Crítica | Equals: Até a beleza de Kristen Stewart a produção tirou

Crítica | Equals: Até a beleza de Kristen Stewart a produção tirou

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De Pablo Bazarello, enviado especial a Toronto.

Ficção científica monocromática

Kristen Stewart, ame-a ou odeie-a. A jovem atriz ficou estigmatizada como a protagonista sem sal de Crepúsculo – série de filmes que são o ponto baixo do cinema nos últimos anos. Mesmo com diversas tentativas de reinvenção nos últimos anos (ela foi a roqueira Joan Jett em The Runnaways, uma stripper em Corações Perdidos, topou a nudez e ousou em Na Estrada e entregou uma das melhores atuações em Férias Frustradas de Verão), nada parecia adiantar para tirar o gosto amargo que Stewart deixou nos cinéfilos.

Ano passado veio o divisor de águas e Stewart se tornou cool. Suas participações em Para Sempre Alice e Camp X-Ray foram elogiadas, mas foi o trabalho em Acima das Nuvens que rendeu para a atriz o César, o Oscar francês – se tornando assim a primeira e única americana a ser indicada e vencer a honraria. Os haters, no entanto, ainda não estão totalmente convencidos. Bem, vale dizer que o novo Equals não ajuda muito o caso.




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Escrito por Nathan Parker, do excelente Lunar (Moon), e dirigido por Drake Doremus (Loucamente Apaixonados e Paixão Inocente), Equals é uma ficção científica aguada, que consegue refletir bem no público o espírito do que vemos na tela: um mundo futurístico sem emoções. Tudo é claro, branco, e sentir é proibido. Todas as doenças foram erradicadas e a nova civilização funciona de forma utópica.

Isto é, todas as doenças, menos a nova SOS, que ainda não tem cura, mas tem como diagnóstico fazer seus contaminados sentirem-se menos robóticos, como humanos de novo. O que deixa aberto o espaço para a paixão surgir, por exemplo. E nesse cenário, surge o grande afeto de Silar (Nicholas Hoult) e Nia (Kristen Stewart), ao viverem um romance proibido.

O filme ecoa THX 1138 (1971), de George Lucas, e a primeira metade de A Ilha (2005), de Michael Bay, se comportando de uma maneira mais artística e lenta que ambos.




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Já imagino as piadas em relação à Stewart, sua personagem e seu desempenho apagado. Até mesmo a beleza da atriz, quase impossível de ser retirada, a obra tratou de erradicar.

Se ajuda a moral de Stewart, vale dizer que ela pega um papel coadjuvante aqui, servindo apenas de apoio para o show do jovem Hoult (tão bem em Mad Max: Estrada da Fúria). Equals é um filme sem vida, sobre pessoas sem emoções, num futuro sem alegria.

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