Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (6º Episódio)

Crítica | ‘Game Of Thrones’ – 6ª Temporada (6º Episódio)

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A VOLTA DOS QUE FORAM E DOS QUE NÃO FORAM

 

Vi muita gente achando o episódio 6 de Game Of Thrones – GoT paradão. Pois, eu estou entre aqueles que curtiram o episódio, de roteiro mais trabalhado nas sutilezas. As visões de Bran (Isaac Hempstead Wright) trouxeram imagens sobre eventos históricos de Westeros que nunca tínhamos vistos, como a morte do Rei Louco. A cereja no bolo desse núcleo foi tio Benjen (Joseph Mawle), que salvou Bran e Meera Reed (Ellie Kendrick). Especula-se que tio Benjen seja o Mãos Frias, personagem dos livros que, até o momento, não apareceu na série.

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Eu fiquei muito satisfeito com a Arya (Maisie Williams). Desde que chegou em Braavos, é a primeira vez que ela volta a expor a potência e a fibra que marcaram a personagem. Aquela petulância de cuspir na cara da sociedade parece que vai voltar com tudo! Ao descumprir as ordens de Jaqen H’ghar (Tom Wlaschiha), ela reconhece a incapacidade de negar sua personalidade. Arya volta a ser Arya, agora muito mais forte e decidida, amadurecida e consciente do mundo de violência em que vive.

Temos visto, nos últimos episódios, o renascimento dos Starks. Porém, o caso de Arya é mais emblemático. Foi sua a iniciativa de romper com o passado. Quando, neste último episódio, volta a segurar a sua espada agulha, ela reconhece a força da família, da tradição da sua estirpe. Podemos ler isso como a demonstração do peso do núcleo familiar (pouco importa a modalidade) na formação da personalidade das pessoas.

Por falar em família, conhecemos a de Sam Tarly (John Bradley). Talvez, muitos tenham achado enfadonho. Pessoalmente, achei um muito bom momento sutil que a série produziu. Quando pensamos em GoT, estamos acostumados a lembrar dos instantes mais épicos. Contudo, a série é rica em pequenos instantes nos quais a psique dos personagens é aprofundada e dos quais retiramos muitas reflexões.

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Se Arya e sua espada agulha representou a força do sangue e das tradições familiares se sobrepondo ao mundo, no caso de Sam, vemos o quase oposto: a situação na qual o rompimento com a família é necessário se esta sufoca nossa individualidade e, principalmente, quando viola nossos espaços afetivos. Curiosamente, a série não coloca Sam como aquele estudante recém ingresso em um curso de humanas, que passa a achar que a família é a culpada de todos os males. Pelo contrário! Sam recusa um modelo familiar, mas não a ideia família nem a tradição. Primeiro, ele opta pela sua família, que formou junto com Gilly (Hannah Murray). Segundo, ao pegar a espada do pai, ele exige o que lhe é de direito por tradição.

E finalmente quem disse a que veio foi o Alto Pardal (Jonathan Pryce). Sempre fui crítico desse núcleo por achá-lo mal construído. A aliança dele com Tommen (Dean-Charles Chapman) – aliança aparentemente afiançada pelo tio – junto com a reação da população, de apoio ao religioso, dão uma razão de ser para o personagem. Isto não quer dizer que acho essa trama bem estruturada. Não acho que a influência do Alto Pardal junto à população tenha sido construída ao longo da série – era muito mais algo teorizado do que exposto. Já a aliança com Tommen teve justificativas apressadas. Poderiam ter, já na temporada passada, mostrado alguma interação entre os dois. Espero que, daqui pra frente, esse troço ganhe mais coerência.

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Bem, e o final ficou para a Khaleesi (Emilia Clarke). Seu discurso no lombo do dragão foi mais uma demonstração de força e um mimo aos seus fãs, porque adoramos quando ela faz textão!

E, aí, o que achou do episódio? Gostou da virada estilo Brasília dada pelo Alto Pardal? Também ficou instigado com as visões de Bran? Quer mais textão da Khaleesi ou prefere quando ela banca uma de Twitter? Vamos, comente, compartilhe e curta nossas redes sociais:

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