Crítica |  Ouija – Origem do Mal

Crítica | Ouija – Origem do Mal

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Quando um filme de terror faz sucesso, a sequência é sempre uma certeza. E não seria diferente com ‘Ouija – O Jogo dos Espíritos‘, que foi lançado em 2014 e arrecadou US$ 103,5 milhões mundialmente.

Como o primeiro filme não agradou a crítica, o estúdio teve uma sábia decisão de realizar uma pré-sequência que não tem conexão nenhuma com a história do anterior, tendo como único link a casa em que o primeiro filme se passa.

E pasmem: ‘Ouija – Origem do Mal’ (Ouija: Origin of Evil) é um filme de terror divertidíssimo e repleto de bons sustos e cenas sinistras.




O principal acerto desse novo filme está em seu diretor. Enquanto o primeiro filme foi dirigido pelo inexperiente Stiles White em seu primeiro trabalho, esse é comandado pelo ótimo Mike Flanagan, que tem conquistado Hollywood com elogiados filmes como ‘O Sono da Morte’, ‘Hush: A Morte Ouve’ e ‘O Espelho’.

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Assim como o mestre James Wan (‘Invocação do Mal’), Flanagan tem uma grande habilidade em criar cenas de terror assustadoras sem apelar para os sustos fáceis, como o gato que pula e o som que aumenta, criando uma atmosfera tensa com cenas horripilantes.

O filme é novamente inspirado no antigo tabuleiro Ouija – superfície plana feita em madeira que possibilita a comunicação com espíritos – que no Brasil tem como equivalente a Brincadeira do Copo.





A história se passa em 1967, em Los Angeles, e traz uma mãe de família (Elizabeth Reaser) que recentemente perdeu o marido e precisa se virar para cuidar das duas filhas, Paulina (Annalise Basso) e a caçula Doris (Lulu Wilson).

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Para ganhar dinheiro, ela se torna uma especialista em aplicar golpes em clientes, fingindo se comunicar com espíritos. Mas quando ela decide usar o tabuleiro Ouija para se comunicar com seu falecido marido, acaba liberando uma série de espíritos que se apoderam do corpo de sua filha e ameaçam todos ao seu redor.

O roteiro de Mike Flanagan e Jeff Howard acerta ao se aprofundar no drama familiar e na personalidade de cada uma das personagens, criando empatia com o público e nos fazendo sofrer junto com a família.

Ao mesmo tempo que o filme tem cenas assustadoras, ele também consegue adicionar humor na medida exata para assustar e divertir a plateia, algo escasso no gênero terror atualmente.

Enquanto os dois primeiros atos do filme assustam com um clima pesado e horripilante, o terceiro ato vem carregado de exageros e cenas surreais – que ainda assim conseguem entreter enquanto o diretor visivelmente se diverte com as situações demoníacas.

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As reviravoltas na trama também são bem executadas, surpreendendo a audiência.

O elenco também merece destaque. A pequena Lulu Wilson dá um show de atuação como Doris, e sua expressão facial quando ela é possuída vai deixar muita gente sem dormir após assistir ao filme. Ela já pode ser considerada a mais nova ‘Scream Queen’ do cinema.

Annalise Basso, que já havia trabalhado com o diretor em ‘O Espelho’, também está ótima como a irmã mais velha – que tem seus próprios dilemas enquanto tenta ajudar a mãe e a irmã.

A matriarca da família é vivida por Elizabeth Reaser, a Esme Cullen de ‘Crepúsculo’, enquanto o Padre é interpretado por Henry Thomas, eternizado como o Elliott de ‘E.T. – O Extraterrestre’.

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O time de produtores inclui Jason Blum, da franquia ‘Atividade Paranormal’, e o trio Michael Bay, Brad Fuller e Andrew Form, que trabalhou nos remakes de ‘O Massacre da Serra Elétrica’ e ‘A Hora do Pesadelo’.

Ouija – Origem do Mal’ é um filme de terror assustador e divertido, com uma vibe das produções do gênero dos anos 80, muito bem executado pelo talentoso Mike Flanagan.

Extremamente superior ao – fraco – filme lançado em 2014, ‘Ouija – Origem do Mal’ tem potencial para iniciar uma nova franquia de terror.

 

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