Crítica | American Horror Story: Roanoke – 6×05

Crítica | American Horror Story: Roanoke – 6×05

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Finalmente chegamos ao capítulo final do documentário, mas o problema é que ainda estamos na metade da temporada. Ryan Murphy já havia confirmado uma enorme reviravolta na trama no sexto episódio, e tudo indica que o caminho natural com a conclusão da encenação seria focar na história “real”. Um dos pontos mais fortes dessa temporada, até o momento, foi o fato de ter se mantido focada, sem tramas paralelas para tirar o foco dos nossos personagens principais, mas, com a reviravolta chegando, me pergunto se o programa não irá acabar se perdendo como já aconteceu em algumas temporadas anteriores.

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Este quinto episódio abre com um rosto muito conhecido pelo público: Evan Peters. Em um dos papéis mais diferentes que já fez na franquia, Peters está sensacional nas poucas cenas em que apareceu. Sua introdução, no entanto, pareceu um tanto aleatória, como se tivesse sido acrescentada posteriormente. A trama do seu passado faria muito mais sentido se tivesse aparecido no segundo episódio, que teve o enredo mais fraco desta primeira metade da temporada. Sendo ele o primeiro proprietário da casa, teria muito mais peso explorá-lo na trama do que as irmãs enfermeiras psicopatas. E, a essa altura, com o Cricket e o personagem do Denis O’Hare mortos, coube a uma historiadora aleatória contar a origem de Edward Philipe Mott.




Crítica | American Horror Story: Roanoke – 6×04 

Veja bem, não estou reclamando do personagem em si, que foi maravilhoso e ganhou uma forte interpretação pelas expressões histéricas do Evan Peters, mas sim do timing apressado no qual ele foi introduzido. Os flashbacks mostrando a construção da casa, tomando vítimas antes mesmo de estar pronta, mais uma vez me remeteu ao filme Rose Red – A Casa Adormecida, que também apresenta um tom muito similar, além de uma premissa que possui muitas coisas em comum. Edward Philipe Mott pode não ter tido o mesmo impacto que o Tate Langdon ou o James March – meus personagens favoritos do ator na série –, mas conseguiu roubar a cena e tornar-se memorável com apenas um episódio – infinitamente melhor que o Kyle (Coven) e o Jimmy (Freak Show), sendo este último o pior de todos; disparado.

Teve um momento nesse episódio que eu pensei que as coisas iriam desandar. Começou a aparecer a vingativa mulher da franquia O Grito pela casa, caipiras canibais caçando pela floresta e não teve cenas suficientes com a Açougueira. A cena da figura japonesa toda retorcida foi obviamente uma homenagem ao subgênero J-Horror, que ganhou muito destaque através de remakes americanos, tais como O Chamado e o já citado O Grito. Já os caipiras canibais, apesar de ainda deslocados, foram conectados diretamente com a trama principal. Foi muita coisa para absorver em 43 minutos; muitas ameaças cercando os personagens principais. Denis O’Hare até aparece vivo novamente (!), só para morrer 2 minutos depois (!!).

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Crítica | American Horror Story: Roanoke – 6×01 (Season Premiere) 

Esperava mais tensão neste episódio final do documentário; alguns vezes o personagens “reais” narram alguma coisa assustadora, que devia ter aparecido para nós ao invés de escutarmos pela boca deles. A Açougueira foi praticamente deixada de lado pela trama, que escolheu dar maior foco aos caipiras canibais – o que, sinceramente, não é tão interessante quanto a figura icônica que Kathy Bates construiu. Pelo menos vimos o retorno da Frances Conroy à franquia, e ela foi o único destaque deste plot, porque sequer consigo me lembrar do rosto ou nomes dos seus filhos. Se a personagem de Conroy tivesse sido introduzida antes, talvez me despertasse interesse maior, mas o roteiro deixou para introduzir muitas coisas na última parte da narração, o que acabou prejudicando o ritmo deste quinto episódio. Também não consegui encarar com bons olhos o ato de bondade supremo do filho da Açougueira no último momento possível, e a sua “derrota” ali foi uma decepção.

No fim, o documentário pode ter acabado, mas o pesadelo continua. Estamos apenas na metade da temporada, e é possível que as coisas passam a se tornar muito diferentes do que as que acompanhamos até o momento. Se tivesse que adivinhar, diria que o mockumentary irá se transformar em um found footage. Ao término dos créditos finais, vemos uma cena rápida do próximo episódio com o ator Cheyenne Jackson, onde ele fala diretamente com a pessoa que está filmando para que ela não pare de gravar, não importando o que aconteça. Convenhamos, essa é uma fala clássica dos filmes gravados em primeira pessoa. Vamos ver como a série vai se sair daqui para frente, mas vale destacar que o título nas promos já mudou; anteriormente aparecia “My Roanoke Nightmare“, o nome do documentário, e agora temos o real título da temporada “American Horror Story: Roanoke“. Será que finalmente teremos uma abertura?

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