Crítica | Cloverfield – Monstro

Crítica | Cloverfield – Monstro

COMPARTILHE!

J.J. Abrams é, no mínimo, um dos caras mais intrigantes e inteligentes de Hollywood. Ele começou sua carreira com o pé direito: foi o criador das séries de sucesso ‘Lost‘ e ‘Alias‘. Agora Abrams está com tudo. Depois de dirigir ‘Missão: Impossível III‘, ele partiu para’Star Trek‘ e ‘Star Wars – O Despertar da Força‘.

Mas uma das maiores sacadas de Abrams é seu novo projeto, o filme que ele produz e que causou caos na internet e nos cinemas. Utilizando uma técnica parecida com o fenômeno que foi ‘A Bruxa de Blair‘, o produtor utilizou mídias em massa e mistérios para divulgar seu novo filme. Durante as apresentações do filme ‘Transformers‘, um sinistro teaser trailer foi exibido, e se tornou um verdadeiro hit na internet. O teaser trailer começa em uma festa caseira, com pessoas comuns, aparentemente saídas do trabalho, bebem tequila e cerveja, comemorando alguma data especial.




Crítica | Rua Cloverfield, 10 

A cena é interrompida por um noticiário no jornal, que imediatamente é cortado com a explosão no centro de Nova York. As pessoas da festa deixam o apartamento e olham por uma cobertura, onde são atingidos por bolas de fogo, remanescentes do mesmo clarão. Nas cenas, Nova York é violentamente destruída em uma estranha explosão._
O projeto secreto de J.J. Abrams já ganhou nomes como ‘Monstrous‘, ‘Cheese‘ e ‘Colossus‘, mas no final ficou com o título ‘Cloverfield – Monstro‘. E o filme é monstruosamente ótimo.




São exatos 80 minutos de projeção, gravados por uma filmadora comum. Logo no início, vemos os apaixonados Rob e Beth, que decidem passar o dia juntos. Logo depois, começamos a participar da festa de despedida de Rob para o Japão, quando um estrondo interrompe o evento.

Todos os eventos narrados à seguir simulam um documentário assustador sobre um monstro gigantesco causando pânico e caos em uma cidade imensa como Nova York. E o filme é bem sucedido em nos passar a realidade e o pânico dos personagens, muito bem interpretado por atores pouco conhecidos, além de efeitos especiais incríveis. Afinal, até a Estátua da Libertade perde a cabeça em meio ao filme.

O roteiro, que parece não existir, comprova a veracidade das informações: os personagens são estúpidos, falam frases sem sentidos e demonstram todo o medo que sentem. Nem tudo tem um motivo. Ponto para o filme: com essa falta de um roteiro sólido, o “documentário” fica ainda mais realista.

Cloverfield – Monstro‘ é banho de frescor em um gênero que havia, literalmente, afundado após desastres hollywoodianos como ‘Godzilla‘. E este custou bem menos, por sinal: míseros US$ 25 milhões, uma merreca para um Blockbuster.

No final do longa, você vai sair com aquela sensação de ter assistido um bom e criativo filme, que renova um gênero em vários conceitos, mas também mantém todos os clichês necessários para um ótimo filme sobre monstros gigantes.

Curta nossa ENTREVISTA com a Milla Jovovich:



» Siga o CinePOP no Facebook e no Twitter para saber todas as notícias sobre cinema! «