Crítica | Magic Mike XXL

Crítica | Magic Mike XXL

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A Magia das Coreografias

O ator sensação Channing Tatum começou a carreira como dançarino em clubes para mulheres – os chamados Go-Go Boys. Não por acaso, seu primeiro papel de destaque no cinema foi dançando, e mostrando o que sabia fazer, em Ela Dança, Eu Danço (2006), filme que propeliu inacreditáveis quatro continuações, provando seu sucesso junto ao público-alvo.

Tatum também foi se provando, escalando para papéis em filmes mais significativos ou que pudessem alavancar sua imagem como astro. Por suas feições de galã, o ator precisou percorrer um longo caminho, que ainda não chegou ao fim, para não ficar estereotipado como mocinho de romances (gênero no qual andou frequentando bastante). Em 2012, com a oportunidade de trabalhar de novo com o cultuado Steven Soderbergh, veio também a chance de protagonizar uma obra semi biográfica.

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Magic Mike (2012) era anunciado como uma espécie de biografia do início da vida profissional do ator, e contava justamente a história de um dançarino stripper, com certo tino para os negócios e aspirações empresariais. O filme se tornou o sucesso surpresa do verão norte-americano de seu respectivo ano, fazendo os críticos o comerem com colher. Nas entrelinhas das danças, nudez e corpos sarados, estava a crise financeira americana, o empreendedorismo, relações humanas, certo humor e duas dinâmicas de mentor-pupilo (Matthew McConaughey – Channing Tatum, e Channing Tatum – Alex Pettyfer).

Três anos depois, e a Warner resolve capitalizar em cima do sucesso, confeccionando a inesperada continuação. Mais uma vez encabeçado por Tatum, Magic Mike XXL traz apenas os coadjuvantes do primeiro filme, os colocando nos holofotes desta vez. Nada de McConaughey, Pettyfer (com quem Tatum não se entendeu muito bem durante as filmagens do original), Olivia Munn ou a ex-promissora e belíssima Cody Horn (que simplesmente sumiu do mapa em três anos). A direção também passa de Soderbergh (apenas o produtor aqui, ao lado de Tatum) para Gregory Jacobs (171 e Estrada Maldita).

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O roteiro desta vez basicamente inexiste, e se no original tínhamos toda esta nuance dos subtextos citados, o novo Magic Mike é apenas uma desculpa para novas coreografias alucinantes (o ponto alto do filme, com algumas das melhores cenas de dança dos últimos anos, ou quem sabe da história do cinema), certa diversão e algumas risadas. Lembra de Os Nerds Saem de Férias (1987), continuação do sucesso A Vingança dos Nerds (1984)? Pois bem, Magic Mike 2 é “Os Strippers Saem de Férias”, com o grupo de dançarinos musculosos caindo na estrada, em uma road trip até uma convenção de strippers – também me perguntei se isso existe!




Embora bem empacotado, tudo é pensado (ou quase) para que nenhuma ponta do original fique solta. Então, de uma tacada só, ainda no início do filme, a ausência de McConaughey, Pettyfer e Horn (todos personagens importantes para este universo) é explicada, assim como o motivo do agora empresário Mike (Tatum) voltar ao mundo da dança exótica. Todos os coadjuvantes transformados em protagonistas possuem o seu momento para brilhar, e o destaque fica com o Sr. Sofía Vergara, Joe Manganiello.

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Magic Mike XXL abre espaço para novos personagens também, curiosamente todos femininos. A veterana sumida Andie MacDowell (Quatro Casamentos e um Funeral) aparece em uma cena, ainda exalando beleza e elegância, no papel de uma cougar. E Elizabeth Banks também dá uma palinha no momento final. Os destaques do novo elenco, no entanto, ficam com as esposas de dois astros. Jada Pinkett Smith (da série Gotham), mulher de Will Smith, vive a nova MC do grupo, e se mostra mais sensual que nunca, enquanto Amber Heard Depp, a recente esposa de Johnny Depp, tem talvez a pior personagem da adição, na pele do interesse amoroso do protagonista.

Resumindo, não espere qualquer conteúdo do novo Magic Mike, apenas entretenimento, se esta é a sua praia. Seja como for, o que chama atenção (e me impressionou) são as inacreditáveis cenas de dança e coreografias, todas personificadas de verdade pelos atores, que deixará muitos coçando a cabeça e se perguntando se truques digitais foram utilizados durante a encenação dos atos.

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