Crítica | Missão: Impossível – Nação Secreta

Crítica | Missão: Impossível – Nação Secreta

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Tom Cruise é o cara! Tendo esse pensamento em mente, vamos analisar como o astro conseguiu reerguer sua carreira após um breve período de fracasso. Quando ele estrelou o divertido ‘Encontro Explosivo‘ (Knight & Day) ao lado de Cameron Diaz em 2010, o filme afundou nas bilheterias e seu “star power” foi colocado em xeque.

A maldosa imprensa hollywoodiana logo espalhou que o astro não atraia mais espectadores aos cinemas, e seria substituído por Jeremy Renner na franquia ‘Missão Impossível’, após este ser escalado para o elenco da quarta incursão, ‘Protocolo Fantasma’. Balela. Não existe Missão Impossível sem Tom Cruise, e a prova disto é que Renner retorna apenas para uma participação especial neste último.

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Em ‘Missão: Impossível – Nação Secreta‘, Cruise mostra o que fez dele um astro: além de estrelar, ele produz, faz suas próprias cenas de ação, ajuda a reescrever o roteiro, escolhe o diretor ideal para cada aventura da franquia… Ele é um faz tudo, com habilidades maiores que as de Ethan Hunt.

A franquia demonstrou uma evolução absurda em cada um de seus filmes, assim como o personagem vivido pelo astro. Além da ação, cada um dos filmes trazia um enredo que se aprofundava em um aspecto da personalidade do agente Hunt e sua equipe.

O melhor exemplo é  ‘Missão: Impossível 3‘ (2006), dirigido pelo genial J. J. Abrams (que depois seria chamado para comandar ‘Star Trek’ e o novo ‘Star Wars’), em que o lado humano do protagonista é aprofundado quando ele decide sossegar com Julia (Michelle Monaghan), mas tem que enfrentar o traficante de armas Owen Davian (Philip Seymour Hoffman, em atuação brilhante). Aqui, a franquia se tornou mais séria e realista, se distanciando de outro grande personagem da espionagem, James Bond.

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Cruise está de volta como Ethan Hunt, enfrentando sua mais intensa missão impossível de todos os tempos. A agência de espionagem super secreta conhecida como IMF sofreu enfrenta total dissolução, mesmo quando a mais terrível ameaça ao mundo livre se esconde nas sombras. Esta ameaça é O Sindicato, um grupo impenetrável, primorosamente treinado de espiões renegados que deixaram seus países por um plano totalmente próprio. Hunt descobre a desagradável realidade de que esta nação secreta não é apenas real, mas também uma bomba relógio prestes a explodir caso ele não entre em ação. A CIA não acredita. Sua própria equipe está ameaçada. Mesmo assim, Ethan nunca dará as costas para os riscos mais altos.

Todas as qualidades que tornaram Ethan indispensável são testadas ao mesmo tempo quando ele enfrenta o inimigo supremo: sua habilidade de se mover deliberadamente em circunstâncias repletas de adrenalina, sua elegância ao viajar para locais globais glamorosos, seu desejo de ver o mal sendo punido e a vitória do bem.

De Viena à Casablanca, do exterior de um avião militar em pleno voo às profundidades subaquáticas, a ação é ininterrupta e realista (afinal, é o ator que faz suas próprias cenas de ação).

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Porém, Cruise dá espaço para outra estrela brilhar como protagonista de sua própria franquia: a atriz sueca Rebecca Ferguson (‘Hércules’) é a personagem mais importante e interessante da trama, como a misteriosa Ilsa Faust. É ela quem rouba a cena com uma personagem dúbia, que oscila entre heroína e vilã o tempo todo, deixando o público cativado com suas próximas ações, que só serão desvendadas no final do filme.

Outro que tem sua participação destacada é Simon Pegg. Além de ser o alívio cômico, desta vez o ator parte para a ação ao lado de Hunt como o inteligente Benji.

A direção de Christopher McQuarrie (que já trabalhou com Cruise em ‘Jack Reacher – O Último Tiro‘) é primorosa, e podemos reparar como ele consegue comandar um espetáculo com grandiosidade e elegância, como na sequência de ação durante a ópera em Viena. Belíssima.

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Missão: Impossível – Nação Secreta‘ prova que a franquia ganhou novo fôlego e ainda consegue respirar embaixo d’água por muito mais tempo (assim como seu protagonista). A habilidade que Tom Cruise tem de se renovar a cada capítulo o torna um astro sem igual em Hollywood, nos deixando ansiosos para a sua próxima missão. Como já havíamos adiantado no começo do texto, Cruise é o cara!

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