Crítica | A Casa dos Mortos

Crítica | A Casa dos Mortos

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O gênero terror é bastante sazonal. Ele morre e renasce a cada década com subgêneros diferentes, sempre se renovando para reconquistar o público após um determinado clichê ser usado à exaustão.

Foi assim nos anos 90, após o moda lançada com o fantástico ‘Pânico’, que reinventou o gênero com os slasher movies e acabou saturando o mercado com cópias como ‘Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado’, ‘Lenda Urbana’, ‘Comportamento Suspeito’, ‘Prova Final’… e por aí vai.

O gênero morreu, e renasceu recentemente com filmes sobre possessões demoníacas e casas mal-assombradas. E todos os casos bem sucedidos tem um nome por trás: James Wan.




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Wan se especializou em filmes de terror de baixo orçamento que se tornaram sucesso absoluto de críticas e bilheterias. Ele dirigiu o primeiro ‘Jogos Mortais‘, que se tornou uma das principais e mais rentáveis franquias da Lionsgate.

Anos depois, voltou a repetir o mesmo sucesso com ‘Sobrenatural‘ (Insidious), filme com maior custo-benefício nas bilheterias de 2011, que recentemente ganhou sua sequência. Mas o maior acerto do diretor foi ‘Invocação do Mal‘ (The Conjuring), apesar de apostar ao máximo no uso de clichês de filmes de possessão demoníaca.

Wan conseguiu reviver o gênero com louvor e sucesso com os filmes que dirige.




Porém, ele não tem a mesma sorte quando se aventura por trás das câmeras como produtor, e está se tornando culpado por saturar o mercado que ele mesmo fez renascer com filmes de terror de baixo orçamento e péssima qualidade.

Como produtor, Wan entregou o sofrido ‘Annabelle’, spin-off mal feito do ótimo ‘Invocação do Mal’, que apesar do sucesso comercial não emplacou no gosto dos críticos e nem do público.

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Agora, ele produz esse ‘A Casa dos Mortos’ (Demonic), filme de terror B recheado dos piores clichês do gênero com uma direção assustadora (no mal sentido) de Will Canon.

Em ‘A Casa dos Mortos‘, cinco amigos decidem sair à caça de fantasmas em uma casa abandonada, mas acabam sendo brutalmente assassinados. O único sobrevivente é interrogado, e diz que o local está possuído por demônios e serve como um portal para o inferno. Um policial (Frank Grillo) e uma psicóloga (Maria Bello) não acreditam nessa história e passam a investigar o caso.

A premissa é até interessante e daria um bom filme de terror nas mãos de Wan (como diretor), mas o enredo é tão mal aproveitado que chega a ser risível as viradas da trama e os sustos, sempre orquestrados com o som no último no minuto que antecede as cenas de tensão (um dos piores e mais batidos clichês do gênero).

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Nada salva. O estilo found-footage já batido, a maneira como a história é contada através de flashbacks, o elenco jovem de atores inexperientes… Nem mesmo a presença dos veteranos Maria Bello (A Múmia: Tumba do Imperador Dragão) e Frank Grillo (Uma Noite de Crime: Anarquia), extremamente mal aproveitados pelo roteiro.

A Casa dos Mortos‘ é um terror de sustos fáceis e preguiçosos, que demora a engatar e quando chega em seu clímax faz rir.

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