Os 10 Maníacos Homicidas

25.10.2011
Juliana Cruz
BLOG

Em toda boa trama de suspense ou terror, é necessário haver aquele personagem capaz de provocar arrepios, não por sua aparência, mas pelo forma como sua mente funciona e seus valores e deturpados.

É comum até que alguns de nós perceba certa empatia para com certos assassinos em série, como é o caso de Jason, da franquia Sexta-Feira 13, afinal, ele foi criado assim pela sua mãe e o que uma criança poderia fazer?

Enfim, levando em consideração nosso carinho, medo ou simples fixação em figuras loucas homicidas, segue uma listinha com os 10 maníacos mais memoráveis do cinema.

Vale frisar que para entrar na categoria, o critério utilizado foi gente que tem como objetivo matar outras pessoas e por isso Alex, de Laranja Mecânica não entrou.

Embora ele tenha provocado a morte de algumas pessoas, não é como se ele tivesse lhes apontado uma arma e lhes desferido um tiro na testa.

A ordem é cronológica porque é até injusto tentar classificar alguns dos nomes presentes abaixo.

Psicose (1960), dirigido por Alfred Hitchcok

Quem não adora Norman Bates? Aquele olhar perdido, estalado, aquela forma de andar meio atravancada? O responsável pelo assassinato mais clássico da história do cinema é um completo maluco, também por causa de sua mãe, mas a diferença entre ele e Jason é que Normam não matava aleatóriamente, ele tinha raciocínio próprio, ao contrário do imortal matador de máscara de hóquei. Além do mais, Jason não colecionava corpos em casa.

 

O Iluminado (1980), dirigido por Stanley Kubrick

A adaptação da história de Stephen King não seria a mesma sem o clássicocarão de Jack Nicholson na porta do banheiro. “Here's Johnny” sob o olhar psicótico do ator enquanto tenta invadir o banheiro no qual sua mulher se esconde é simplesmente inesquecível. E me fala como não temer um pai de família que tem como meta dilacerar o próprio filho pequeno a machadadas? Jack Torrence, personagem do Jack original no filme, entra no meu top cinco, com certeza.

 

O Silêncio dos Inocentes (1991), dirigido por Jonathan Demme

Hannibal Lecter dispensa apresentações. Um serial killer de fino trato com talento gastronômico é simplesmente apavorante. Não satisteito em te matar, ele ainda te come. Literalmente! Mesmo que sua ‘loucura’ tenha origem em uma infância abominável, Hannibal Lecter é tão frio que por mais que Anthony Hopkins esteja interpretando um ursinho numa comédia infantil, a visão de seu rosto me dá coisas.

 

O Anjo Malvado (1993), dirigido por Joseph Ruben

Assassinos adultos estrategistas de sangue frio são mesmo um problema. Mas crianças from hell são desesperadoras. Henry Evans, personagem de Macaulay Culkin, é um maníaco homicida desde o nascimento. Com um sorriso estampado no rosto, o infante mata bichos e pessoas sem esboçar um pingo de remorso sequer. Um sociopata nato que não poderia ficar de fora dessa lista jamais.

 

Assassinos por natureza (1994), dirigido por Oliver Stone, com roteiro de Quentin Tarantino

Mickey e Mallory Knox é, de longe, o casal homicida mais fofo que já existiu. Um amor tão forte que a vida de qualquer terceiro é tida como absolutamente desnecessária. O mundo não precisa de mais gente, contanto que eles tenham um ao outro e é por isso que saem matando todo e qualquer desafortunado que cruze seu caminho. Com direito a uma pitada extra de violência para aqueles que tentaram, de alguma forma separá-los, como foi o caso do pai e mãe de Mallory. É, pois é.

 

Seven (1995), dirigido por David Fincher

Para um assassino sem nome ser tão facilmente lembrado é porque ele era muito bom. Foram apenas sete mortes. Apenas sete pessoas que deixaram este mundo, cada uma a um modo, planejado há anos pelo personagem insano de Kevin Spacey. Certeza que na época do lançamento, este filme deixou muita gente preocupada em não desobedecer os setes pecados capitais bíblicos. Pensa ter que comer macarrão até seu estômao explodir, ou ficar um ano amarrado numa cama para aprender a não ser preguiçoso? Me-do.

 

Violência Gratuita (1997), dirigido por Michael Haneke

Escolhi a versão original (austríaca) por achá-la mais convincente que a Hollywoodiana – que também gostei. Paul e Peter me fazem pensar duas vezes antes de me isolar com minha família e bichinho de estimação em uma casa gigantesca à beira de um lago. Imagine você, curtindo suas merecidas férias, quando dois pós-adolescentes doentios batem na sua porta pedindo ovos para preparar o café da manhã. Se isso um dia acontecer com você, bata a porta na cara deles e ligue para a polícia imediatamente, senão vai acabar amarrado na sala com sua familia, sendo torturado até morrer.

 

Jogos Mortais (2004), dirigido por James Wan

Para quem asssistiu pelo menos o trailler de um dos filmes da franquia, já é possível visualizar o nível de gore e desespero embutido no longa. Tirando as cenas de amputação voluntária e assassinato em nome da própria vida, a melhor parte da proposta de Jigsaw é o fato de matar em nome da vida. Estilo aqueles caras que matam em nome de Deus, sabe? Então, ele tortura e mata pessoas para que elas valorizem mais sua própria existência. Quer maníaco homicida mais gentil e atencioso que este?

 

Zodíaco (2005), dirigido por David Fincher

Porque além de matar, esse cara fez bullying com a polícia de São Francisco por nada menos do que 10 anos. A melhor parte é que de fato esse cara existiu e até hoje não conseguiram encerrar o caso, que aconteceu entre 1960 e 1970. Não sei se ele tinha cara de louco, não sei se andava e falava como um, mas sei que ele era praticamente um ninja, já que nunca foi visto nem deixou rastros para que a polícia pudesse identificá-lo. E adivinhe só como ele parou de matar. Por opção. Imagino que tenha sido algo do tipo acordar numa quinta-feira, se preparar para a lida e pensar “ah, cansei de ser serial killer, vou ser jardineiro”.

 

O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), dirigido por Tim Burton

Outro casal homicida, mas menos romântico e mais gótico. Em uma mistura de Assassinos por Natureza e Silêncio dos Inocentes, com referências estéticas do clássico de Fritz Lkang, Metrópolis, a história de Benjamin Barker consiste em uma vingança contra a humanidade, que o obrigou a abandonar sua mulher e filha. Quando retorna à Londres, após 15 anos, ele encontra a Sra. Lovett e, juntos, começam a matar os clientes da barbearia de Ben e dar sumiço nos corpos na loja de empadinhas de carne de Lovett. Gostoso, heim?


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