Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (3º e 4º Episódios)

Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (3º e 4º Episódios)

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BONS VENTOS DO NORTE E DO LESTE

 

Semana passada, não publiquei a resenha do 3º episódio de Game Of Thrones – GoT. Foi um misto de falta de tempo com uma paralisia provocada por uma decepção que vinha se arrastando desde a quinta temporada. E que só nesse 4º episódio começou a sumir e a dar lugar ao otimismo.

Da quinta temporada até o 3º episódio da atual temporada, estava com a sensação de que os roteiristas tinham se perdido, com dificuldades de definir os rumos da série. Não falo de saber qual será o seu final, mas o caminho a seguir até ele. Além disso, parecia que eles haviam perdido o propósito da série, ou seja, quais mensagens querem passar com a narrativa.




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Quando você decide contar uma história, o ideal é já ter algo planejado, com começo meio e fim. Sim, há obras maravilhosas que foram escritas sem um final determinado, mas as mais extensas, como GoT, quase que exigem um plano de voo detalhado. A impressão que a série vinha me passando era de que eles não tinham mais esse plano – ou ele estava uma bagunça. Subtramas que pareciam só encher linguiça, mortes sem boas justificativas, só “pra causar”, núcleos maus explorados (Dorne…) confirmavam minha impressão.

Já disse outras vezes, os três primeiros episódios de um temporada de GoT servem para organizar o tabuleiro, daí mais fracos. Exceto pelo segundo episódio, o começo desta sexta temporada foi assim, de organizar o tabuleiro. Mas, como a quinta temporada fora problemática, fiquei me perguntando, se os roteiristas iriam gastar a sexta temporada toda para organizar a casa e tentar reencontrar o rumo.

Porém… veio esse presente que foi o 4º episódio. Repetindo a tradição de GoT, um episódio forte. Olhando o conjunto, parece que a série voltou aos trilhos (ao menos em parte, rsrs). Os ventos que sopraram das terras de Essos e do Norte de Westeros arejaram a série.




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O arco de Jon Snow (Kit Harington), com o seu reencontro com Sansa (Sophie Turner), e todos os personagens que estão em Castelo Negro apontam caminhos interessantes para a série. Para ficar no principal, Jon e Sansa irão buscar retomar a sua amada Winterfell e refazer a família Stark – quem sabe, ao final, GoT também se revele uma grande saga de amor familiar. Também resgataram o mito de Azor Ahai, reforçando as teses dos fãs e começando a preparar o público para o grande confronto com os White Walkers.

Em Meereen, Tyrion (Peter Dinklage), Missandei (Nathalie Emmanuel) e o Verme Cinzento (Jacob Anderson), além de protagonizarem uma verdadeira lição de política, tomaram passos decisivos para a estabilidade da cidade. Esses eventos recolocam Tyrion nos jogos de poder e devem consolidar os seus laços com Daenerys Targaryen (Emilia Clarke). E, claro, o final triunfal de Dany foi um simbólico “pagar a língua” para os que criticavam GoT – fatura que paguei com gosto!

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Até Petyr Baelish (Aidan Gillen) Ary Stark (Maisie Williams) – esta no 3º episódio – dão sinais de que voltarão a protagonizar grandes momentos. Realmente, os problemas da GoT estão mais ao sul. Além das cag… que os roteiristas vem fazendo em Dorne, todo a subtrama do Alto Pardal (Jonathan Pryce) parece uma encheção de linguiça. Pensem, se Cersei (Lena Headey) derrubar o Alto Pardal – que deve ser o foco pelos próximos episódios – qual terá sido a relevância desse plot para o desenvolvimento da história (a guerra dos tronos e a luta contra os White Walkers) e para o sentido da série (que interpretações e sentidos relevantes tiraremos disso?). Quando essa confusão começou lá na quinta temporada, fiquei empolgado imaginando uma exploração instigante da relação entre poder e fanatismo religioso. O que tivemos até agora foi blá-blá-blá sem muito sentido, eventos sem função e nu frontal (a única coisa produtiva feita pelo Alto Pardal).

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Espero que minhas boas impressões se confirmem nos próximos episódios e que GoT nos brinde com mais emoção e com o romance entre Brienne (Gwendoline Christie) e Tormund (Kristofer Hivju)!

E, aí, o que achou do episódio? Concorda que a série estava sem rumo? Chorou no reencontro de Jon e Sansa? Está apreensivo por Rickon nas mãos de Ramsay? Fez coração quando viu Brienne e Tormund? Comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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