‘Amy’: A voz de Winehouse emociona Cannes

‘Amy’: A voz de Winehouse emociona Cannes

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Por Janaina Pereira, de Cannes

Era de se esperar que ‘Amy‘, o documentário sobre a cantora britânica Amy Winehouse, que morreu em 2011 aos 27 anos, fosse ser um dos filmes mais comentados da edição 68 do Festival de Cannes. Também era de se esperar que o pai da cantora, Mitch, ia aparecer como vilão, um homem capaz de tudo para explorar a fama da filha.

O que não se esperava era ver uma Amy tão frágil, tão doce, e tão desprotegida. A cantora de voz marcante parece não ter encontrado um ombro amigo que a salvasse do submundo de drogas, álcool e depressão. O cineasta britânico Asif Kapadia (que também dirigiu o documentário sobre Ayrton Senna) constrói a imagem de uma Amy Winehouse ciente de sua voz poderosa, mas totalmente vulnerável diante da fama iminente.




Um dos momentos mais tocantes do filme é quando a cantora, aos 23 anos, está entregue ao álcool e às drogas, mas o pai não a ajuda, e ainda insiste para que ela não fosse internada numa clínica de reabilitação, porque a cantora se preparava para concretizar a sua primeira grande turnê pelos Estados Unidos. Foi por causa dessa situação que Amy escreveu Rehab, que se tornaria seu maior sucesso.

A inteligência e sensibilidade fora do comum da cantora ficam claras quando um de seus produtores afirma que ela compôs letra e melodia de Black to Black em cerca de 10 minutos. Depois dessa informação, uma das melhores composições de Amy fica ainda mais forte quando a ouvimos no filme.

Asif Kapadia fez mais de 100 entrevistas ao longo dos últimos anos, e usou as letras das canções como fio condutor do filme, além de muitas imagens de arquivo de amigos, colegas músicos da cantora e de alguns familiares. O resultado é um dos melhores documentários sobre música dos últimos tempos, páreo duro com o também emocionante ‘Cobain: Montage of Heck‘ (exibido no Festival de Berlim, em janeiro)

O crítico do jornal britânico The Guardian, Peter Bradshaw, se referiu ao documentário como “uma obra-prima trágica”.




Amy‘ não tem previsão de estreia no Brasil.

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