Crítica | A Série Divergente: Convergente

Crítica | A Série Divergente: Convergente

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Nos últimos anos, Hollywood foi invadida pelas adaptações de livros sobre futuros distópicos, com jovens protagonistas femininas. De todas as possíveis franquias, somente duas vingaram: ‘Jogos Vorazes’ e ‘Divergente’. Como sabemos que os fãs odeiam as comparações entre as duas sagas, apesar de trazerem tramas similares, essa será a única vez que ‘Jogos Vorazes’ será citado nessa crítica.

Divergente’ foi lançado em 2014, a comando de Neil Burger, talentoso diretor de ‘O Ilusionista‘ (2006) e ‘Sem Limites‘ (2011). Ele dirigia de maneira majestosa a talentosa Shailene Woodley, que tinha acabado de receber uma merecida indicação ao Globo de Ouro por ‘Os Descendentes’ (2011, indicado ao Oscar de Melhor Filme).

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O filme conquistou o público e arrecadou US$ 288 milhões com um orçamento de US$ 85 milhões. Logo, a Summit Entertainment se apressou em preparar a sequência e lançá-la apenas um ano depois do original. Com a correria, o visionário Burger abandonou a direção e deu seu lugar para Robert Schwentke, que tem no currículo ‘Red: Aposentados e Perigosos‘ e a bomba ‘R.I.P.D. – Agentes do Além‘.

Como resultado, ‘Insurgente’ sofreu com um roteiro confuso, cansativo e as atuações foram prejudicadas pela falta de talento do recém-chegado diretor.

Eis que Robert Schwentke consegue se reerguer em ‘A Série Divergente: Convergente’, entregando uma ficção-científica audaciosa (desculpe o trocadilho), cheia de efeitos especiais mirabolantes e um visual que remete ao Planeta Marte de ‘O Vingador do Futuro’, dirigido por Paul Verhoeven e estrelado por Schwarzenegger em 1990.

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Fugindo da trama do terceiro livro escrito por Veronica Roth, o roteiro escrito por Noah Oppenheim e Adam Cooper toma as devidas liberdades criativas para fazer a história funcionar nas telonas, e este é o grande acerto da produção.

Após a mensagem de Edith Prior ser revelada em ‘Insurgente’, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além do muro. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade.

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É interessante com a trama consegue evoluir ao mudar, constantemente, os vilões do enredo. As plot twists mantém o interesse dos espetadores, enquanto somos apresentados aos aparatos tecnológicos inovadores e um mundo totalmente destruído (trazendo uma bela mensagem ecológica).

O grande derrape da produção está em seu elenco. Robert Schwentke não consegue dirigir Shailene Woodley nas cenas dramáticas, e o resultado faz rir ao invés de emocionar. Tendo em vista como a atriz emocionou o público em ‘A Culpa é das Estrelas’ (2013), se torna claro que o grande problema é a falta de talento do diretor para tais cenas. Outro que não convence é Miles Teller, que recentemente passou vergonha com ‘Quarteto Fantástico’. Ele está terrível e caricato como o “suposto” alívio cômico da trama.

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Em contrapartida, temos atuações grandiosas de Naomi Watts (ainda mais bela com o cabelo moreno) e Octavia Spencer, além da grande revelação da franquia: Theo James, que rouba todas as cenas e se transforma no verdadeiro protagonista deste filme.

Por mais que a crítica especializada torça o nariz, a franquia ‘A Série Divergente’ tem seus méritos e uma legião de fãs que irá se deliciar com ‘Convergente’, extremante superior ao fiasco ‘Insurgente’ e o melhor filme da franquia até aqui. É um “guilty pleasure” visualmente bonito, que traz ação, ficção científica, romance e uma pitada de “girl power“.

E que venha ‘Ascendente’!

 

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