Crítica | Nerve: Um Jogo sem Regras

Crítica | Nerve: Um Jogo sem Regras

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Imagine um game em que os participantes possam jogar “Verdade ou Desafio?” online em troca de dinheiro, com milhares de pessoas assistindo tudo eles fazem e definindo quais serão seus próximos desafios? Em tempos de Pokémon Go, esse game seria um sucesso absoluto.

Antes que algum desenvolvedor tivesse essa brilhante ideia, a escritora Jeanne Ryan a desenvolveu no livro ‘Nerve‘, que antes mesmo de ser lançado teve seus direitos de adaptação vendidos para a Lionsgate e já virou um filme.

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Em ‘Nerve: Um Jogo Sem Regras‘, Vee (Emma Roberts) está prestes a sair do ensino médio e entrar na faculdade, e decide participar de um jogo de “Verdade ou Desafio?” pela internet, onde todos os seus passos e atos são vistos e manipulados por uma comunidade anônima de hackers. Ela acaba tendo que competir ao lado de um misterioso estranho (Dave Franco), mas o game começa a tomar rumos sinistros e a ficar cada vez mais perigoso.

O enredo traz várias similaridades com ‘Gossip Girl‘: a protagonista (Serena?) está sempre brigando com sua melhor amiga megera (Blair?), enquanto as duas fazem de tudo para ser popular em Nova York. Déjà vu?

Porém, as coisas começam a se complicar e trama começa a partir para um lado mais mortal, à lá ‘Jogos Vorazes‘.

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Emma Roberts, que roubou a cena em ‘Pânico 4‘ e se tornou a mean girl favorita de hollywood com as séries ‘Scream Queens‘ e ‘American Horror Story: Coven‘, aqui interpreta uma protagonista “looser” que está cansada de ser maltratada pela vida e por seus amigos. E, mesmo interpretando uma personagem totalmente diferente das que está acostumada, Roberts entrega uma ótima atuação.

Ao lado de Dave Franco (‘Vizinhos’), a dupla demonstra uma ótima química em tela e consegue levar parte do filme nas costas.

A direção de Henry Joost e Ariel Schulman, de ‘Atividade Paranormal 3‘, é extremamente eficiente e usa a cidade de Nova York para criar um plano de fundo para a história, usando e abusando das luzes neon da cidade e criando um visual marcante para a produção, que é bastante estilosa.

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O maior problema reside no roteiro. Enquanto os dois primeiros atos são inovadores e trazem um suspense que te prende na cadeira, o desfecho é previsível e mal realizado.

Nerve: Um Jogo Sem Regras‘ vale à pena por sua originalidade e pelo brilhantismo de sua premissa, que entretêm e diverte, enquanto rende momentos de tensão total. Se você acha que a jornada vale mais que o final, o filme pode te surpreender.

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