Crítica | S.O.S. – Mulheres ao Mar 2

Crítica | S.O.S. – Mulheres ao Mar 2

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O cinema nacional tem evoluído em termos de qualidade técnica e rapidamente está encostando nas grandes produções hollywoodianas (que estão em franca queda, perdoem-me dizer). Filmes recentes como ‘O Som ao Redor‘ e o incrível O Lobo Atrás da Porta‘ corroboram essa afirmação, aliados a roteiros espetaculares que prendem o telespectador do início ao fim da projeção. É um ganho gigantesco a nossa atual – falta – de qualidade na cultura.

Em paralelo, temos o crescente número de comédias nacionais produzidas na correria, com erros de continuação, direção falha e roteiros insanamente estúpidos. E são esses os filmes que atraem espectadores e aumentam o número do público nos cinemas, chegando a 3 milhões de ingressos vendidos por filme.

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Quando vemos comédias com qualidade superior, direção competente e um roteiro decente, é um deleite. E este é o caso deste ‘S.O.S. Mulheres ao Mar 2‘.

Após um primeiro filme mediano (e repleto de clichês do gênero), esta sequência surpreende pela sua qualidade. O projeto já começou a chamar a atenção pelo número de locações – em lugares bastante difíceis de se filmar: o parque do Universal Orlando Resort, Cancún, Yucatan, Miami e, é claro, a fotogênica cidade do Rio de Janeiro.

Além de um roteiro que foge dos clichês da comédia romântica (desta vez, o filme parte para uma linha estilo ‘Se Beber, Não Case‘), o destaque vai para a direção primorosa da talentosa Chris D’Amato.

Na sequência, Adriana (Giovanna Antonelli) tem agora outras questões. Depois de conquistar o coração do estilista André (Reynaldo Gianecchini) e alcançar a fama como escritora, ela vive a crise da meia idade e continua cometendo loucuras por amor. Ela vê seu romance ameaçado quando descobre que Anitta (Rhaisa Batista), a modelo ex-namorada de André, estará no mesmo cruzeiro que ele fará a trabalho. Para impedir que seu amor se envolva com a ex, Adriana pede ajuda da irmã Luiza (Fabiula Nascimento) e da amiga Dialinda (Thalita Carauta) e parte em uma viagem de carro, saindo de Miami e passando por Orlando, até chegar no México.




Quem rouba a cena novamente é a talentosa Thalita Carauta com sua divertida Dialinda, a personagem com a melhor plot do filme: ela se mudou para Miami e está trabalhando para traficantes de drogas. Sem saber o que se passa, ela acaba tendo que fugir dos patrões e da policia norte-americana, em um desfecho extremamente divertido.

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A ciumenta Adriana (Giovanna Antonelli) também evoluiu e não está tão chata quanto no primeiro filme (era muito difícil criar empatia com a personagem e suas motivações). Neste filme, ela acaba descobrindo que existe muito mais a se viver do que um relacionamento estressante.

Desta vez, a comédia romântica se transforma em um road movie cômico, com cenas divertidíssimas e uma mensagem bonita no final (um grande clichê, mas esse é válido).

S.O.S. Mulheres ao Mar 2‘ é um filme alto astral, caprichado e bem amarrado, uma produção visivelmente bem cuidada e feita por profissionais competentes. É gostoso ver o cinema nacional avançando dessa maneira, mesmo que seja com filmes de entretenimento puro.

 

 

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