5 filmes de terror que fizeram sucesso sem atores famosos

5 filmes de terror que fizeram sucesso sem atores famosos

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A relação entre o elenco de um filme de terror e sua popularidade é um pouco mais complexa do que com outros gêneros, pois raramente um astro é garantia de sucesso. Por outro lado, muitas produções do gênero se saem muito bem sem um único nome de destaque no elenco. A ausência de astros mantém o orçamento modesto e torna os lucros ainda maiores.

Veja os 5 principais casos:

Halloween – A Noite de Terror (1978)

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O filme de John Carpenter é um dos poucos da lista que podem ser creditados por lançar uma carreira – no caso, a da atriz Jamie Lee Curtis. Desconhecida até então, ela se tornou uma das principais “scream queens” do cinema após enfrentar o assassino mascarado Michael Myers. Ela retornou para ‘Halloweey 2 – O Pesadelo Continua!’, Halloween H20 – Vinte Anos Depois’ e Halloween – Ressurreição’. Mesmo assim, ela se tornou uma estrela e atuou em filmes como ‘Um Peixe Chamado Wanda’ e ‘True Lies’.

É verdade que um grande nome do horror, Donald Pleasence, estava no elenco, mas ele certamente não era um grande chamariz de público.

O primeiro Halloween faturou US$ 47 milhões nas bilheterias, mas, com ajustes de inflação, o valor atual seria superior a US$ 163 milhões.

 




Sexta-Feira 13 (1980)

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A Sra. Pamela Voorhees, mãe do famoso assassino de Crystal Lake, foi vivida por Betsy Palmer, que era uma atriz relativamente conhecida na época. No entanto, as propagandas do filme não vendiam seu nome, focando apenas nos atrativos naturais do subgênero “slasher”.

A parte curiosa é que Kevin Bacon estava no elenco, mas naquela época ele tinha apenas três filmes no currículo. Ele também não tem muito destaque em Sexta-Feira 13 antes de ser brutalmente assassinado, mas sua carreira definitivamente se beneficiou do papel.

Embora não tivesse o icônico Jason Voorhees, Sexta-Feira 13 rendeu US$ 39,7 milhões nas bilheterias e teve o maior público da duradoura franquia.

 

A Bruxa de Blair (1999)

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Este deve ser o melhor exemplo da regra “astros não fazem filmes de terror”. Não só os personagens principais foram vividos por estreantes, como boa parte dos espectadores acreditou que A Bruxa de Blair era de fato um documentário sobre as mortes daqueles indivíduos, popularizando a polêmica proposta de ‘Cannibal Holocaust’, lançado 1980.

Ajudou o fato de que os atores usaram seus nomes reais no filme. Além disso, nenhum deles teve uma carreira notável posteriormente, provando a regra inversa de que “filmes de terror não fazem astros”. Joshua Leonard teve o maior destaque, com um total de 65 títulos até hoje, normalmente em um papel menor ou em produções pequenas.

Apesar disso, o impacto cultural de A Bruxa de Blair foi enorme. O filme se tornou o precursor precoce do gênero found-footage, que não por acaso foi usado em outro título que aparecerá nesta lista. No entanto, essa influência certamente não se estendeu à desastrosa continuação, ‘Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras’, que abandonou o formato, a tensão e o bom senso.

Produzido por míseros US$ 60 mil dólares, o arrasa-quarteirões do gênero faturou US$ 140 milhões nos EUA, a 5ª maior bilheteria de um filme de terror, e quase US$ 250 milhões no mundo todo.

 

O Albergue (2005)

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O principal nome do elenco de O Albergue era Jay Hernandez, pouco conhecido antes e não muito mais famoso depois do filme. O terror aproveitou a onda de ‘Jogos Mortais’ (que pelo menos contratou Danny Glover), lançado no ano anterior, e incrementou as torturas sádicas, que são as verdadeiras protagonistas do filme.

Se alguém alcançou destaque após esse longa, foi o diretor Eli Roth, que antes fizera apenas ‘Cabana do Inferno’. A verdade, porém, é que O Albergue 2’ não repetiu o sucesso do primeiro, e o cineasta desistiu de dirigir o terceiro filme. Depois desses longas, Roth se aventurou no subgênero de canibais em ‘The Green Inferno’, que ainda nem tem estreia marcada nos EUA.

O Albergue estreou em 1º nas bilheterias americanas e chegou próximo de US$ 50 milhões de arrecadação, um ótimo resultado levando em consideração o orçamento de US$ 4,8 milhões. O total mundial foi de mais de US$ 80 milhões.

 

Atividade Paranormal (2009)

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Não se pode nem acusar Atividade Paranormal de pegar carona no formato usado em A Bruxa de Blair, pois seu lançamento aconteceu dez anos mais tarde. A verdade é que a o filme, realizado por microscópicos US$ 15 mil, foi responsável por seu próprio sucesso, que não teve nada a ver com astros.

Katie Featherston e Micah Sloat surgiram do nada, repetindo a fórmula de usar rostos desconhecidos (e nomes verdadeiros) para aumentar a sensação de realidade do filme. Ao contrário de Sloat, Featherston teve destaque na franquia, pois apareceu nos 4 longas feitos até agora. Sua carreira como atriz até inclui um papel na (curta) série ‘The River’.

Atividade Paranormal foi um dos mais recentes fenômenos do gênero, faturando US$ 107,9 milhões nos EUA e mais US$ 85,4 milhões no resto do mundo. A franquia já tem quatro filmes, mas Atividade Paranormal 5’ e o spin-off latino Atividade Paranormal: Marcados pelo Mal’ já tem estreia marcada para 2014.

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