Crítica | Irmão de Espião

Crítica | Irmão de Espião

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Bobeira é não viver a realidade. Depois de alguns papéis um pouco mais sérios, em produções hollywoodianas, o humorista britânico Sacha Baron Cohen volta ao seu lar: o das comédias sem noção que gostam de gerar polêmica atrás de polêmica. Irmão de Espião (Grimsby), sem previsão de estreia nos cinemas daqui, é um longa-metragem politicamente incorreto que envolve espionagem, ação e comédia. Dessa vez, dirigido pelo francês Louis Leterrier (Truque de Mestre) e contando com um elenco de peso com nomes como Mark Strong e Penelope Cruz, o Sr. Cohen usa e abusa de sua maneira de contar histórias, dessa vez com direito até a piadinha sem noção com o intérprete do Harry Potter. Mas uma vez está provado que Sacha possui seu próprio universo e você vai amá-lo ou odiá-lo.

Na trama, conhecemos o agente especial do MI6 Sebastian (Mark Strong), um espião que se vê metido dentro de uma conspiração que planeja um assassinato e acaba sendo acusado por um crime que não cometeu. Assim, acaba reencontrando seu irmão Nobby (Sacha Baron Cohen), um fanático por futebol inglês que possui muitos filhos e vive em uma cidade longe do grande centro. Juntos, eles vão redescobrir memórias e traçar um plano para livrar Sebastian de todas as acusações. Mas para isso acabam se metendo em situações constrangedoras como ficar no meio de um sexo entre elefantes.

O filme é totalmente sem noção, como já esperávamos. Você até consegue rir de algumas cenas mas percebe-se um exagero além, o longa tá longe de ter a essência de Borat. Em uma das cenas mais constrangedoras, lembramos da letra dos inesquecíveis Mamonas Assassinas: ‘Os animal, tem uns bicho interessante. Imagine o tamanho que é o pinto de um elefante’. Nessa sequência, a mais maluca do filme com toda certeza, onde os personagens, fugindo de assassinos que os perseguiam, acabam se escondendo dentro de uma elefanta e de repente começa um sexo entre elefantes. O mais inacreditável é como um ator como Mark Strong aceitou esse papel.

Talvez a alma do negócio talvez seja não levar o filme muito a sério. Na tentativa de criar um universo 007 diferente, Sasha (um dos que também assinam o roteiro) não consegue criar uma receita de sucesso. Embarcar em suas ideias, ainda mais nos dias atuais, está cada vez mais difícil.

     


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