10 Filmes que não fizeram o Sucesso que Mereciam

10 Filmes que não fizeram o Sucesso que Mereciam

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Já percebeu que muitas vezes aquele filme que adoramos não faz sucesso. Ou quando ficamos esperando a continuação prometida (quando é o caso) e ela nunca chega. Isso se deve ao fraco desempenho de determinada obra nas bilheterias.

Uma crítica positiva ou negativa pode influenciar o resultado, no entanto, na maioria dos casos o sucesso de um filme depende mesmo do público. Enquanto precisamos aguentar o sucesso de produções como Transformers e Crepúsculo, filmes elogiados ficam muitas vezes a ver navios.

Este foi o caso com o recente Mad Max: Estrada da Fúria, um dos blockbusters mais satisfatórios dos últimos anos, que tem passado relativamente em branco (perto do que foi planejado) pelo grande público. Com o orçamento de US$ 150 milhões, o novo filme da franquia pós-apocalíptica de George Miller tem um pouco mais de US$286 milhões em caixa ao redor do mundo, desde sua estreia há um mês.




Pensando nisso resolvemos criar uma lista com dez filmes que fizeram menos sucesso do que mereciam. Veja abaixo e diga se concorda.

Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

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Muitos ainda preferem a versão sueca original das adaptações das obras do escritor Stieg Larsson. Mesmo eles não podem negar que a versão de David Fincher é primorosa. Bancada pela Sony, a produção foi cara (mas podemos ver cada centavo na tela) e trouxe nomes famosos no elenco, como Daniel Craig.

O empenho da então novata Rooney Mara ao viver a protagonista Lisbeth Salander foi tão intenso que rendeu para a atriz uma indicação ao Oscar. Mara chegou a perfurar os mamilos de verdade para suas cenas de nudez no filme. Numa entrevista na época, revelou que ainda mantinha os piercings para a continuação.





Millenium não atingiu a renda esperada pelo estúdio e até hoje sofre um grande embargo, sem que a Sony saiba o que fazer com os projetos das continuações. Um dos motivos que explica a falta de retorno é o gênero do filme, um suspense barra-pesada, mirado a uma fatia específica do público e para maiores de idade.

Orçamento: US$ 90 milhões.

Renda: US$232 milhões.

Scott Pilgrim Contra o Mundo

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Um dos filmes mais legais e criativos dos últimos anos, Scott Pilgrim é baseado nos conceituais quadrinhos de Bryan Lee O´Malley. O talentoso diretor britânico Edgar Wright (da trilogia do Cornetto) utiliza muito de seu típico humor afiado e seco, que casa perfeitamente com a obra de O´Malley.

Justamente por isso, por ser um filme com um tipo de humor específico, diálogos e sacadas rápidas, Scott Pilgrim passou em branco junto ao grande público, sempre acostumado a receber mais do mesmo. O filme ficou abaixo, por exemplo, de Kick-Ass, lançado no mesmo ano (um bom filme, mas muito menos criativo).

Scott Pilgrim é dono de estética e visual únicos. Mistura quadrinhos, música e vídeo games, ou seja, o sonho de consumo da cultura pop. Mesmo enaltecido pelos especialistas como uma das melhores produções pipoca do ano, o filme não teve o devido reconhecimento do grande público.

Orçamento: US$ 60 milhões.

Renda: US$ 47 milhões.

Círculo de Fogo

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Robôs Gigantes contra monstros gigantes são uma venda difícil para o grande público. Muitos não querem ver isso. No entanto, dentro deste conceito, a superprodução de Guillermo del Toro é muito bem explorada, e cria bons personagens dentro de tal mundo. O roteiro é bem explicado e os detalhes são minuciosos. Mas não tem como fugir do grande mote: monstros gigantes contra robôs gigantes. A superprodução é muito mais satisfatória do que tantas outras que caem nas graças do grande público (não irei citar nomes).

Dentro desse mesmo paradigma podemos encaixar ainda outra superprodução satisfatória e injustiçada, Godzilla. Essa, felizmente, um sucesso de público. A falta de um grande interesse retardou a chegada da inevitável sequência. O filme é o sonho das crianças que assistiam aos seriados japoneses como Jaspion e Changeman.

Orçamento: US$ 190 milhões.

Renda: US$ 411 milhões.

Os Mercenários 3

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Tudo bem que a terceira incursão na “piada” confeccionada por Stallone não foi um grande sucesso de crítica. Mas também não diferiu muito do resultado dos primeiros filmes. O teor do terceiro foi em grande parte semelhante ao dos antecessores.

Stallone respeita o mesmo conceito, e o legal dos filmes desta série é justamente ver quem irão trazer de volta da aposentadoria. No terceiro, entram na brincadeira Wesley Snipes, Harrison Ford, Antonio Banderas e Mel Gibson. O resto é ação descerebrada, típica dos anos 1980.

O verdadeiro motivo pelo mau desempenho foi o filme ter vazado na internet um pouco antes de seu lançamento nos cinemas. Tá certo que a apresentação de uma equipe de jovens mercenários não colou, e a censura mais branda – mirando a um público mais amplo – também foi considerado golpe baixo. O que importa é que a franquia dos velhinhos durões ainda é legal, e queremos ver novos episódios.

Orçamento: US$ 90 milhões.

Renda: US$ 206 milhões.

Dredd

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A primeira adaptação dos quadrinhos ingleses de John Wagner e Carlos Ezquerra para o cinema foi uma verdadeira bomba (por falar em Stallone). Uma nova tentativa de levar o interessante personagem às telonas era planejada por anos. Finalmente ela saiu do papel em 2012, com um filme que respeitava a essência violenta da obra.

Num futuro distópico, Dredd faz parte da corporação de agentes da lei, que são juiz, júri e carrasco num só. A trama mistura essa realidade de ficção com personagens bem explorados, juntando tudo num filmaço de ação conceitual, passado inteiramente dentro de um conjunto habitacional recheado de criminosos. A história se desenrola no imenso prédio e o resultado é uma mistura de Cidade de Deus e Operação Invasão passado no futuro.

Por sua censura alta (drogas e violência), Dredd não rendeu o esperado. Agora é a velha batalha entre o estúdio e os fãs, que exigem mais filmes do novo Dredd.

Orçamento: US$ 50 milhões.

Renda: US$ 35 milhões.

Jack Ryan – Operação Sombra

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Pobre Jack Ryan. O personagem criado pelo romancista Tom Clancy é o agente secreto menos eficiente do cinema. Explico: seus filmes são os menos satisfatórios financeiramente da galeria que conta com James Bond, Ethan Hunt e Jason Bourne.

Pode-se explicar também que os filmes protagonizados pelo agente da CIA são mais sérios e voltados para a história, e nem tanto para a ação. Os filmes de Ryan soam mais como suspenses políticos do que blockbusters propriamente ditos. Ou melhor, eram.

Iniciada com Alec Baldwin no papel (Caçada ao Outubro Vermelho), as aventuras de Ryan seguiram com o rosto de Harrison Ford (Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato). Em 2002, um Ryan mais jovem foi planejado na pele de Ben Affleck, mas A Soma de Todos os Medos morreu na praia. Um novo reboot foi tentado em 2014, com Operação Sombra – e um Ryan ainda mais novo (Chris Pine), entrando na CIA. O que parece funcionar nos livros, não emplaca no cinema. O novo Ryan é inclusive voltado ao público mais jovem e mais próximo a um filme de ação.

Orçamento: US$ 60 milhões.

Renda: US$ 135 milhões.

O Poder e a Lei

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Esse é outro filme baseado em um livro de sucesso, que contém um protagonista que gostaríamos de ver novamente nas telas. O escorregadio advogado de porta de cadeia (o filme quase teve esse título no Brasil) Mick Haller possui malandragem das ruas, cruzando-as com seu motorista num Lincoln – daí o título original “Lincol Lawyer”.

Esse é o primeiro de uma série de livros que retratam os casos do personagem. Um suspense de primeira dirigido por Brad Furman, que serviu de divisor de águas na carreira do renovado Matthew McConaughey (a chamada McConassença).

O próprio ator (que interpreta o protagonista) já demonstrou vontade de retornar ao personagem diversas vezes, mas um novo caso parece estar difícil de sair do papel.

Orçamento: US$ 40 milhões.

Renda: US$ 75 milhões.

Pânico 4

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O filme Pânico original, de 1996, foi um verdadeiro marco para o cinema de terror, ajudando a reestruturar o gênero, com a adição de muito humor e metalinguagem. A continuação não demorou a aparecer, igualmente bem sucedida, e avaliada por muitos como superior ao original.

Para a terceira parte, um embargo de três anos. Os atores não queriam ficar presos aos personagens, imaginando novos ares para suas carreiras. A perda de ritmo fez do terceiro filme um relativo fracasso. Mais de dez anos depois, numa época de sequências tardias (Tron, Wall Street, Indiana Jones), chega o quarto episódio.

Embora recebido inicialmente com certo ceticismo, Pânico 4 se mostrou um bom reencontro com velhos amigos queridos. Mais do que isso, em sua estreia a crítica enalteceu a obra. Novos aspectos de sátira foram criados (que haviam ficado de fora antes devido a época), em especial em cima da “fama a qualquer preço”, provida pelas mídias sociais.  Mesmo com o sucesso de crítica, o público não compareceu como deveria, minando os planos para um quinto episódio, que foi aportar na TV.

Orçamento: US$ 40 milhões.

Renda: US$ 97 milhões.

O Estranho Thomas

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Essa é uma produção desconhecida do grande público. Um filme obscuro, por assim dizer, que no Brasil recebeu um lançamento direto no mercado de vídeo. No entanto, uma vez que damos chance ao filme descobrimos um terror cômico muito eficiente, recheado de referências e tiradas espertinhas nos diálogos.

Baseado na série literária de Dean R. Koontz (num total de seis livros), a primeira adaptação para os cinemas é dirigida por Stephen Sommers (A Múmia e G.I. Joe) e traz Anton Yelchin como protagonista. Existe ainda um forte teor emotivo aqui, totalmente inesperado, em seu desfecho.

Gugu Mbatha-Raw e Willem Dafoe estão no elenco, mas quem chama atenção é Addison Timlin, no papel da namorada do protagonista. Devido a problemas legais com produtoras, no que diz respeito a divulgação, o filme não emplacou como deveria. “Odd Thomas” merecia novas aventuras.

Orçamento: US$ 27 milhões.

Renda: US$ 570 mil.

O Espetacular Homem-Aranha 2

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Bem, vamos lá. Os novos filmes do Homem-Aranha comandados pelo outrora talentoso Marc Webb não são bons. O primeiro deixou o público meio anestesiado, sem saber direito o que achar – a maioria queria tirar algo de bom dele. É de se perdoar um cineasta em sua primeira incursão no cinema blockbuster.

Existia o grande sentimento de possível redenção. Quando o elenco (bem inusitado) foi anunciado para sequência, as informações chegaram de forma refrescante para os fãs de cinema. Jamie Foxx como Electro, Paul Giamatti como Rino, Dane DeHaan como Harry Osborn, Chris Cooper como Norman Osborn, Felicity Jones como Felicia Hardy (futura Gata Negra) e Shailene Woodley como Mary Jane (deletada do filme, para nunca mais existir).

Depois do filme pronto, o resultado: uma nova decepção. Essa em grande escala. Em partes, a infantilidade do novo Homem-Aranha é comparada a do ultrajante Batman & Robin (Electro é um dos vilões mais mal desenvolvidos da história do cinema). Mas então por que colocar este filme na lista, você pergunta. E a resposta, pena. Pena de todos os envolvidos. Pena do diretor Webb, que teve o plugue puxado sem conseguir mostrar tudo o que tinha para oferecer. Pena do antes empolgado Andrew Garfield, que já perdeu o emprego como o herói. E a esperança de um terceiro filme pudesse ser bom. Acho que era mesmo um sonho…

Orçamento: US$ 200 milhões.

Renda: US$ 708 milhões.

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