Crítica | O Exorcista – 1×05 (Through My Most Grievous Fault)

Crítica | O Exorcista – 1×05 (Through My Most Grievous Fault)

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“Que excelente dia para um exorcismo.”

Eis o episódio que todos estavam esperando! Os produtores haviam prometido um exorcismo no quinto episódio, e, além de entregar justamente isso, a interação com o demônio não foi o ponto alto da semana. De fato, o roteiro preparou uma grande surpresa para todos nós, e acabou confirmando aquela teoria que eu havia falado na crítica do primeiro episódio. Se antes a série e o filme pouco tinham ligações, basicamente apenas se passando no mesmo universo, agora a série se transforma em uma continuação direta do clássico de 1973, entregando um nível de profundidade e relevância ainda maior à série, que já estava se desenvolvendo muito bem por mérito próprio.

Confesso que esperava um pouco mais em relação ao exorcismo em si, especialmente porque não tivemos tantas cenas quanto eu havia imaginado, mas esse não era realmente o único foco do episódio – e isso foi reforçado em seus minutos finais. Foi muito interessante, no entanto, ver a reação da família quando a Casey se mostrava perturbada em seu quarto. O maior destaque obviamente girou em torno da matriarca, que, como já mencionei em textos anteriores, nunca teve a menor dúvida de que um exorcismo era exatamente o que sua filha precisava. Angela escutava os gritos de Casey, os barulhos no quarto, e suspirava pesadamente, dando a entender que essa era uma situação estranhamente familiar para ela. E isso acabou sendo inevitavelmente confirmado neste quinto episódio.




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Angela Race é, na verdade, Regan MacNeil! Eis uma reviravolta que poucas pessoas estavam esperando, apesar das teorias que circulavam desde cedo na internet. Eu até cheguei a mencionar que Angela Race formava um anagrama de “A Clean Regan” (Uma Regan Pura, em tradução livre), mas reconheci quão improvável seria isso realmente ganhar vida na tela. Felizmente, os roteiristas tiveram essa ousadia e surpreenderam, dando à série um novo aspecto e mudando a percepção de tudo aquilo que vimos antes. Aquela cena da Angela ouvindo vozes pelas paredes, por exemplo, reforça a atuação da atriz, que não pareceu apenas de medo, mas também de reconhecimento. Todas aquelas críticas sobre a Angela procurar um padre imediatamente, falando sobre um exorcismo, agora são infundadas. Angela sabia exatamente o que estava fazendo; é uma situação pela qual ela já passou.

Eu espero que isso coloque a personagem no centro da trama nesta segunda metade da temporada – que contará com 10 episódios. Durante o exorcismo, o demônio pediu para que eles “a trouxessem até ele”. Estaria o demônio falando sobre a Angela/Regan? E, no caso, seria o demônio o Pazuzu, que estaria de volta para um acerto de contas? Temos que confessar que seria sensacional se o demônio voltasse atrás da Regan e sua família por vingança, fechando completamente o círculo entre as duas tramas; da série e do primeiro filme. Não podemos esquecer, no entanto, que há uma trama maior sendo costurada no decorrer desses episódios, que reforça o fato dos demônios estarem criando um “exército” que muito provavelmente tem a ver com a iminente visita do Papa. Mas, se antes parecia que a possessão de Casey era apenas um meio de se aproximar dos objetivos ocultos dos demônios, agora parece ter um cunho muito mais pessoal.

O ritual de exorcismo não mostrou nada de muito interessante ou chocante. Tivemos um dedão rodando 360º, mas, depois de termos visto isso acontecendo com uma cabeça, um dedão não é lá tão impressionante. Também tivemos algumas homenagens ao clássico, como a icônica fala que deu início a este texto, “Que excelente dia para um exorcismo”. O que mais me surpreendeu, no entanto, foi ver quão manipuláveis os padres acabaram sendo. Thomas caiu em uma óbvia ilusão envolvendo o seu amor proibido, e por pouco as coisas não ficaram realmente sexuais no quarto. Era óbvio que o Thomas ia ser manipulado, ainda mais com as pontas soltas que ele não teve a capacidade de fechar nos episódios anteriores, mas me admira que o padre Marcus tenha se deixado cair – mesmo que momentaneamente – pelas mentiras do demônio.




Crítica | O Exorcista – 1×03 (Chapter Three: Let ‘Em In) 

Como eu esperava, Marcus usou o seu novo conhecimento e o misturou com o seu antigo método de exorcismo, combinando-os. Já, algo que eu não esperava, era ver um Thomas caído, chutado e correndo diretamente para os braços do pecado que sempre procurara resistir, mostrando o tanto de poder que as palavras corrosivas do demônio tiveram sobre ele. De fato, um retrocesso para o personagem; uma queda da graça. Mas, assim como Marcus também teve a oportunidade de se levantar, acredito que veremos um Thomas se recuperando e fortalecendo para um confronto final definitivo. Agora que eles não conseguiram terminar o exorcismo em Casey, acredito que a expulsão desse mal no corpo da menina ainda será o grande destaque da finale. E acho que a irmã, por sua vez, finalmente acreditou nas palavras de sua mãe ao ver a irmã possuída rindo sinistramente para ela da ambulância. Uma cena maravilhosa, com o demônio esfregando na cara da Kat sua manipulando sobre ela.

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Por fim, a mãe da Angela/Regan bateu à porta da família, e deve trazer bastante desconforto no próximo episódio. No filme, mãe e filha eram muito próximas, mas pelo pouco que a Angela falou sobre sua mãe, ela tentou se aproveitar do seu sofrimento para ganhar atenção da mídia, o que faz sentido, considerando que sua mãe era uma atriz. Vamos ver como esses fatos irão se desenvolver na próxima semana, e quais serão as próximas cenas bizarras e referências que a série nos dará de presente nesta segunda metade da temporada. Chapter Five: Through My Most Grievous Fault é sem dúvidas o melhor episódio da série até agora, e espero que a qualidade continue a crescer nas próximas semanas.

 

 

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