Crítica | How to Get Away With Murder

Crítica | How to Get Away With Murder

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Você já deve ter assistido ou ouvido falar em ‘How to Get Away With Murder‘. Já deve ter visto vários amigos publicando na timeline que estão assistindo o novo episódio, que estão viciados na série e várias pessoas concordando e comentando. Posso me atrever a dizer que acho essa a série do momento?

Mas eu vou dar o relato de uma pessoa que começou a ver a série bem antes do boom, numa época triste e sombria onde eu comentava sobre ela e nenhum dos meus amigos conhecia. Hoje é até estranho pensar que isso me aconteceu, pois não tem um dia que eu não vejo um amigo meu falando da série.

Comecei a ver ‘How to Get Away With Murder‘ quando estava procurando uma série nova. Daí pra frente, as definições de vício foram atualizadas.




Lembro que o que mais me chamou a atenção é a forma não linear que a história é contada, a forma dela de sempre começar no mesmo evento para daí voltar no tempo e nos apresentar melhor os personagens.

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How to Get Away With Murder‘ poderia ser uma série comum, uma advogada atendendo seus clientes, cada episódio é um caso, a gente fica sabendo um pouco mais da vida dela no meio disso tudo e ponto. Graças a Deus que não, a série é um complexo emaranhado de informações que tem tramas principais e sub-tramas constantes e e que te deixam com coceirinhas de curiosidade o tempo todo.

Mesmo com todo o brilho de Viola Davis e sua super protagonista, a maravilhada advogada Annalise Keating, todo o núcleo da série tem seus dramas e mistérios pessoais. Muitas séries falhariam em amarrar tantas histórias ao mesmo tempo, mas a gente não está falando de uma série comum… Sério!

Até eu acostumar com a linha de eventos da série a minha vida se resumia a um jogo de tabuleiro, tipo “você piscou por 5 segundos, volte duas casas”.




Tudo começa quando você é colocado no mundo de quatro pessoas que estão em um lugar sinistro e que certamente fizeram ou estão encobrindo algo de muito errado. Desse ponto de partida a gente volta no tempo para descobrir que eles são alunos da Annalise, que já deixa claro de cara que eles devem ter algum karma pra cumprir para terem caído na turma dela.

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Rígida e grossa como professora, inescrupulosa e até anti-ética como advogada. Essa é a nossa protagonista, sempre levando ao extremo e além a necessidade de vencer todos os casos que lhe são passados. Se o cliente é culpado ou inocente ela não liga. Se ele esconde um segredo ou uma mentira, também não. O importante é ele ser honesto com ela, para que ela esteja preparada para toda e qualquer surpresa. Estar contra ela no tribunal não é uma missão fácil, ser um inimigo dela fora de lá é ainda pior e mais pra frente você descobre que ser amado por ela também não tem a menor vantagem.

Annalise sempre recruta quatro de seus estudantes para trabalhar diretamente com ela, o que pode se tornar uma tragédia disfarçada de benção. Ganhar prestígio de uma das advogadas mais fodásticas ever é algo que todo aluno deseja, lidar com isso profissionalmente já é um mega desafio, mas a coisa vai dar um pouco além.

Pra começo de assunto você já fica com a pulga atrás da orelha quando a super rigorosa Mrs. Keating amplia seu grupo de 4 para 5 alunos, colocando junto de seus prodígios o desacreditado “lista de espera” Wes Gibbins. Não sei quanto a vocês, mas pra mim o maior mistério da série ainda é o “qual é a da Annalise com o Wes?”. #TodosPiram.

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Se na primeira cena da série vemos Wes e Laurel decididos em enfáticos, a volta no tempo nos apresenta aos personagens mais pacatos e passivos possíveis. Acompanhar a mudança da personalidade deles no decorrer da série chega a ser até doloroso, muito mais do que no caso dos seus colegas, que já parecem ter uma veia mais gananciosa.
Além das cinco figuras que Annalise escolhe para trabalhar com ela, somos apresentados ao lindoooooooooo do Frank e à Bonnie, que são os assessores que trabalham direta e fixamente com ela e também ao Sam e ao Nate, que são profundamente importantes para a trama principal e pra todos os acontecimentos da primeira temporada. Através do Wes, conhecemos a Rebecca que começa toda gótica suave e, de repente, vira a principal suspeita do assassinato de sua melhor amiga.

Durante os episódios, vamos vendo tudo ao mesmo tempo. O que foi que os alunos dela fizeram? Quem eles estão protegendo e encobrindo? porque aquilo aconteceu? Quem era a amiga da Rebecca que morreu? A Rebecca tem algo a ver com a história? Além disso, acompanhamos alguns dos dramas pessoais da vida da Annalise e dos alunos dela, as histórias dos clientes que ela atende… Em resumo: você termina todo episódio entrando no Mercado Livre para comprar ar. Toda vez que você achar que tá entendendo alguma coisa você descobre que “sabe nada, inocente.” WASHINGTON, Compadre.

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A primeira temporada (que tá todinha no Netflix) termina bem amarradinha! Ela deixa poucas pontas soltas pra seu retorno na segunda temporada, que chega e já fecha rapidamente o pouco que ficou para começar uma nova trama. Achei isso sensacional! É o ritmo frenético, o caos e a loucura que a gente sempre tá esperando.

O resultado disso é que apenas com seus 15 primeiros episódios, ‘How to Get Away With Murder‘ abocanhou 15 indicações em grandes premiações e levou quase todas pra casa, incluindo o tão celebrado Emmy de Melhor Atriz de Drama, transformando Viola Davis na primeira atriz negra a ganhar uma categoria relevante em mais de 50 anos de premiação.

Por que público e critica aclamam tanto a série? Quem já viu pode responder uma boa parte disso. ‘How to Get Away With Murder‘ tem um roteiro ousado e bem escrito, perspicaz nas suas reviravoltas e com personagens sólidos e construídos fantasticamente. As interpretações são um show à parte! A cena em que Viola Davis desfaz a Annalise diante do espelho é memorável e foi apontada como um dos principais motivos pra ela arrebatar os prêmios de melhor atriz que vem recebendo pela série. As caras novas que você vai encontrar não decepcionam.

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Vale ressaltar que a produção vem das mentes pensantes por trás das famosíssimas ‘Grey’s Anatomy‘ e ‘Scandal‘. E só pra cantar a bola, uma das produtoras da sérieShonda Rhimes – já tá envolvida na série que estou mais contando os minutos para chegar: ‘The Catch‘.

How to Get Away With Murder‘ tem lá seus defeitos, mas a série é igualzinha à Annalise: ela pode errar que a gente ama mesmo assim. Pelo contexto geral, não tem como dar menos que 10 pra essa coisa linda de série que a gente conhece há tão pouco tempo e já considera pacas.

 

 

 

 

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