Crítica | Deadpool

Crítica | Deadpool

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Por maior fã de quadrinhos que você seja, é impossível negar que os filmes de super-heróis estão saturados. Sem grandes inovações, todos os filmes atuais parecem seguir a mesma fórmula para apresentar suas histórias. Seja o tom sombrio criado por Christopher Nolan em sua trilogia ‘Batman‘, reproduzido às pampas nos filmes seguintes de super-heróis, ou o estilo brincalhão dos filmes da Marvel, que apesar de cenas sombrias, sempre coloca uma piadinha entre um momento dramático e outro.

Os cinéfilos pediam algo inovador, um filme que pudesse quebrar essa fórmula batida e adicionar sangue fresco nesse “novo” gênero tão querido.

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E o sangue fresco acaba de surgir, em sua melhor forma, com o hilário ‘Deadpool‘. Sim, trata-se de um dos melhores filmes baseado em quadrinhos dos últimos anos, e olha que concorrência não faltou.

O maior acerto do filme está no roteiro brilhante da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (‘Zumbilândia’), repleto de piadas de cunho sexual, metalinguagem abusiva, linguagem nerd e referências a milhares de outros produtos pop: passando por ‘Lanterna Verde‘, os ‘X-Men‘, a cantora Sinead O’Connor e chegando em piadas hilárias, como uma sobre os atores Patrick Stewart e James McAvow.

Em nenhum momento a produção se leva a sério, e acerta em cheio: você ri com o personagem, e todas as piadinhas do mercenário tagarela funcionam brilhantemente, sem exceções.

O roteiro quebra totalmente a fórmula dos filmes de quadrinhos, e utiliza “flashbacks” em meio às cenas de ação para contar como o personagem foi parar ali e como era sua vida antes de se tornar um super-herói – na verdade, ele se denomina como um anti-herói… e com razão.




Essa transição entre o passado do personagem e o presente é brilhantemente amarrada, deixando o espectador ligado em cada segundo da produção.

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Após ‘X-Men Origens: Wolverine‘ fracassar nas bilheterias, a maioria dos fãs nunca esperava ver um filme do ‘Deadpool‘ nas telonas. Porém, o ator Ryan Reynolds foi insistente e passou anos lutando pelo projeto, diminuindo inclusive seu salário para que o filme pudesse ter classificação Rated R (menores de 17 anos somente acompanhados por um responsável).

E a alta classificação dá o tom do filme, fazendo valer os ingressos a menos que a produção venderá para adolescentes. “Excesso de violência, linguagem inapropriada, conteúdo sexual e nudez gráfica”, tudo em grandes doses. Que delícia!

A metalinguagem também está presente, com várias referências ao universo ‘X-Men’, cenas em que o personagem conversa com o público e uma auto paródia hilária.

Reynolds encontra o papel de sua vida: ele é Deadpool! Falando o tempo todo com ironia, o astro dá um show de atuação e veste a camisa do personagem, de uma maneira que vai deliciar até o fã mais xiita do personagem nos quadrinhos. A bela brasileira Morena Baccarin rouba a cena como Vanessa Carlysle, uma prostituta com um passado triste que conquistará o coração do mercenário. Outros ótimos acertos do elenco são Gina Carano (Angel Dust) e Ed Skrein (Ajax), que brilham como os divertidos vilões do filme.

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O único ponto fraco é o Colossus, que traz um sotaque pesado e carregado do ator Stefan Kapicic – que em alguns momentos chega a irritar.

Ah sim, Stan Lee está lá! Aqui, ele tem a participação mais safadinha e engraçada de toda a história dos filmes da “Marvel”.

Com uma direção audaciosa e brilhante de Tim Miller, ‘Deadpool‘ renova os filmes de quadrinhos e nos entrega a melhor e mais irreverente adaptação dos últimos anos, tão foda quanto personagem principal. Um acerto épico para a Fox depois de deixar os fãs fudidos com ‘Quarteto Fantástico‘.

Chimichanga, ‘Deadpool‘. Seu filme é fodástico!

Obs: Fique até os créditos acabarem, que valerá a pena.

 

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