmios e prestígio, poucas duplas na lista foram tão felizes quanto o diretor O. Russell e sua estrela Lawrence. Vejam a trilha dos dois. Primeiro veio O Lado Bom da Vida (2012), filme que transformou Lawrence verdadeiramente num powerhouse (nome de respeito), recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e diretor, e levou o prêmio de atriz. No ano seguinte, sem dar descanso, foi a vez de Trapaça (2013), no qual J-Law pegou um papel coadjuvante, mas igualmente foi lembrada para uma indicação, o filme e o diretor também, num total de dez indicações. Finalizando, ano passado tivemos Joy: O Nome do Sucesso (que muito bem poderia ser Lawrence: O Nome do Sucesso), o filme sobre a criadora do esfregão mágico. E adivinhe? Lawrence saiu com mais uma indicação.

Jeff Nichols & Michael Shannon

O diretor Jeff Nichols defende um tipo de cinema, o cinema independente. Oriundo deste segmento, o jovem e talentoso Nichols é especialista em dramas humanos, com contornos de suspense. O primeiro trabalho chamativo foi O Abrigo (2011) – segundo longa de sua carreira, depois de Separados pelo Sangue (2007).  O que os dois filmes tinham em comum era a presença do metódico Michael Shannon (que este ano brilhou em Animais Noturnos, na pele de um violento policial – leia a crítica). Mas a parceria não parou por aí, e se estendeu por todos os trabalhos seguintes de Nichols, seja em pontas como em Amor Bandido (2012) e no recente Loving (2016), que pode concorrer ao Oscar, ou protagonizando como na ficção subestimada e lançada direto em vídeo, Destino Especial (2016).

Steve McQueen & Michael Fassbender

Outra parceria muito prestigiada é entre o diretor Steve McQueen (e não o ator) e o astro Michael Fassbender (em cartaz nos cinemas com o blockbuster Assassin´s Creed). O primeiro trabalho da dupla foi também o primeiro longa metragem da carreira do cineasta, pouco visto e difícil de ser encontrado no Brasil, o drama Fome (2008). Já o esforço seguinte rendeu fama e prestígio, além de gerar falatório de Oscar, que não veio. O filme era Shame (2011), uma incursão pelo lado sombrio de um protagonista viciado em sexo. O ápice da parceria ocorreu com 12 Anos de Escravidão (2013), grande vencedor do Oscar 2014, que rendeu indicações para o diretor e seu ator fetiche.

Christopher Nolan & Michael Caine

Christopher Nolan é um dos nomes mais celebrados do cinema atual. Tudo em que o grande diretor toca acaba virando ouro. O cineasta já havia chamado atenção com obras menores como Amnésia (2000) e Insônia (2002), mas foi quando reformulou o homem morcego em Batman Begins (2005) que atingiu status de celebridade. Foi no mesmo ano também que começou a frutífera parceria com uma das maiores lendas do cinema ainda em atividade, o britânico Michael Caine. Além de dar vida ao mordomo Alfred mais humano, e importante para a trama, do cinema, na trilogia do Cavaleiro das Trevas (2005, 2008 e 2012), todos comandados por Nolan, a parceria viria a se estender por todos os trabalhos seguintes do diretor, o que inclui O Grande Truque (2006), A Origem (2010) e Interestelar (2014).

Woody Allen & Emma Stone

Tudo bem que o veteraníssimo Woody Allen não é nenhum novato para figurar nesta lista. E com 53 créditos como diretor, ao longo de aproximadamente cinco décadas de carreira, o cineasta já teve sua cota de musas, que variam desde Diane Keaton, a ex-mulher Mia Farrow e mais recentemente a estonteante Scarlett Johansson. Porém, como citado no início deste texto, a lista concentra-se em parcerias recentes. E sendo este o caso, Emma Stone pode ser considerada, mesmo que momentaneamente, a última musa do autor, tendo participado de Magia ao Luar (2014) e O Homem Irracional (2015) em sequência. Poucas tiveram tal privilégio. Mas Stone não é qualquer uma e pode ser a futura dona do troféu dourado no próximo Oscar, devido a seu desempenho por La La Land: Cantando Estações.

Ryan Coogler & Michael B. Jordan

Por falar em duplas bem sucedidas, esta é também uma dupla promissora. Juntos, o diretor Ryan Coogler e o ator Michael B. Jordan entregaram um dos filmes mais humanos e dramáticos de anos recentes, o trágico Fruitvale Station: A Última Parada (2013). Muitos elogios e menção a prêmios, que não chegaram por completo. Depois de um meio de 2015 conturbado para Jordan, já que no caminho estava um desastre chamado Quarteto Fantástico. Mas Jordan não se desesperou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima com Creed: Nascido para Lutar, dirigido pelo mesmo Coogler. O derivado da franquia Rocky foi novamente ovacionado pela crítica e público, e chegou até o Oscar, ao menos com a indicação de coadjuvante para Stallone. E o que vem a seguir, você pergunta. Um pequeno drama independente. Brincadeira. Vem Pantera Negra (2018), com a promessa de ser o filme mais corajoso e inclusivo da Marvel, com um elenco em sua grande maioria de atores negros e, obviamente, a presença de Michael B. Jordan.

José Padilha & Wagner Moura

Essa é preciso ter um feedback de nossos colegas do Moçambique, já que esta dupla talvez não seja tão reconhecível assim para eles. Trata-se de um diretor e um ator brasileiros, muito famosos aqui para o nosso povo tupiniquim. Talvez seja mais fácil mencionar os filmes sensação Tropa de Elite (2008), vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim, e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro (2010), o qual a maioria concorda ser superior ao filme original. Para quem ainda não reconheceu, Moura é ninguém menos do que o justiceiro Capitão Nascimento. Em 2014 Padilha foi para Hollywood e entregou a boa reimaginação de RoboCop, que teria Moura no elenco, mas infelizmente não atingiu o esperado junto ao público. No entanto, a parceria da dupla não acabaria nisso, e em 2015 Padilha dirigiu Moura novamente na série Narcos, da Netflix, na qual o ator deu vazão a seu papel mais significativo, seguido de desempenho idem, até hoje, o do narcotraficante estrela: Pablo Escobar.

E você, é fã de alguma destas duplas de diretores e atores. Quais outras duplas vocês indicariam? Comente.


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