Crítica | O Retorno de Antígona: 38ª Mostra de Cinema de SP

Crítica | O Retorno de Antígona: 38ª Mostra de Cinema de SP

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NÃO FEZ JUS AO MITO

 

Típico filme que promete e não cumpre.  Se vocês lerem a sinopse do grego O Retorno de Antígona (Na Kathese Kai Na Koitas), podem pensar que se trata de uma obra com muitas camadas e de conflitos épicos! Antígona retorna para sua cidade natal e descobre que, por de baixo de um clima tranquilo, seus moradores vivem uma onda de violência e discriminação. Um círculo vicioso que permanece pela cumplicidade entre vítimas e perpetradores.

Ler o resumo pode passar a impressão de um filme interessante. Que nada, inocente! Até debate eleitoral é mais instigante do que isto. O diretor e roteirista Yorgos Servetas não consegue equilíbrio entre o esconder e o revelar, gerando desinteresse pela narrativa. Além do mais, a protagonista não possui empatia e nem passa credibilidade, dificultando a identificação com o público.


     

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Enfim, um filme que não faz jus à carga dramática existente em Antígona, peça de Sófocles. Ao menos, em filmes assim, sempre podemos culpar o cara que fez a sinopse.

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