Crítica | Resident Evil 6 – O Capítulo Final

Crítica | Resident Evil 6 – O Capítulo Final

COMPARTILHE!

Após cinco filmes de sucesso, a franquia ‘Resident Evil‘ chega ao seu desfecho com o aguardado ‘O Capítulo Final‘- lançado 15 anos após o filme original (sim, também estou me sentindo velho).

O game ‘Resident Evil‘ (conhecido como Biohazard no Japão) foi criado por Shinji Mikami em 1996, e foi adaptado aos cinemas em 2002 em um bem-sucedido filme dirigido por Paul W.S. Anderson e estrelado por Milla Jovovich e Michelle Rodriguez.

Os Melhores e Piores Filmes da Franquia ‘Resident Evil’ 

Enquanto outras adaptações de games sucumbiram à maldição que assola o subgênero, ‘Resident Evil‘ se tornou o único exemplo bem sucedido – graças ao carisma da atriz Milla Jovovich, cuja personagem foi muito criticada pelos gamers por não estar presente nos jogos.

     

Sua Alice é a alma da franquia, e ela está ainda mais à vontade na personagem nesse sexto capítulo. Com maestria, a atriz dá um show de atuação e girl power.

Em ‘Resident Evil 6: O Capítulo Final‘, Alice (Milla Jovovich) tem 48 horas para retornar para Raccoon City e definir de uma vez por todas o destino da Raça Humana, agora que a Umbrella Corporation tenta aniquilar todos os sobreviventes restantes do apocalipse. Em uma corrida contra o tempo, Alice vai unir forças com velhos amigos, e um aliado improvável, em uma batalha repleta de ação com zumbis e novos monstros mutantes.

O roteiro, escrito pelo diretor Paul W.S. Anderson, acerta ao amarrar várias pontas soltas dos filmes anteriores e criar um desfecho digno e mirabolante para a jornada de Alice. É interessante ver como vários elementos dos filmes anteriores foram deixados propositalmente em aberto para que pudessem ser resolvidos nesse Último Capítulo.

Enquanto a trama consegue atrair a atenção dos espectadores com situações muito bem resolvidas, o desenvolvimento dos novos personagens é totalmente raso e inexistente, deixando que apenas Alice (Milla Jovovich) e Claire Redfield (Ali Larter) consigam uma certa empatia com o público. A química entre as duas continua ótima, e é muito gostoso ver uma franquia milionária ter mulheres como protagonistas.

Para combater a poderosa Alice, a trama recrutou dois grandes vilões dos filmes anteriores: Iain Glen e Shawn Roberts, que continuam deliciosamente canastrões nos papeis de Dr. Alexander Isaacs e Albert Wesker, respectivamente.

O elenco de apoio é pouco explorado pelo filme, mas vale destacar a presença de astros em ascensão, como a bela Ruby Rose e o cubano William Levy.

Abusando de explosões e cenas de ação, Paul W.S. Anderson entrega uma direção cuidadosa e decente – lembrando em alguns momentos o megalomaníaco Michael Bay.

Enquanto os últimos dois filmes da franquia deixaram o terror de lado para focar na ficção científica, ‘Resident Evil 6: O Capítulo Final‘ consegue recuperar o espírito dos games e do primeiro filme e criar cenas bastante violentas e assustadoras, além de voltar o foco para as hordas de zumbis e os terrores do pós-apocalipse.

Os gamers ainda ficarão encantados com várias surpresas e referências aos jogos, incluindo vários monstrengos conhecidos e personagens que acreditávamos estarem mortos.

Resident Evil 6: O Capítulo Final‘ consegue recuperar a tensão e horror da franquia, sem abandonar as cenas de ação desenfreadas que marcaram as sequências. É um deleite para os fãs dos jogos e dos filmes, e encerra com chave de ouro a franquia mais “Guilty Pleasure” de Hollywood.

Assista à crítica em vídeo:


Crítica:


» Siga o CinePOP no Facebook e no Twitter para saber todas as notícias sobre cinema! «

[AVISO] Os comentários passam por uma aprovação e podem demorar até 24 horas para serem disponibilizados no site. Comentários com conteúdo ofensivo serão deletados, e o usuário pode ser banido. Respeita a opinião alheia e comporte-se.