Crítica | Fuller House (Três é Demais)

Crítica | Fuller House (Três é Demais)

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Nostalgia, essa é uma palavra que define o que foi assistir os 13 episódios divos de ‘Fuller House‘ na Netflix. Para quem é da minha época (vamos dizer que algo na casa dos 30), foi um show à parte de memórias de um tempo muito bom!

Para quem não sabe, entre os anos de 1987 e 1995 foi transmitida uma série chamada ‘Full House‘ – que no Brasil recebeu o título ‘Três é Demais‘ – que narrava a história de um pai que criou suas três filhas sem nenhuma ajuda feminina, ou seja, a mãe das meninas não estava mais entre eles.

Uns 20 anos após o fim da série, a Netflix resolveu dar prosseguimento na história, pegar as três meninas já crescidas e mostrar como é que está a vida do pessoal que fez parte do nosso passado. Daí nasceu ‘Fuller House‘, para contar a história da filha mais velha, D.J Tanner, que é mãe solteira de 3 meninos e vive praticamente os dramas que o pai viveu na série antiga.




O projeto estava todo lindo e maravilhoso, o elenco que não conseguiu fazer ‘Full House‘ continuar após o rompimento de contrato com a ABC voltou com (quase) tudo em 2016 para essa nova fase. Duas das irmãs Tanner retornaram à série, porém ficamos na falta de Michelle, que era interpretada pelas irmãs Olsen no passado. Nenhuma delas topou voltar (afinal agora não precisava das duas), afirmando que não queriam voltar pra TV ou cinema nesse momento.

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Tá, eu sei que ninguém é obrigado a nada, mas eu achei uma bela cuspidinha no prato em que comeram, já que ‘Full House‘ foi a série que deu nome às irmãs Olsen. Nem todo o elenco original aparece em todos os episódios, elas poderiam ao menos ter dado uma passadinha no episódio piloto para dar um oi e não deixar aquela torta com recheio de climão que ficou quando a Stephanie perguntou “onde está a minha irmãzinha?”. Se bem que, cá entre nós, foi o que gerou um dos momentos mais hilários da série.

Só posso dizer que eu ri muito, eu ri bem, eu ri alto… Eu ri! Eu assisti a série antiga há tempooooos quando passou na TV aberta aqui em solo Brazuca e é impossível lembrar de absolutamente tudo, mas algumas referências são sem erro e a série pra mim funcionou muito bem o mostrar o prosseguimento da vida dos personagens sem dar muitas explicações de tudo que aconteceu em 20 e poucos anos, se não seria muita informação pra uma série que nada mais é que uma sitcom.




Fuller House‘ não oferece muitas novidades de enredo, é basicamente a sofrência de um pai, mas agora com uma mãe. Pra mim, embora a série seja bem mais em torno da vida da D.J, a grande estrela de ‘Fuller House‘ é a Stephanie, que trouxe a personagem que mais acertou nas piadas da vida e quase me matou de rir sem falar nada, apenas olhando pro teto em um começo de episódio (precisava falar isso, mas não quero dar spoiler de nenhuma natureza).

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Outra coisa que não é novidade, é a crítica especializada mandando um taca-lhe pau na série pelos mesmos motivos que ‘Full House‘ foi criticada: sem graça, repetitiva, infantil… Mas pelo estouro do retorno da série é fácil de perceber que o público vai dar novamente a resposta e assistir porque gosta!!

Para mim, a grande falha da série foi no núcleo infantil, ainda mais comparando com a série antiga, onde atuação das crianças foi um dos fatores principais que impediu a série de sofrer cancelamento várias vezes. Que me perdoem os que acharam ele fofo, mas aquele Max me tira do sério.

Gostei, ri e me emocionei muito com ‘Fuller House‘, e sou MUITO grata à Netflix por ter feito isso por nós, e serei MUITO mais grata quando eles trouxerem à tona o projeto de retomar ‘Gilmore Girls‘ também.

Fuller House‘ resgatou aquela mágica das séries antigas, aquelas que traziam um humor para todas as idades,  mostravam o valor da família naquelas lições de moral ou naqueles momentos que você quer estar em outro lugar, mas estar em família e todo o amor envolvido nisso fala mais forte. A série conseguiu acompanhar a tecnologia que está colocando as famílias cada vez mais separadas com expressões e momentos clássicos dos anos 80 e 90, reavivando um pouco de uma das últimas gerações que teve uma infância mais saudável em termos de relações.

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A série consegue colocar no ar uma comédia sem nenhum palavrão – exceto por Donald Trump – e um enredo fantasioso e juvenil vivido por mulheres adultas que foram colocadas em nossas vidas quando era apenas criancinhas como nós. Para quem viveu na época que a série começou a ir pro ar, ela dá saudades das brincadeiras na rua e dos tempos de escola onde todas as amizades que a gente tinha na sala e na hora do intervalo pareciam ser coisas que iam durar para sempre, naquela inocência da juventude, naquele mesmo padrão de sempre.

Ouvir uma série falar em New Kids on the Block e ver as meninas dançando Spice Girls foi um outro pequeno grande presente para os mais nostálgicos. As referências à ausência das irmãs Olsen são sempre hilárias e, por fim, a falta de uma irmã na série foi muito bem suprida pela Kimmy que, cá entre nós, já era parte da família faz tempo!
Dizem por aí que vai ter segunda temporada, eu espero de todo coração que tenha! Reviver tudo isso foi mágico!

Mas, caso não aconteça, já temos uma dívida de gratidão com a Netflix por ter feito isso.

Vale lembrar que ‘Full House‘ terminou do nada, o último episódio não era para ser o último episódio: a ABC já não tinha mais como arcar com o salário dos atores, especialmente o das sisters Olsen. Então, a gente tem muito o que comemorar já!

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A abertura da série, aquela música, aquelas imagens, ver as atrizes principais da série quando eram crianças e agora… ‘Fuller House‘ fez um maravilhoso resgate e muita honra à sua antecessora. Em um tempo onde séries como ‘Modern Family‘ trazem a comédia de situação em famílias para um patamar mais maduro, eu acho realmente fascinante uma série como essa trazer de volta pra gente aquele gosto de séries do passado.

Meu fim de semana valeu ouro por ter a chance disso, assistir uma série tão leve e gostosa, com tanta nostalgia agregada e feita, nitidamente, com muito carinho por todas as pessoas que aceitaram voltar nesse projeto (e também por ver a Lady Gaga cantando no Oscar, mas isso não é assunto para quem fala sobre séries).

Foram 8 lindas e incríveis temporadas no passado, agora a alegria bateu nas nossas portas de novo! Fica impossível não relacionar Full com Fuller House e não deixar com quem uma interfira na avaliação da outra, até porque elas meio que ainda são a mesma coisa. A Netflix acertou em cheio mais uma vez.

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