Crítica | Power Rangers

Crítica | Power Rangers

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Na onda de reboots e remakes que assola Hollywood, um dos maiores clássicos da nossa infância não poderia ficar de fora. ‘Power Rangers‘ marcou a juventude de muitas pessoas que hoje se encontram na casa dos 30 e poucos anos.

Inspirada na série japonesa ‘Super Sentai‘, a franquia da empresa Saban Entertainment ganhou uma série de TV icônica entre 1993 e 1999, que foi exaustivamente reprisada nos programas infantis nacionais ao longo de duas décadas. Com os direitos da franquia recuperados em 2010, a Saban iniciou uma jornada para recuperar o prestígio da série e deu sinal verde para um blockbuster milionário.

Inicialmente anunciado com o orçamento de US$ 50 milhões, o filme começou a tomar proporções maiores com a grande expectativa dos fãs e se tornou um projeto ainda mais ambicioso, que custou mais que o dobro da projeção inicial: US$ 105 milhões.

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O resultado do investimento pode ser visto nas telonas: ‘Power Rangers‘ é um filme sensacional de origem, que nos apresenta seus personagens de maneira grandiosa antes de partir para a ação. Ao contrário do remake de ‘Quarteto Fantástico‘, que passa horas preparando o terreno para ser encerrado antes que pudéssemos ter o gostinho de ver os heróis em ação, ‘Power Rangers‘ consegue dividir na medida certa a introdução dos protagonistas com o terceiro ato orgástico e cheio de pancadaria .

O filme acompanha a trajetória de cinco adolescentes comuns, que descobrem dons extraordinários quando eles percebem que a sua pequena cidade, Angel Grove, e o mundo inteiro está a beira de ser extinto por uma ameaça alienígena. Escolhidos pelo destino, os jovens heróis descobrem rapidamente que eles são os únicos que podem salvar o planeta. Mas, para isso, eles terão que superar seus problemas da vida real.

O roteiro, escrito a seis mãos (John Gatins, Max Landis, Ashley Edward Miller, Burk Sharpless, Zack Stentz e Matt Sazama), é o grande acerto da produção. Cada personagem tem sua personalidade detalhada para criar empatia com o público, para que possamos nos importar com eles antes de vê-los vestindo os uniformes dos Rangers.

Cada um dos heróis tem suas peculiaridades e seus próprios arcos na trama, alguns mais interessantes que os outros, como um autista que busca se encaixar na sociedade e uma garota que teme sair do armário.

A profundidade dos personagens nos faz lembrar os clássicos oitentistas de John Hughes, diretor dos cultuados ‘Clube dos Cinco‘ e ‘Curtindo a Vida Adoidado‘. É uma nostalgia em dobro!

A direção talentosa de Dean Israelite (‘Projeto Almanaque’) é extremamente pop e cheia de jogos de câmera, entregando um filme visualmente espetacular.

O elenco também é um show à parte, já que somos brindados com ótimas atuações dos jovens Dacre Montgomery (Ranger Vermelho), Becky G. (Ranger Amarelo), Ludi Lin (Ranger Preto), Rj Cyler (Ranger Azul) e Naomi Scott (Ranger Rosa). Elizabeth Banks surpreende ao interpretar uma Rita Repulsa vilanesca e deliciosamente caricata.

Power Rangers‘ recupera a nostalgia da nossa infância e atualiza seus personagens para os dias de hoje,  recriando heróis icônicos para uma nova geração.

É um filme de origem grandioso que consegue mesclar de maneira ideal drama, humor e ação. Que venha ‘Power Rangers 2‘.

 

 


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