Crítica | Revenge – 1ª Temporada

Crítica | Revenge – 1ª Temporada

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Amanda, espera! Por que fazer uma coluna apenas sobre a primeira temporada sendo que a série já acabou? Você não viu tudo ainda? Você gosta mais de Revenge ou Avenida Brasil?

Volta e meia o mundo das séries aparece com algo que não dá pra você passar imune. O meu primeiro contato com amor intenso à uma série – tô falando de AMOR mesmo – foi Revenge, que acho que foi uma série impactante pra quem começou a ver já no momento que ela saiu e acabou com as unhas da sociedade.

Não dificilmente a gente vê o mundo das séries fazendo uso indevido da autoridade das produtoras em estender algo e prolongar uma série que deveria ter vida útil de, no máximo, duas temporadas. Esse foi o caso de Revenge. Escolhi falar apenas da primeira temporada porque é uma obra intocável. Se você se apaixonar pela primeira temporada, vai querer continuar assistindo independente do que vier.




‘Revenge’ deve ganhar spin-off 

A série gira em torno de Emily Thorne, que na verdade chama-se Amanda Clark. Criada por um pai querido e amoroso de quem é tirada ainda enquanto criança, pois David Clark acaba sendo preso por um crime que nunca cometeu.

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Quando separada do pai, Emily começa a acreditar verdadeiramente que ele é um terrorista, responsável por tudo que aconteceu. Ao completar 18 anos e ser emancipada ela é recebida pelo LINDO-FOFO-MARAVILHOSO-QUERIDO E TUDO DE BOM do Nolan. Um cara bem rico e bem excêntrico que não é levado a sério por ninguém, mas tornou-se quem é porque um dia David Clark o deu credibilidade.




Nolan entrega um pequeno baú para Emily onde estão fotos dela com David e uma carta dele avisando que se tudo aquilo chegou até ela, é porque o pior aconteceu para ele. David havia sido assassinado dentro da prisão em uma briga de detentos e não poderia mais acompanhar a vida da filha. A ideia dele foi a de entregar à Emily os diários que ele escreveu enquanto preso, que mostrariam para ela quem o pai era de verdade e todo o mito criado sobre ele, que foi um laranja nas mãos da família Grayson.

Após conhecer a verdade sobre seu pai, Emily resolve vingar-se das pessoas que destruíram a sua família. Ela compra sua casa de infância e vira vizinha dos Grayson, família formada por Conrad, Victoria, Daniel e Charlotte. As marcas do passado ficam mais intensas quando ela reencontra Jack, seu crush da infância, brincando com Sammy, que era o puppy de Amanda quando criança.

Daí em diante, começa o festival da foto e da caneta vermelha. Vamos conhecendo os alvos da vingança de Emily, todas aquelas pessoas sorridentes na foto da equipe de trabalho do Grayson e que, posteriormente, apunhalaram David pelas costas. Os planos dela são sempre classudos e, preferencialmente, incluem que aquelas pessoas sintam na pele algo que ela passou na vida por causa deles.

É nesse momento que preciso dar destaque pro meu episódio favorito da série e da vida! O quarto episódio, chamado Duplicity, que é simplesmente a coisa mais épica do universo pela artimanha toda que foi programada pra fazer a psiquiatra Michelle Banks ter um gostinho de ter arruinado a infância da pequena Amanda. MELHOR-EPISÓDIO-EVER!.

Com um elenco e uma trama igualmente poderosos, Revenge entrega um delicioso conflito eterno entre Emily e Victoria, uma vez que Ems resolve desafiar a paz da família Grayson ao ficar noiva de Daniel – o cara que atualizou as definições do termo ‘filhinho da mamãe’ para um grau catastrófico – para manter-se perto da família que arruinou sua vida.

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Esse embate foi um dos mais difíceis de acompanhar por motivos lógicos: qualquer pessoa normal se apaixona pelas duas personagens. Emily tem uma história de vida perturbada, arruinada pelo que foi feito dela. Muitos dirão que a vingança não tem pretexto, mas Emily vira uma heroína dentro do contexto, sem ser aquela mocinha chata. A perfeita interpretação de Emily VanCamp cria uma pessoa amável e dissimulada ao mesmo tempo.

Do outro lado temos Victoria Grayson, a Nazaré Tedesco das gringas. A personagem mais elegante de todas as séries de todos os tempos, com um requinte incomparável e um senso também bastante duvidoso na hora de escolher as armas certas para defender sua família. Sim, a gente deveria odiá-la por um milhão de motivos: pelas coisas que ela fez, por como ela se coloca no caminho da Emily, pela diferença de tratamento que ela dá para seus filhos e muito mais um zilhão de razões. Mas fica o questionamento: como odiar Victoria Grayson? Fica o desafio.
À medida que a trama se desenvolve, todos nós queremos adotar a Emily e comprar um Nolan de estimação. Esqueça sitcoms sobre amizade, o laço mais fofo de amizade criado em qualquer série na vida é Emily e Nolan! Muito amor nessa vida esses dois!

Quando a gente pensa que talvez, por um segundo, em algum momento da vida Emily possa estar indo longe demais a gente começa a passear pelas coisas que a aconteceram enquanto no internato e pensamos na vida que ela foi privada de ter. Não passa mais pela questão de aceitação se a vingança é ou não o caminho certo, mas sim a sensação de impotência que a gente fica ao acompanhar os fatos.

EMILY VANCAMP, MADELEINE STOWE

Duas pessoas que surgem no decorrer da temporada e precisam ser citadas são o Tyler e Emily Thorne – a original – que assumiu a identidade da Amanda Clark depois de morarem juntas no mesmo internato na infância.

Tyler é um amigo de faculdade do Daniel que parece ser absolutamente fissurado pelo amigo, em níveis que a gente não consegue entender. Em poucos episódios ele será muito mais eficiente que Victoria numa série toda na missão de desmascarar Emily Thorne, na birra obsessiva de separar o casal Emily e Daniel.

Já Emily – a real – surge do nada e causa o maior caos! Indisciplinada ao extremo ela gera suspeitas no público ao querer tomar pela mão toda a vida que Amanda Clark poderia ter. Isso inclui a relação com Jack e o luxo financeiro que ela viveria pela grana que David Clark deixou pra ela. A gente alterna entre um pouco de raiva, raiva e muita raiva até vê-la entregar o momento de maior cumplicidade e amizade que uma pessoa seria capaz. Até hoje, e olha que essa temporada foi pro ar faz tempo, ainda não sou capaz de definir como me sinto sobre ela.

A primeira temporada de Revenge é uma aflição em cima da outra. Cada episódio que vem consegue te deixar mais sem ar que o anterior, quando você acha que já chegou no limite e que não conseguirá viver pra ver o episódio seguinte por motivos de falecimento por ansiedade.

Estamos falando de uma produção virtuosa e poderosa, que vai te querer fazer tirar férias da vida para poder morar em um país chamado Netflix e em um Estado chamado Revenge. Eu anulei qualquer parte da minha vida social quando eu tinha 12 episódios para ver, sendo que foi nesse ponto que conheci a série. Eu não tinha vida ativa antes de ir pro trabalho e nem depois de voltar. Era ligar o PC e assistir Revenge para viver.

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Sem exageros, posso dizer que a gente está falando de uma série que marcou a minha vida e que quase me fez perder amigos quando eu falava “assiste Revenge“, mas eles não acatavam a minha dica. Acho um pecado que ainda exista pessoas no mundo que não deram uma tentativa pra essa série. Não posso obrigar o mundo a gostar de Revenge, talvez pra alguns tudo que eu diga é ampliar demais um discurso sobre uma série normal, mas eu acho que todo mundo nesse Universo e além – incluindo Aliens em outras dimensões – deveriam fazer bom uso do Netflix e, ao menos, se dar ao luxo de ser o piloto.

Sim, isso inclui as pessoas que acharam que Avenida Brasil foi a melhor coisa que a Globo já produziu, uma vez que as semelhanças entre o enredo da novela com a série são perturbadoras. Mas, enfim…

Aliás, quero aproveitar aqui para deixar claro que Revenge foi uma série incrível, mas extremamente prolongada e que, por decorrência disso, perdeu muito da sua força a partir da terceira temporada o que fez com que muitos fãs parassem de acompanhar ou deixassem Revenge na lista de espera, sem aquela ansiedade desenfreada de ver na semana seguinte o que ia acontecer. Uma boa parte da culpa disso é atribuída aos constantes hiatos que haviam em Revenge sem a menor razão.

Eu fui uma apaixonada resiliente, mesmo nas crises eu nunca consegui deixar Revenge para trás, continuei vendo naquele ritmo frenético e lutei para achar links para ver o final da segunda temporada e a series finale ao vivo, por qualquer lugar na internet. A segunda temporada é MUITO incrível. Dali pra frente, vivemos uma série de momentos, não mais de episódios completos que nos tiravam o fôlego.

EMILY VANCAMP, JAMES TUPPER, GABRIEL MANN, MADELEINE STOWE

Se eu for avaliar a primeira temporada, logicamente a nota tem que ser 10! Mas se eu fosse avaliar a série toda, eu daria 10 também, muito embora fosse uma nota de profundidade emocional pela importância que Revenge tem na minha vida.

Com toda a educação do mundo, queria muito deixar um pedido para as pessoas que ainda não assistiram Revenge darem uma chance pra série. Vai no Netflix, dá um bizôio no piloto e conheça a série. Ela pode não ter sido tão aclamada quanto Breaking Bad, Lost ou Friends que são séries que aparentemente a gente não pode viver sem assistir, mas é uma produção incrível e viciante. Um amor duplo infinito na vida dos fãs!

 

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