Crítica | Quarteto Fantástico

Crítica | Quarteto Fantástico

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Muito se falou sobre os problemas na produção de ‘Quarteto Fantástico’, reboot que a 20th Century Fox desenvolveu para a Primeira Família das HQs da Marvel. Porém, o problema não está na produção, e sim na campanha de marketing criada pelo estúdio.

O lançamento foi vendido como mais um filme no estilo ‘X-Men‘, mas a ação é escassa e as principais cenas foram exibidas nos trailers e comerciais exaustivamente. Esse novo reboot é, na verdade, um drama familiar com toques de ficção-científica.

O roteiro, escrito por Simon Kinberg (‘X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido‘ e ‘X-Men: O Confronto Final‘), é focado no drama dos personagens e se aprofunda em suas personalidades, deixando de lado cenas mirabolantes de ação ou embates físicos.




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Lembra-se de ‘Corpo Fechado‘, suspense de M. Night Shyamalan com Bruce Willis e Samuel L. Jackson, que te enrolava por duas horas para revelar que o protagonista tinha super-poderes, e o filme acabava? É similar ao que acontece aqui.

Quarteto Fantástico’ se inicia com um Reed Richards (Miles Teller) ainda criança, tentando desenvolver no porão de sua casa uma máquina de teletransporte, e virando motivo de chacota na escola entre os alunos e professores. O único que acredita em seu sonho é Ben Grimm (Jamie Bell), um garoto pobre que mora em um lixão.

A amizade entre os dois é fundamental para dar emoção à trama, e é muito bem trabalhada e aprofundada. Durante uma feira de ciências, o Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey) o convida para trabalhar no Instituto Baxter e desenvolver uma máquina de viagem tridimensional.




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É aí que conhecemos seus filhos, Su e Johnny Storm (Kate Mara e Michael B. Jordan), que se juntam a Reed no projeto. Os quatro jovens desajustados se teletransportam para um perigoso universo alternativo e acabam alterando suas formas físicas de maneiras chocantes. Com as vidas completamente mudadas, eles terão que aprender a controlar suas novas e assustadoras habilidades e trabalhar juntos para salvar a Terra de um antigo amigo que se tornou inimigo, o Victor Von Doom (Toby Kebbell, em ótima atuação).

Kate Mara (Mulher Invisível) é o elo fraco do elenco, entregando uma atuação apenas mediana. Miles Teller (Sr. Fantástico) não é galã e não tem muito carisma, mas consegue convencer como um nerd cientista.

O destaque fica com Michael B. Jordan (Tocha Humana), que muito fãs criticaram por ser negro e interpretar um personagem que é branco de olhos claros nos quadrinhos, é uma ótima adição no elenco. Uma liberdade criativa acertada dos produtores, que vai deixar os fãs felizes. Ah sim, ele e Sue são irmãos e ela é adotada.

Jamie Bell (O Coisa) aparece pouco em sua forma humana, mas é dele que vem as cenas mais emotivas do filme.

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A direção de Josh Trank (‘Poder Sem Limites’) tem momentos brilhantes, e alguns bastante preguiçosos. Enquanto algumas cenas são muito bem desenvolvidas (como a que vemos o Sr. Fantástico com seus membros esticados deitado em uma maca), outras pecam e são muito mal desenvolvidas (os campos de força da Mulher Invisível são risíveis).

Como uma ficção-científica,  ‘Quarteto Fantástico’ funciona muito bem. Dos 100 minutos de duração, dois terços são focados no embasamento científico para que o público acredite que a viagem tridimensional é possível e entenda o Planeta Zero, local onde os “heróis” vão e acabam voltando com super-poderes.

O problema está no clímax. Após mais de uma hora ouvindo teorias e conhecimentos científicos, o público espera ser brindado com um final repleto de ação e um embate entre os heróis e o recém-criado vilão. E nada acontece.

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O potencial surgimento da franquia está ali, já que os personagens são muito bem desenvolvidos e geram certa empatia com o público, mas vai ser difícil o filme encontrar seu público nas salas de cinema e fazer sucesso comercialmente.

Sabe a expressão “nadar, nadar e morrer na praia”? É a sensação que você tem quando o filme termina. E nem adianta ficar até o fim dos letreiros esperando que algo animador surja em uma cena pós-créditos, porque nem isso tem!

Assista a crítica em vídeo:

Crítica ‘Quarteto Fantástico’!Assista:

Posted by CinePOP on Terça, 4 de agosto de 2015

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