Crítica | Maggie – A Transformação

Crítica | Maggie – A Transformação

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Dirigido pelo estreante em longas-metragens Henry Hobson e um dos filmes sensações do último Festival de Tribeca, Maggie – A Transformação é um drama disfarçado de suspense que tenta se sustentar como pode na boa atuação (quem diria) de Arnold Schwarzenegger. O roteiro é arriscado, provoca indagações e sugere conseqüências eminentes para as ações dos personagens. De alguma forma, a história prende em alguns momentos mas a falta de um clímax, além de uma convincente atuação da protagonista, atrapalha a interação com o público.

Na trama, acompanhamos a saga do fazendeiro Wade (Arnold Schwarzenegger), um homem já na casa dos cinqüenta anos que percorre uma cidade, infestada de infecções causadas por um vírus, atrás de sua filha Maggie (Abigail Breslin). Após duas semanas ele a encontra, infectada, em um hospital. A política do governo em relação ao tratamento para o vírus é colocar em quarentena todos os seres humanos que fossem infectados. Com a ajuda de um médico amigo da família, Wade consegue levar Maggie para casa mas ele sabe que assim que o vírus tomar conta por completo de Maggie ele terá que tomar uma decisão sobre o que fazer com o destino dela.

Sabe aquela história que tinha tudo para dar certo mas de certa forma não agrada por completo? Isso acontece com este projeto, que teve boa aceitação no prestigiado festival de Tribeca, que ocorreu em abril deste ano. Orçado em cerca de 10 Milhões de dólares, o filme possui uma protagonista sem carisma que não desperta o interesse do público. Recheado de cores frias, mostrando uma atmosfera caótica que vive aquela região, a história é focada em Wade e a decisão que precisará tomar em relação a sua filha.




A atuação de Schwarzenegger surpreende, mostrando com eficácia as dores de um pai de família em crise com qualquer decisão que tomar em relação a sua filha mais velha. Em relação a essa personagem, Maggie, o papel era pra ter sido de Chloe Grace Moretz mas na última hora acabou parando nas mãos da ex- Pequena Miss Sunshine, que infelizmente não consegue desenvolvê-lo da maneira esperada. Não conseguimos nos conectar com as dores de Maggie em nenhum momento.

Com estreia prevista aqui no Brasil para Agosto, Maggie – A Transformação tentará cobrir uma lacuna quase sempre vaga nos nossos cinemas, a de filmes de suspense. Mas provavelmente terão outras estreias melhores do gênero neste ano.

 




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