Crítica | A Era do Gelo: O Big Bang

Crítica | A Era do Gelo: O Big Bang

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Esse é ano é sem dúvidas o ano das continuações das grandes animações. Depois de ‘Kung Fu Panda 3‘ e ‘Procurando Dory‘, eis que temos mais um filme da franquia ‘A Era do Gelo‘ – que chega ao Brasil com o confuso subtítulo “O Big Bang”.

Nessa nova aventura, que apesar do título não incluí nada relacionado ao Big Bang, temos o nosso querido esquilo Scat causando uma grande confusão no espaço atrás de sua preciosa noz. Como consequência, o planeta Terra entra na rota de colisão de um asteroide e ficará a cargo de Sid e seus amigos evitarem que essa grande catástrofe aconteça e nesse meio tempo, ainda lidar com seus problemas pessoais.

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O longa, que tem como diretor Mike Thurmeier (mesmo que comandou os últimos dois filmes da franquia), mostra até certo ponto que seus personagens ainda tem um certo charme. Quem vem acompanhado suas aventuras desde 2002 pode até se sentir nostálgico, mas isso pode acabar após os primeiros 30 minutos do filme.

O fato é que a franquia tem perdido a qualidade a cada continuação, e esse quinto filme não é exceção. O roteiro é fraco e traz diversas tramas paralelas, se tornando pouco dinâmico e repetitivo. É quase impossível assistir ao filme sem pensar que talvez já tenha visto aquela cena antes ou que aquela piada já foi feita em alguma outra sequência.

Os vilões também são pouco aproveitados. A decisão de resgatar um personagem do terceiro filme, o esperto Buck, parece ter sido uma saída muito aleatória para uma franquia já saturada de personagens.

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É preciso citar que, mesmo com inúmeros defeitos, o filme tenta ser mais didático com seus protagonistas utilizando fórmulas matemáticas e conceitos de física para resolverem um problema e, claro, com uma grande mensagem sobre família.

A animação também tenta agradar ao público adulto com referências mais direcionadas, algo que não é tão comum nas aventuras anteriores, porém quem deve aproveitar mesmo são as crianças. Mesmo que já não tenham mais tanta graça, os personagens ainda são cativantes. As cenas de Sid e seu interesse amoroso podem causar algumas boas risadas.

Sendo assim, ‘A Era do Gelo: O Big Bang‘ não chega nem perto de ser tão interessante quanto o primeiro filme e pode até agradar seu público alvo, mas fará muito adulto dormir na sala de cinema.

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