Em
toda boa trama de suspense ou terror, é
necessário haver aquele personagem
capaz de provocar arrepios, não por
sua aparência, mas pelo forma como sua
mente funciona e seus valores e deturpados.
É comum até que alguns de nós
perceba certa empatia para com certos assassinos
em série, como é o caso de Jason,
da franquia Sexta-Feira 13,
afinal, ele foi criado assim pela sua mãe
e o que uma criança poderia fazer?
Enfim,
levando em consideração nosso carinho,
medo ou simples fixação em figuras
loucas homicidas, segue uma listinha com os 10 maníacos
mais memoráveis do cinema.
Vale
frisar que para entrar na categoria, o critério
utilizado foi gente que tem como objetivo matar
outras pessoas e por isso Alex,
de Laranja Mecânica não
entrou.
Embora
ele tenha provocado a morte de algumas pessoas,
não é como se ele tivesse lhes apontado
uma arma e lhes desferido um tiro na testa.
A
ordem é cronológica porque é
até injusto tentar classificar alguns dos
nomes presentes abaixo.
Psicose (1960),
dirigido por Alfred Hitchcok
Quem
não adora Norman Bates?
Aquele olhar perdido, estalado, aquela forma de
andar meio atravancada? O responsável pelo
assassinato mais clássico da história
do cinema é um completo maluco, também
por causa de sua mãe, mas a diferença
entre ele e Jason é que Normam não
matava aleatóriamente, ele tinha raciocínio
próprio, ao contrário do imortal matador
de máscara de hóquei. Além
do mais, Jason não colecionava corpos em
casa.
O Iluminado (1980),
dirigido por Stanley Kubrick
A adaptação
da história de Stephen King não
seria a mesma sem o clássicocarão
de Jack Nicholson na porta do banheiro.
“Here's Johnny” sob o olhar psicótico
do ator enquanto tenta invadir o banheiro no qual
sua mulher se esconde é simplesmente inesquecível.
E me fala como não temer um pai de família
que tem como meta dilacerar o próprio filho
pequeno a machadadas? Jack Torrence, personagem
do Jack original no filme, entra no meu top cinco,
com certeza.
O Silêncio dos
Inocentes (1991), dirigido por Jonathan Demme
Hannibal
Lecter dispensa apresentações.
Um serial killer de fino trato com talento gastronômico
é simplesmente apavorante. Não satisteito
em te matar, ele ainda te come. Literalmente! Mesmo
que sua ‘loucura’ tenha origem em uma
infância abominável, Hannibal
Lecter é tão frio que por
mais que Anthony Hopkins esteja
interpretando um ursinho numa comédia infantil,
a visão de seu rosto me dá coisas.
O Anjo Malvado (1993),
dirigido por Joseph Ruben
Assassinos
adultos estrategistas de sangue frio são
mesmo um problema. Mas crianças from hell
são desesperadoras. Henry Evans,
personagem de Macaulay Culkin,
é um maníaco homicida desde o nascimento.
Com um sorriso estampado no rosto, o infante mata
bichos e pessoas sem esboçar um pingo de
remorso sequer. Um sociopata nato que não
poderia ficar de fora dessa lista jamais.
Assassinos por natureza
(1994), dirigido por Oliver Stone, com
roteiro de Quentin Tarantino
Mickey
e Mallory Knox é, de longe,
o casal homicida mais fofo que já existiu.
Um amor tão forte que a vida de qualquer
terceiro é tida como absolutamente desnecessária.
O mundo não precisa de mais gente, contanto
que eles tenham um ao outro e é por isso
que saem matando todo e qualquer desafortunado que
cruze seu caminho. Com direito a uma pitada extra
de violência para aqueles que tentaram, de
alguma forma separá-los, como foi o caso
do pai e mãe de Mallory. É, pois é.
Seven (1995), dirigido
por David Fincher
Para
um assassino sem nome ser tão facilmente
lembrado é porque ele era muito bom. Foram
apenas sete mortes. Apenas sete pessoas que deixaram
este mundo, cada uma a um modo, planejado há
anos pelo personagem insano de Kevin Spacey.
Certeza que na época do lançamento,
este filme deixou muita gente preocupada em não
desobedecer os setes pecados capitais bíblicos.
Pensa ter que comer macarrão até seu
estômao explodir, ou ficar um ano amarrado
numa cama para aprender a não ser preguiçoso?
Me-do.
Violência Gratuita
(1997), dirigido por Michael Haneke
Escolhi
a versão original (austríaca) por
achá-la mais convincente que a Hollywoodiana
– que também gostei. Paul e
Peter me fazem pensar duas vezes
antes de me isolar com minha família e bichinho
de estimação em uma casa gigantesca
à beira de um lago. Imagine você, curtindo
suas merecidas férias, quando dois pós-adolescentes
doentios batem na sua porta pedindo ovos para preparar
o café da manhã. Se isso um dia acontecer
com você, bata a porta na cara deles e ligue
para a polícia imediatamente, senão
vai acabar amarrado na sala com sua familia, sendo
torturado até morrer.
Jogos Mortais (2004),
dirigido por James Wan
Para
quem asssistiu pelo menos o trailler de um dos filmes
da franquia, já é possível
visualizar o nível de gore e desespero embutido
no longa. Tirando as cenas de amputação
voluntária e assassinato em nome da própria
vida, a melhor parte da proposta de Jigsaw
é o fato de matar em nome da vida. Estilo
aqueles caras que matam em nome de Deus, sabe? Então,
ele tortura e mata pessoas para que elas valorizem
mais sua própria existência. Quer maníaco
homicida mais gentil e atencioso que este?
Zodíaco (2005),
dirigido por David Fincher
Porque
além de matar, esse cara fez bullying com
a polícia de São Francisco por nada
menos do que 10 anos. A melhor parte é que
de fato esse cara existiu e até hoje não
conseguiram encerrar o caso, que aconteceu entre
1960 e 1970. Não sei se ele tinha cara de
louco, não sei se andava e falava como um,
mas sei que ele era praticamente um ninja, já
que nunca foi visto nem deixou rastros para que
a polícia pudesse identificá-lo. E
adivinhe só como ele parou de matar. Por
opção. Imagino que tenha sido algo
do tipo acordar numa quinta-feira, se preparar para
a lida e pensar “ah, cansei de ser serial
killer, vou ser jardineiro”.
O Barbeiro Demoníaco
da Rua Fleet (2007), dirigido por Tim Burton
Outro
casal homicida, mas menos romântico e mais
gótico. Em uma mistura de Assassinos por
Natureza e Silêncio dos Inocentes, com referências
estéticas do clássico de Fritz
Lkang, Metrópolis, a história
de Benjamin Barker consiste em
uma vingança contra a humanidade, que o obrigou
a abandonar sua mulher e filha. Quando retorna à
Londres, após 15 anos, ele encontra a Sra.
Lovett e, juntos, começam a matar os clientes
da barbearia de Ben e dar sumiço nos corpos
na loja de empadinhas de carne de Lovett. Gostoso,
heim?