20 Filmes Imperdíveis do Festival de Cannes 2017

20 Filmes Imperdíveis do Festival de Cannes 2017

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O Festival de Cannes 2017, o evento de cinema mais prestigiado do mundo, iniciou na última quarta-feira, dia 17 de maio, seus trabalhos. E o clima começou quente durante a coletiva do júri do Festival, quando o presidente, o cineasta Pedro Almodóvar, fez comentários opositivos à inclusão de filmes produzidos pelo colosso Netflix na competição deste ano, marcando uma nova era para o celebrado evento. Leia mais sobre o caso aqui. Polêmicas à parte, separamos para você a nata da nata, e escolhemos os vinte filmes (com direito a alguns bônus) mais promissores de Cannes 2017. Dá uma olhada.

Ismaël´s Ghosts (Les Fantômes D´Ismael)

O filme de abertura do Festival deste ano fala sobre amores do passado, do presente e fantasmas. Ismaël (Mathieu Amalric) é um cineasta, e seu próximo projeto tem como tema o irmão diplomata Ivan (Louis Garrel). Casado com Sylvia (Charlotte Gainsbourg), ele ainda lamenta a morte da primeira esposa Carlotta (Marion Cotillard), há vinte anos. É quando o fantasma da mulher retorna para sacudir as coisas, neste filme descrito como um thriller dramático. A direção é do francês Arnaud Desplechin. Estaremos diante do novo Personal Shopper?

O Estranho que Nós Amamos (The Beguiled)

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Novo filme da cultuada cineasta Sofia Coppola (uma das poucas mulheres da história a ser indicada ao Oscar de diretora), o longa usa como base o romance homônimo de Thomas Cullinan, já adaptado ao cinema em 1971 – numa produção estrelada por Clint Eastwood. Na trama, passada no Sul durante a Guerra Civil Americana, um soldado do Norte (Colin Farrell) chega ferido à porta de um internado para jovens mulheres. Enquanto cuidam dele no local isolado do mundo, nascem fortes tensões sexuais, rivalidades e inesperadas reviravoltas. Nicole Kidman, Kirsten Dunst e Elle Fanning completam o elenco principal.

Redoubtable (Le Redoubtable)

Biografia do icônico cineasta francês Jean-Luc Godard, líder da revolução Nouvelle Vague, vista pelos olhos de sua companheira, a atriz Anne Wiazemsky. Baseado no livro ‘Un an après’, escrito pela própria, a trama foca no casal formado pelo diretor vinte anos mais velho que a atriz, durante as filmagens de A Chinesa (1967), um dos maiores fracassos da carreira do cineasta. Louis Garrel (de novo) interpreta Godard e Stacy Martin (Ninfomaníaca) vive Wiazemsky. A direção é de Michel Hazanavicius, vencedor do Oscar por O Artista (2011). Sua esposa, Bérénice Bejo, indicada pelo mesmo filme, também está no elenco.

The Killing of a Sacred Deer

O último filme do diretor grego Yorgos Lanthimos, O Lagosta (2015), chamou tanta atenção por onde foi exibido que chegou até premiações renomadas como o Globo de Ouro e o Oscar. Agora o cineasta exibe seu novo projeto, novamente estrelado por Colin Farrell (que vem se tornando o ator fetiche de Lanthimos). Com uma mudança de gênero, o diretor apresenta desta vez um filme de terror e suspense, sobre a tentativa de um adolescente em trazer um brilhante cirurgião (Farrell) para dentro de sua família disfuncional, e as guinadas inesperadas que o fato resulta. Nicole Kidman vive a esposa do cirurgião e, saindo das sombras, a musa teen dos anos 1990 Alicia Silverstone completa o elenco principal.

Okja

Curiosamente, este é um dos filmes mais polêmicos na competição este ano. No entanto, o fato nada tem a ver com seu conteúdo. Acontece que Okja é uma produção original Netflix, que chega em Cannes chutando a porta, após ver seu excelente Beasts of No Nation rejeitado a torto e a direito. O coreano Bong Joon Ho (Expresso do Amanhã) é a mente por trás do filme no comando. A trama de teor ecológico apresenta a luta de uma menininha para impedir que uma companhia multinacional mantenha capturado Okja, uma gigantesca criatura da floresta, por quem a pequena Mija criou afeição ao longo de dez anos. Grandes nomes como Tilda Swinton, Jake Gyllenhaal, Paul Dano e Lily Collins estão no elenco.

You Were Never Really Here

O talentoso Joaquin Phoenix é o chamariz deste filme, na pele de um veterano de guerra. O sujeito resolve investigar um esquema de tráfico sexual e no caminho tenta salvar uma pequena garota explorada pelos criminosos. As coisas não saem exatamente como esperado. O suspense nervoso é baseado no livro de Jonathan Ames. A direção é de Lynne Ramsay, do impactante Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011).

Sem Fôlego (Wonderstruck)

Carol (2015) foi um dos filmes mais comentados e elogiados de seu respectivo ano, e possui seis indicações ao Oscar para provar. Coincidentemente, o filme começou a carreira no Festival de Cannes de dois anos atrás. Agora, o cineasta Todd Haynes está de volta, no comando de uma obra igualmente aguardada e dramática. A trama, aparentemente fazendo uso de elementos fantásticos, mostra a trajetória de um menino e uma menina, separados pelo tempo e espaço, em busca da mesma conexão misteriosa. Dando respaldo ao longa, a vencedora do Oscar Julianne Moore e a indicada ao Oscar Michelle Williams.

Happy End

Prepare-se para o soco no estômago. Pois isso é exatamente o que esperamos quando temos no comando de uma obra o veterano Michael Haneke (Amor). O cineasta apresenta o drama de uma família, passado em Calais, norte da França, usando como pano de fundo a crise dos refugiados na Europa. Esperem a típica crítica ácida como só o diretor sabe fazer. No elenco, como se precisasse de mais alguma coisa, Haneke aguça ainda mais nossa curiosidade com a presença da musa Isabelle Huppert, após o sucesso de Elle.

Good Time

Pau que nasce torto… Pode se endireitar. Em anos recentes, Kristen Stewart e Robert Pattinson, da infame franquia Crepúsculo, renovaram suas carreiras participando de filmes de prestígio. E quanto a Taylor Lautner… Bem, ele fez filmes com Adam Sandler. É, nem todo mundo pode vencer. Aqui é Pattinson, no entanto, quem dá as caras na pele de um ladrão de banco incapaz de despistar seus perseguidores. Good Time, da ótima A24, é descrito como um drama criminal, e o trailer, já em cartaz na internet, mostra uma produção estilosa, nos passos dos filmes de Nicolas Winding-Refn, vide Drive (2011) e Apenas Deus Perdoa (2013).

L´Amant Double

Um dos cineastas franceses mais celebrados da atualidade, François Ozon é dono de um currículo de filmes como Swimming Pool – A Beira da Piscina (2003), Dentro da Casa (2012) e Jovem e Bela (2013). Um dos temas muito usados pelo diretor são os relacionamentos conturbados e polêmicos, e aqui não é diferente. Ozon se reúne com sua musa Marine Vacth, do citado Jovem e Bela, para uma história de mistério. Vatch interpreta uma jovem que começa uma relação com seu psicólogo. Alguns meses depois, já morando juntos, ela descobre que o sujeito esconde parte de seu passado e identidade.

Radiance (Hikari)

Outra cineasta bastante cultuada no meio dos filmes de arte, a japonesa Naomi Kawase já esteve no comando de histórias tocantes e muito emotivas como O Segredo das Águas (2014) e O Sabor da Vida (2014), sempre imprimindo seu estilo narrativo delicado. Kawase é figura fácil em festivais de cinema pelo mundo, em especial Cannes, onde estreou seus dois últimos citados longas. Em Hikari, a cineasta aposta na relação entre uma escritora de filmes para cegos e um fotógrafo mais velho, que aos poucos está perdendo a visão. Juntos irão descobrir um mundo radiante que se mantinha invisível a seus olhos.

The Meyerowitz Stories

Outro filme da Netflix na disputa pela Palma de Ouro no prestigiado Festival. Almodóvar deve estar enlouquecendo. E não apenas isso, mas um filme protagonizado por ninguém menos do que Adam Sandler e Ben Stiller. Bufões americanos não passarão! Calma lá, e quanto a ‘viva a diversidade’. Os comediantes já provaram que se bem dirigidos dão caldo e nesta comédia quem segura as rédeas é o talentoso Noah Baumbach, do quintessencial Frances Ha (2013). Na trama, uma família exótica se reúne em Nova York para o evento celebrando o trabalho artístico de seu pai. Seria o novo Os Excêntricos Tenenbaums (2001)?

Based on a True Story (D´après une Histoire Vraie)

Festivais de cinema servem para celebrarmos grandes nomes do passado ainda em vida. Um dos maiores de todos os tempos em atividade atende pelo nome Roman Polanski. Um artista cuja vida é tão mirabolante quanto seus filmes, o diretor adentra sua octogésima década de vida trabalhando como nunca. Seu novo projeto conta mais uma vez com a presença da esposa, a atriz Emmanuelle Seigner, desta vez vivendo uma escritora renomada. Ela precisa lidar com uma fã obsessiva, vivida pela musa Eva Green. O filme é baseado no livro de Delphine de Vigan e conta com roteiro do próprio Polanski em parceria com outro cineasta quente da atualidade, Olivier Assayas (Acima das Nuvens e Personal Shopper).

Blade of the Immortal (Mugen no Jûnin)

Apenas algumas palavras serão suficientes para vender este filme para os que têm bom gosto. Takashi Miike. Samurais. 140 minutos de duração. Para quem não fez a conexão, saiba do que o diretor japonês é o responsável por um dos melhores filmes de ação desta década: 13 Assassinos (2010). Se você não assistiu, pare tudo e veja, pois irá redefinir seus conceitos. Voltando ao tema após um hiato, Miike usa como base um manga (quadrinhos japoneses) de Hiroaki Samura, que conta a história de Manji, um exímio samurai que perde a alma após uma batalha lendária, se tornando assim amaldiçoado com a eternidade. Para recuperar a alma, somente combatendo o mal. Assim, ele jura ajudar uma menininha a se vingar do assassinato dos pais.

How to talk to Girls at Parties

Nicole Kidman e Elle Fanning se reúnem em outro filme exibido em Cannes 2017. Desta vez, sob a direção de John Cameron Mitchell (Reencontrando a Felicidade). A trama é descrita como o nascimento do punk, a exuberância do primeiro amor e o maior mistério do universo: como falar com garotas em festas? Que é o título original do filme. Sabemos também se tratar da história de um alienígena viajando pela galáxia, que se separa do seu grupo e conhece duas jovens habitantes do lugar mais perigoso do universo: o subúrbio londrino de Croydon. Parece louco? Sim. Mas sabendo que a ideia é baseada num conto de Neil Gaiman as coisas fazem mais sentido.

Wind River

São muitos os chamarizes deste suspense criminal de ação. Primeiro, o filme marca a estreia na direção do excelente roteirista indicado ao Oscar Taylor Sheridan (seu primeiro filme, na verdade, foi um terror de 2011, quando ainda não era conhecido. Não conta, vai.), de Sicario (2015) e A Qualquer Custo (2016). Segundo, a trama que desperta interesse imediato e fala sobre a investigação de um agente do FBI, precisando se aliar a um experiente caçador local, para desvendar um assassinato ocorrido no território de uma reserva nativo americana. Terceiro, pelo elenco recheado de bons atores, como Jeremy Renner (duas vezes indicado ao Oscar), Elizabeth Olsen e Jon Bernthal.

Claire´s Camera (La Caméra de Claire)

Um filme apenas no Festival de Cannes é pouco para uma atriz do porte de Isabelle Huppert, então a francesa estrela outro. Novamente dirigida pelo coreano Hong Sang-soo (A Visitante Francesa), a dupla desta vez conta a história de Claire (personagem de Huppert), uma professora colegial e fotógrafa nas horas vagas. Passeando por Cannes (bem propício), ela conhece Manhee (Kim Min-hee, a Lady Hideko do excepcional A Criada), uma jovem asiática que acaba de ser demitida sob acusação de desonestidade. Claire tentará ajudar Manhee com seu problema.

An Incovenient Sequel: Truth to Power

Em 2007, o documentário Uma Verdade Inconveniente levou o Oscar para casa. O tema era as consequências do aquecimento global, apresentado através de várias palestras do ex-candidato a presidência norte-americana Al Gore. Uma década depois, e temos esta espécie de sequência de um documentário, item raro, mas sem a direção de David Guggenheim. Al Gore, no entanto, retorna, assim como Barack Obama e Donald Trump, para falar sobre a revolução de energia no mundo.

Becoming Cary Grant

Outro documentário chamativo no Festival. De forma inegável, Cary Grant foi um dos maiores astros que cinema já viu. Filmes como Intriga Internacional (1959), Interlúdio (1946) e Charada (1963) serviram para cimentar sua carreira. Neste documentário dirigido por Mark Kidel, a lenda de Hollywood conta sua própria história, com suas próprias palavras. No filme, Grant narra suas origens na pobreza, até a fama mundial. Além de comentar sobre sua persona nas telas e o que passou para cria-la.

La Cordillera

O que seria de um Festival renomado sem a presença de verdadeiros ícones mundiais do momento. Aqui, para os latino-americanos, poucos nomes são maiores do que o de Ricardo Darín. O grande ator argentino assume o papel de presidente do país na pele de Hernán Blanco, regente da Argentina passando pelo momento mais fatídico de sua carreira. Ao participar de um encontro com líderes mundiais, ele precisará lidar com um assunto pessoal, que poderá afetar tanto sua vida privada, quanto a vida pública. No elenco, nomes como Elena Anaya (A Pele que Habito e Mulher Maravilha), Dolores Fonzi (Paulina), Paulina García (Gloria) e o americano Christian Slater. A direção é do argentino Santiago Mitre, roteirista de Leonera (2008) e Abutres (2010), e diretor de Paulina (2015).

Bônus:

Outros longas que despertam curiosidade neste Festival são: The Square, do sueco Ruben Östlund, filme que apresenta uma realidade na qual em um determinado local da cidade, as pessoas podem fazer o que quiserem, já que não existem regras ali. Rodin, do francês Jacques Doilln, traz o renomado ator Vincent Lindon (Bastardos, 2013) na pele do famoso escultor, focando em seu romance com Camille Claudel. Para finalizar, Cannes vai exibir este ano os primeiros episódios do aguardadíssimo retorno de Twin Peaks, com direito a presença do sumido David Lynch.


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