Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (5º Episódio)

Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (5º Episódio)

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QUEM AMA, HOLD THE DOOR

 

Fazia um tempinho que episódio de Game of Thrones – GoT não conseguia equilibrar emoção, intrigas políticas, ação e drama. De longe, o mais marcante deste quinto episódio foi Hodor (Kristian Nairn).

Acostumamo-nos a ver Hodor como o café com leito do grupo, aquele colega da turma que todo mundo gosta e ninguém faz mal. O contraste do corpo imenso que carregava uma alma fragilizada, somado à fala limitada a “hodor”, fez Hodor cativar os corações do público. No começo desta temporada, quando o vimos falando normalmente, o personagem começou a ganhar novas dimensões. Tudo isso, para hoje, pá!, ele segurar a porta!




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Muitas mortes já passaram por Westeros e adjacências, mas poucas foram tão sentidas quanto a de Hodor. Desde Shireen (Kerry Ingram), aprendemos que a violência de GoT não perdoa as criancinhas, mas ainda não tínhamos entendido que ela também não perdoa os inocentes. A morte de Hodor, além de explicar o sentido de seu nome, deu mais camadas à sua persona. Fico a pensar a dor que ele carregava sabendo de seu destino, sabendo que não poderia defender as crianças Stark.

E falo isso porque, até aqui, as viagens no tempo de Bran (Isaac Hempstead Wright) pareciam inofensivas, como se fossem simples visões. Agora que fica clara a possibilidade de interação com o passado, o roteiro abre espaço para justificativas as mais diversas, mas corre riscos, pois não há nada mais complicado do que trabalhar com paradoxos temporais; facilmente, buracos surgem nos roteiros. Fica a questão de saber até onde isso pode ir. Qual a capacidade de Bran influir no passado? Ou será que não é uma mudança do passado, mas algo como “tudo já está escrito’’? A conferir. Neste episódio, o roteiro levou bem a questão, seja por causa da interação com o Rei da Noite, seja pelas emocionantes revelações sobre Hodor.

Núcleo com destaque neste quinto episódio foi o das Ilhas de Ferro. A disputa pelo trono das Ilhas de Ferro entre Yara Greyjoy (Gemma Whelan) e seu tio Euron Greyjoy (Pilou Asbæk) foi instigante. Ficou muito claro o peso da masculinidade e da brutalidade naquelas terras, pouco importa o sexo. Notem que na disputa, Yara quase levava justamente ao adotar uma postura de macho alfa.




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A fuga de Yara e Theon (Alfie Allen), com a quantidade de navios que eles levaram, aponta tanto para uma represália ao tio, quanto, e aqui já deixo a mente viajar, uma união com Jon Snow (Kit Harington). Por outro lado, Euron surge como uma força primitiva, ambicionando chegar aonde nenhum Greyjoy chegou – ambição também de Yara. Embora, eu ache que a Dany (Emilia Clarke) coma ele com faria no café da manhã, rsrs.

Por falar em Daenerys Targaryen, a mamãe dos dragões, só digo isso: a sua conversa com Jorah Mormont, o Ândalo (Iain Glen) alcançou o máximo de tensão sexual que uma friendzone é capaz de suportar. Acho que não passa disso, mas já imagino Jorah encontrando a cura e retornando para Khaleesi – tal qual Link para Zelda, naquele meme – dizendo para si “Será que agora vou conseguir um beijo?…” Pobre coitado!

E parece que Sansa (Sophie Turner) está dando provas de que, realmente, está amadurecendo. Ela conseguiu manter firmeza na conversa com Baelish (Aidan Gillen) e colocou os objetivos militares acima de qualquer coisa (o que é sinal de amadurecimento, em Westeros). E como é bom vê-la interagindo com Jon Snow. Dá uma nostalgia do tempo em que eles eram felizes – mesmo isso quase não aparecendo na série, pouco importa, ficamos nostálgicos do mesmo jeito.

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Outro momento precioso deste episódio foi o de Ary (Maisie Williams) assistia uma sátira dos acontecimentos da primeira temporada, da morte do Robert Baratheon (Mark Addy) à morte de Ned Stark (Sean Bean). Além de reviver a tristeza da morte do pai, vimos seu esforço para enterrar esses sentimentos e se tornar uma ninguém. Palmas para a atriz Maisie Williams, que só confirma seu talento. E que bom que Arya está voltando a protagonizar momentos interessantes em GoT.

E sobre Brienne (Gwendoline Christie) e Tormund (Kristofer Hivju), deixo uma imagem, que vale mais do que mil palavras:

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E, aí, o que achou do episódio? Para você esse episódio foi o melhor até aqui? O que achou daquela prima da Melisandre? Será que Tyrion está fazendo uma jogada certa? Chorou com Hodor? Já segurou a porta para alguém que você ama? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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