Crítica | Como Eu Era Antes de Você

Crítica | Como Eu Era Antes de Você

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Um filme bem conduzido que deve agradar seu público alvo

São muitas as adaptações de best-sellers de histórias românticas para o cinema, a maioria delas geralmente seguem fórmulas básicas, mas no fim das contas funcionam e conseguem agradar aos apreciadores do estilo. O maior desses exemplos, sem dúvida, é Nicholas Sparks, que já teve mais de dez dos seus livros transformados em filmes. Alguns esquecíveis – Uma Carta de Amor (1999) e O Melhor de Mim (2014) – outros realmente interessantes – Diário de Uma Paixão (2004) e Noites de Tormenta (2008) – mas todos têm algo em comum: conquistaram um bom público e fizeram casais suspirarem, ainda que possuíssem plots bastante tristes e dramáticas.

É o caso deste Como Eu Era Antes de Você, o maior sucesso de Jojo Moyes, que ganhou seu espaço nas telonas estrelado por Emilia Clarke (a Daenerys Targaryen de Game of Thrones) e Sam Claflin, e traz mais uma daquelas histórias repletas de melodramas e um tom cômico, mas que conquista pelo carisma dos personagens e seu altruísmo elevado. Cabendo então ao espectador decidir se compra ou não a possibilidade daquilo de fato poder acontecer.

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Na trama, vemos o rico e bem sucedido Will (Caflin) sofrendo um acidente, quando ao atravessar a rua num dia chuvoso é atropelado por uma moto, o deixando tetraplégico e fazendo com que viva o resto dos seus dias numa cadeira de rodas. Sendo ele um sujeito acostumado a levar uma rotina repleta de viagens e esportes radicais, não se acostuma com essa nova situação. É justamente aí que Louisa Clark (Clarke) é contratada para cuidar do rapaz. Uma moça de origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, que faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo. Seu trabalho é fazer com que ele tome gosto novamente por viver.

Dirigido por Thea Sharrock e roteirizado pela própria Jojo Moyes, o longa inglês não inventa muito e segue a formula de bolo, onde você já sabe o que esperar a cada cena. No entanto a narrativa criada por Sharrock consegue se sustentar nos três atos e prender a atenção do público, bem como os personagens são arquétipos clássicos, onde Louisa é uma figura um tanto desajeitada e de gostos curiosos, sempre com roupas cafonas e um sorriso no rosto, não de uma beleza estonteante, mas detentora de um carisma peculiar; já Will, apesar de muito educado, é o típico rico ranzinza que aos poucos vai se rendendo aos encantos da garota. E de fato há química entre eles, fazendo com que o espectador abrace esse relacionamento.

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No que se refere a pretensões artísticas, Como Eu Era Antes de Você não mostra nenhum interesse em trazer novidades, pois ao final do filme ficamos com aquela sensação de que já vimos tudo àquilo anteriormente. A fita também se mostra maniqueísta em boa parcela do seu tempo, ao trazer a figura do namorado Patrick (Matthew Lewis, o Neville da Harry Potter) como um sujeito egoísta que não dá atenção para Louisa, e quando esta decide deixa-lo, a atitude não faz com que a plateia a veja com maus olhos. Ou mesmo quando Louise desfruta a riqueza do patrão com viagens e jantares e mesmo assim não seja encarada de maneira duvidosa, já que sua inocência e espontaneidade passada são demasiadas.




O casting se mostra bastante eficiente num todo, em especial Emilia Clarke que consegue transmitir exatamente a persona engraçada e encantadora de Louise, ainda que nos andamentos mais dramáticos suas expressões soem um tanto exageradas, mas nada que comprometa todo trabalho. Sam Claflin, apesar de estático, é o frágil galã inglês que se espera e felizmente contracenou bem ao lado de Clarke. O elenco de apoio de nomes como Jenna Coleman, Charles Dance e Janet McTeer tem pouco espaço, mas que ainda assim entregam atuações competentes.

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Para melhor resumir, Como Eu Era Antes de Você é um filme que, mesmo sem grandes novidades, deve agradar o seu público alvo por possuir a maioria dos elementos que fizeram sucesso no gênero. Tem bom ritmo, personagens atraentes e com muita química, uma trilha sonora formada por canções atuais e populares, e momentos que farão muitos chorarem na sessão. Ou seja, se você gosta do estilo e quer curtir um romance honesto ao lado do seu namorado (a), essa é uma ótima pedida.

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