Crítica | LEGO Batman: O Filme

Crítica | LEGO Batman: O Filme

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Sorry Affleck e Snyder

Os filmes da DC Comics no cinema têm problemas. Digam o que quiserem os defensores. É só ir pela lógica, pelo que não pode ser contestado. BVS e Esquadrão Suicida não emplacaram com os críticos, e nas bilheterias ficaram abaixo do esperado. Batman Vs. Superman, por exemplo, um dos filmes mais aguardados pelos fãs do cinema entretenimento nos últimos anos, arrecadou pouco mais de US$800 milhões, sendo esperado que batesse a barreira do bilhão.

Por outro lado, outra propriedade do estúdio Warner, longe da DC, se mostrou extremamente rentável: Uma Aventura LEGO. Tido como uma ideia ridícula, levar os brinquedos de montar para o cinema, a proposta obteve resultados surpreendentes, mesmo para aqueles que levavam fé no projeto. Em um determinado momento da animação de 2014, personagens da editora de quadrinhos davam as caras, já que o estúdio retentor dos direitos é o mesmo. Nascia a ideia que se transformou no filme mais divertido deste início de 2017, LEGO Batman: O Filme.

O segredo está na equipe por trás do filme. A dupla Phil Lord e Christopher Miller, responsáveis pelo sucesso do primeiro Lego, produz o derivado. O roteiro é assinado a cinco mãos pelos responsáveis por filmes como Detona Ralph, e os vindouros Homem-Aranha: De Volta ao Lar e Beetlejuice 2. E na direção temos Chris McKay, o responsável pelo comando do surtado programa de animação, Frango Robô. O espírito aqui é o de zoeira pura, os realizadores lançam tudo na parede para ver se cola, e grande parte do que é tentado acerta o alvo – digamos de 80 a 90 por cento.

     

Além disso, o roteiro é esperto o suficiente e nos leva a um tour por toda a mitologia do Homem Morcego, desde sua criação até os dias de hoje. Pode ter certeza que tudo desde a série Batman dos anos 1960, com Adam West, passando pelas animações de Bruce Timm, até os filmes de Nolan e o próprio BVS são citados e feitos de centro das piadas. E pode ter certeza também que os realizadores são mais espertos que nós, o público, e além de não esquecerem de imprimir todas as referências que imaginamos, ainda trazem uma dúzia de outras que até os aficionados coçarão a cabeça tentando associar.

Mas calma, tem mais. LEGO Batman não é apenas um festival de piadas, gags e referências, ele conta a sua própria história e ainda toca em determinados tópicos deixados de lado na maioria das interpretações do herói nas telonas. Existe sim certo drama na animação (claro, feito para a garotada), abordando a solidão do vigilante de Gotham e seu único propósito de existir. Além disso, traça um hilariante e ao mesmo tempo doentio paralelo na relação de dependência entre o Morcego e sua cara metade, o Coringa (personagem que igualmente ganha suas inúmeras referências aqui, de Ledger a Nicholson).

LEGO Batman funciona de várias formas. É garantido de agradar os pequenos, seus pais e os grandinhos, que pescarão citações ausentes para toda a nova geração. A comparação óbvia que LEGO Batman receberá é com o sucesso Deadpool, já que usa e abusa de metalinguagem, e cria uma abertura de créditos bem similar. As participações especiais são outro chamariz, com personagens do universo do Cavaleiro das Trevas, da DC Comics, dos filmes da Warner, e inclusive alguns da Universal – levantando a questão sobre uma possível parceria.

LEGO Batman é a definição de cinema entretenimento na sua mais pura e magnânima forma, e a certeza de uma boa e limpa diversão nos cinemas.


Crítica:


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