Crítica | Game Of Thrones 07×01 – Dragonstone

Crítica | Game Of Thrones 07×01 – Dragonstone

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PRONTOS PARA GUERRA

 

Beirando o irretocável, o episódio 01 da 7º temporada de Game Of Thrones – GoT tratou de fazer um apanhado geral dos principais personagens da série. Mesmo panorâmico, o episódio não foi enfadonho. Esta penúltima temporada começa deixando claro a existência de 3 grandes núcleos dramáticos que aglutinam todos os dramas de Westeros.

O núcleo que teve menos tempo de tela foi o da Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), que apareceu apenas no final do episódio. Sua chegada à Pedra do Dragão foi mostrada por uma longa sequência que revelou a opulência de um cenário que já havia aparecido na série, mas de forma acanhada. Esta opção, além de economizar cenário nas temporadas anteriores, dá força para o momento, pois essa grandiosidade do local ecoa e reforça a ascensão de Dany.

O outro núcleo é o de Porto Real, com Cersei Lannister (Lena Headey) articulando alianças. Assim como Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), Cersei tem consciência da fraqueza da coroa, porém, ao contraio do irmão (claramente pessimista), ela busca articular forças. Esta foi a justificativa para que Euron Greyjoy (Pilou Asbæk) fosse integrado ao núcleo. Euron, Cersei e Jaime protagonizaram um dos diálogos mais deliciosos do episódio.

     

Seguindo com sua síndrome de Santo Antônio, Euron prometeu um presente de casamento para Cersei. Não ficou claro o que ele fará para conquistar um contrato de casamento com a rainha. Comentei na nossa live na página do Cinepop no Face, feita logo após o encerramento do episódio, que o presente poderia ser a cabeça de Tyrion Lannister (Peter Dinklage) ou de outro personagem. Porém, nos livros, Euron possui o Berrante do Dragão que, em tese, permite controlar essas criaturas. Minha tese: esse Berrante ou um dragão pode ser o tal presente de casamento. A conferir!

Há, também, o núcleo do norte. Se na primeira temporada de GoT, o ocaso dos Stark gerou vários núcleos, a ascensão de Jon Snow (Kit Harington) como Rei do Norte irá agregar vários personagens e subnúcleos. De certa forma, Winterfell e a Muralha tendem a formar um único núcleo.

Outros grupos de personagens também tendem a orbitar esse núcleo do norte. Samwell Tarly (John Bradley), por exemplo, deve funcionar como um informante de Jon – ao menos nesse comecinho de série, já que Jorah Mormont (Iain Glen) está na Cidadela para tratar da sua doença. Igualmente, a história da Irmandade Sem Bandeira deve se entrelaçar com o núcleo do Norte, pois eles também estão rumando para a guerra contra o Rei da Noite.

Outro traço marcante deste episódio foi deixar claro o quanto as mulheres ganharam força nesta reta final. Desde sempre, a série teve mulheres fortes, porém, nas primeiras temporadas, a testosterona era mais predominante. Nesta última temporada, o personagem masculino mais importante é Jon Snow. De resto, as cabeças dessa batalha são femininas. Alguém poderia falar, e Tyrion? E Euron? E Bran Stark? E o Rei da Noite? Claro, assim como havia mulheres importantes antes, há muitos homens importantes agora. Contudo, as mulheres tomaram a dianteira em muitos aspectos dessa guerra. Na primeira temporada, nem Daenerys tinha uma liderança clara. Mesmo no núcleo de Winterfell, Jon não será uma voz solitária: Sansa Stark (Sophie Turner) já deixou claro que sua preocupação é com a Cersei e não com os White Walkers. Sua voz terá a mesma grandeza do que a de Jon. E ainda há Arya Stark (Maisie Williams), em seu quest pessoal, desenha um arco peculiar (e emocionante) nesta temporada.

Esta mudança de paradigma é coerente com tudo que GoT tem construído até aqui. E, de quebra, cala a boca de certa crítica rasteira que costumava acusar a série de machista. Esta, aliás, é uma das acusações mais infantis que a série já recebeu, pois é uma crítica que se faz de cega para todas as mulheres fortes de Westeros.

No próximo domingo, teremos nossa segunda live na página do Cinepop no Face. Não perca!

E, aí, o que achou do episódio? Vibrou com o começo? Também acha que Lady Mormont mitou? O que sentiu com as cenas do Cão? Também ficou procurando algo no fogo? Gostou ou não da participação de Ed Sheeran? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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