15 atores de ouro que surgiram nos últimos 15 anos

15 atores de ouro que surgiram nos últimos 15 anos

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Em 2015, o CinePOP completou 15 anos. Já fizemos uma lista das 15 atrizes de destaque nos últimos 15 anos. Agora, chegou a vez dos meninos. Com certo atraso, vamos listar atores que, nos últimos 15 anos, ou começaram suas carreiras ou tiveram seu primeiro trabalho relevante nos cinemas. Atores que, nesse tempo, mereceram destaque internacional ou pela profundidade artística, ou por terem popularidade ou, ainda, pelo seu poder nos bastidores. Foram desconsiderados os trabalhos para a televisão e curtas-metragens. Lista em ordem alfabética:

Benedict Cumberbatch

"The Imitation Game" New York Premiere




A lista já começa com um dos atores com menos tempo de destaque internacional. Benedict Cumberbatch iniciou sua carreira em 2002, com trabalhos para a TV. Tornou-se conhecido internacionalmente com a série britânica Sherlock, em 2010. Com a boa repercussão, começaram pipocar os filmes. O Espião Que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy), Cavalo de Guerra (War Horse), O Hobbit (The Hobbit), Star Trek – Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness), 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave), são alguns deles. Só em 2013, o IMDb registra 5 longas-metragens lançados no cinema. O Jogo da Imitação (The Imitation Game), de 2014, deu-lhe a grande visibilidade. Com tantas aparições, a revista The New Yorker fez uma charge no qual Cumberbatch aparecia na ultrassonografia de uma grávida! Em 2016, ele será Doutor Estranho, da Marvel.

 

Bradley Cooper

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Bradley Cooper começou em 1999 na televisão. Realizou filmes menores, como o Mais Um Verão Americano (Wet Hot American Summer). Depois de várias comédias românticas, estourou com o divertidíssimo Se Beber, Não Case! (The Hangover), de 2009. Foi o suficiente para o grande ator aparecer. Foram seguidas com indicações aos mais importantes prêmios da indústria. Ao Oscar e ao Globo de Ouro foi indicado, em 2012, pelo O Lado Bom da Vida (Silver Lining Playbook); em 2013, por Trapaça (American Hustle); em 2014, por Sniper Americano (American Sniper). Todas justas indicações! Não bastassem suas qualidades, ele tem um fã clube considerável.

 

Chris Evans

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Não considero Chris Evans um dos mais talentosos desta geração. Mas é um sujeito competente, de beleza e carisma inegáveis, que conseguiu o papel de Capitão América e tornou-se um dos rostos mais visíveis dos filmes da Marvel. Recentemente, demonstrou maior profundidade no filme O Expresso do Amanhã (Snowpiercer).

 

Daniel Radcliffe

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Como falei no começo, há muitas razões para incluir alguém nesta lista. Em força artística, pessoalmente, acho que Daniel Radcliffe ainda está devendo! No ano de 2001, Radcliffe encarnou Harry Potter, o que lhe garantiu fama, dinheiro e fãs. Foram 8 filmes da série até o ano de 2011. Caso de ator que cresceu diante do público, Radcliffe tem se esforçado para se provar artisticamente profundo. Seu trabalho de maior repercussão, depois da saga do bruxo, foi o terror A Mulher de Preto (The Woman in Black), mas nada que conseguisse apagar o raio da sua cabeça. Apesar disso, por seu papel em Harry Potter, Radcliffe ainda tem peso em Hollywood.

 

Dwayne Johnson – The Rock

Dwayne The Rock Johnson

 

Quem não gosta do The Rock? Como não gostar de um cara tão boa praça?! Ok!, vai ter gente dizendo que ele é um péssimo ator e um cara sem expressão. Bem, Dwayne Johnson pode não ser um nome óbvio para esta lista, mas ele tem carisma – são 7 milhões de seguidores no Twitter! Claro, popularidade não é tudo. The Rock repassa esse carisma para seus filmes. E versátil, seguindo a linha de outros atores durões, ele é um dos principais astros dos “filmes testosterona” e também se dedica às comédias famílias. Em filmes como A Montanha Enfeitiçada (Race to Witch Mountain) é visível sua sintonia com as crianças.

 

Gael García Bernal

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Gael García Bernal pode não estar mais com o mesmo destaque, mas continua a ser um dos atores mexicanos com maior reconhecimento no circuito internacional. Seu primeiro longa foi Amores Brutos (Amores Perros), de Alejandro González Iñárritu, no ano de 2000. Curiosamente, seus filmes mais importantes não derivam do circuitão norte-americano: No, O Passado (El Pasado), Diários de Motocicleta, Má Educação (La Mala Educación) são produções latinas ou ibéricas. Infelizmente, esta característica dificulta que todos os seus filmes entrem no grande circuito. Seu último trabalho a chegar nos cinemas brasileiros foi 118 Dias (Rosewater).

 

Hugh Jackman

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Até hoje interpretando Logan/Wolverine, Hugh Jackman tornou-se sinônimo do personagem. Sua história está atrelada aos filmes de super-heróis. A ligação é tanta que até nos esquecemos de como era o Wolverine dos desenhos. Apesar disso, Jackman não foi tragado pelo personagem. Mesmo nem sempre acertando nas escolhas, seus bons papéis fora do Universo Marvel foram suficientes para lhe garantir, digamos, autonomia. Jackman não é apenas o Wolverine, é um grande ator!

 

Jake Gyllenhaal

Jake Gyllenhaal

Jake Gyllenhaal iniciou ainda criança no cinema, mas sua carreira começou a aparecer com Donnie Darko, de Richard Kelly. Seu primeiro destaque foi Jack Twist, de O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain), pelo qual foi indicado ao Oscar e venceu o BAFTA. E isso foi logo no começo da carreira! Com um dos melhores currículos desta lista, Gyllenhaal, em geral, interpreta sujeitos fortes e soturnos, como os policiais de Zodíaco (Zodiac) e Os Suspeitos (Prisoners). Atualmente, está em cartaz como Billy Hope, protagonista de Nocaute (Southpaw). Tudo indica que será um dos maiores de sua geração.

 

James McAvoy

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Atual Professor Xavier, James McAvoy fez um pequeno papel em As Crônicas de Nárnia (The Chronicles of Narnia). Seu primeiro destaque foi o alienado Nicholas Garrigan, com o qual contracenou, ombro a ombro, com Forest Whitaker e seu feérico Idi Amin, em O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland). Confirmou o talento com Robbie Turner, em Desejo e Reparação (Atonement). Mesmo sem maiores destaques além da saga X-Men, McAvoy é uma promessas da novíssima geração.

 

Jamie Foxx

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Ok, Jamie Foxx começou a carreira no cinema ainda na década de 1990, em filmes como A Revolta dos Brinquedos (Toys) e Feito Cães e Gatos (The Truth About Cats & Dogs). Mas, foi a partir de 2001, com Ali (Ali), de Michael Mann, e, principalmente, em 2004, com a cinebiografia Ray (Ray), que Foxx começou a construir uma das mais sólidas carreiras desta geração. Versátil, já foi um pacato motorista de táxi envolvido por engano numa trama de ação, em Colateral (Collateral), do mesmo Mann, e recentemente encarnou um Django dividido entre o amor e a vingança, em Django Livre (Django Unchained).

 

Jonah Hill

THE WOLF OF WALL STREET

Jonah Hill ainda é um nome pouco conhecido. Começou a aparecer com a comédia Superbad: É Hoje (Superbad). Apesar do talento para a comédia, Hill tornou-se conhecido do grande público com dramas; o sonífero O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball) e com o lisérgico O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) elevaram a sua cotação. Mesmo com seu passe valorizado pelo drama, Hill demonstra um talento maior na comédia, vejam o caso de É o Fim (This Is The End).

 

Michael Fassbender

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Desde Marlon Brando não há um ator como Michael Fassbender. Não, meus internautas, não sou eu que falo. Quem defendeu isso foi Steve McQueen, que dirigiu o ator nos filmes Hunger, Shame e 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave). A julgar por esses trabalhos, ou mesmo pelos novos X-Men, podemos dizer que McQueen não está muito errado. Fassbender dá uma profundidade assombrosa aos seus papéis. Em Shame, vemos uma alma oprimida pela angústia e pelo vício. Em 12 Anos…, Fassbender foi criticado por exagerar na atuação. Nunca concordei! Ele não criou uma caricatura, mas um arquétipo da maldade. Se Fassbender terá uma estatura semelhante ao de Brando, só o tempo dirá.

 

Robert Pattinson

Robert Pattinson

Robert Pattinson começou em Harry Potter e o Cálice de Fogo, como Cedric Diggory. Mas, Daniel Radcliffe já era a força dominante na série. Restou a Pattinson virar o vampiro porpurinado da saga Crepúsculo. O sucesso entre o público feminino garantiu-lhe destaque. O vampiro soube aproveitar e vem se agarrando ao pescoço de grandes diretores. Já realizou dois filmes com David Cronenberg, estará nos próximos de James Gray e de Werner Herzog. Também será dirigido por Harmony Korine e será um dos protagonistas de Life, filme de Anton Cordijn, sobre a relação de James Dean e um fotografo da revista Life. Pattinson tem uma jornada similar à de Leonardo DiCaprio: de um rosto bonitinho emoldurado pelos gritos das fãs, ele provou-se um ator de peso, e sua parceria com Martin Scorsese virou uma marca desta década. Aguardar para ver se as parcerias de Pattinson virarão prestigio.

 

Steve Carell

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Faz muitos anos, li uma reportagem na extinta revista Bravo!, por ocasião do lançamento do filme A Volta do Todo Poderoso (Evan Almighty), comparando Steve Carell e Jim Carrey. O paralelo era (e é) válido. Eles pertencem à tradições interpretativas distintas. Carrey, com um humor mais físico, pode remeter a Jerry Lewis e Chaplin! Já Carell é de uma escola com raízes em Buster Keaton. No começo do cinema, Keaton estabeleceu um estilo baseado nas gags visuais e, especialmente, numa contenção física. Carell não tem os carões de Carrey; mesmo em insanas roubadas, Carell mantém seu semblante quase imóvel. São duas escolas de humor distintas e excelentes. Mas, é sintomática que Carell tenha ganhado destaque em paralelo com a perda de popularidade do humor mais físico de Carrey.

 

Wagner Moura

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Olha o Brasil na lista! Wagner Moura tem uma das carreiras mais sólidas no cinema brasileiro e vem se destacando internacionalmente – deve superar o colega Rodrigo Santoro. De longe, seu maior papel é o Capitão Nascimento. Outros bons destaques foram nos filmes Cidade Baixa, Saneamento Básico: O Filme e Elysium. Tornou-se conhecido do público na comédia Deus É Brasileiro. Moura tem uma incrível capacidade de tornar cada personagem singular. Vocês podem dizer que isso é obrigação de qualquer ator, só que não! Não é incomum encontrar atores que sempre se repetem ou, pior, que interpretam a si mesmos. Wagner Moura não entra nesse grupo, tornando cada atuação uma experiência singular.

 

Menção Honrosa

Heath Ledger

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Não poderíamos deixar de mencionar Heath Ledger. Com absoluta certeza, se não tivesse sido sua morte precoce, hoje ele estaria entre o top 5  dos mais prestigiados, talentosos e poderosos de sua geração. O australiano demonstrava talento desde seus trabalhos iniciais. Seu primeiro destaque de crítica foi ao lado de Jake Gyllenhaal em O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain). Mas, foi com seu singular Coringa, em Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight), que ele esfregou sua capacidade na cara do público. A interpretação é tão assustadora, que mesmo quem tenha visto todos os trabalhos de Ledger, dificilmente o reconhece no Coringa. Ele faz o personagem ser maior que o ator. Infelizmente, ele nos legou apenas mais um trabalho, o Tony, de O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus).

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