Crítica | Terremoto – A Falha de San Andreas

Crítica | Terremoto – A Falha de San Andreas

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Um simulador de parque temático ao seu alcance

Quem não gosta de simuladores de parques de diversões? Milhares de pessoas viajam por ano para se divertir em parques internacionais, e um dos brinquedos mais visitados são os famosos simuladores. Pois bem, Terremoto: A Falha de San Andreas, novo blockbuster de 2015, entrega justamente isso: diversão passageira e despretensiosa por 114 minutos. É impossível não se empolgar.

O cinema catástrofe nasceu na década de 1970 e se transformou em um subgênero. Hoje, com o ápice dos efeitos visuais e o advento do 3D, o cinema catástrofe finalmente atinge o patamar planejado, o de uma experiência muito mais do que um filme. Pode-se argumentar o nascimento de um novo “animal”, que não necessariamente é uma produção cinematográfica –geralmente fazendo uso de elementos como roteiro, atuações, personagens, etc..

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De fato, Terremoto se comporta mais como uma premissa de vídeo game, ou dos próprios simuladores (sempre associados a uma leve trama). Aqui nada pode ser levado a sério, e tais elementos citados acima são apenas pincelados. O que todos querem ver ao adentrarem este filme são justamente as cenas de ação, muita destruição e efeitos de cair o queixo. Bem, é seguro dizer que todos sairão satisfeitos com o resultado.

Na “trama”, Dwayne ‘Rock’ Johnson é um ex-militar, atualmente trabalhando como piloto de um helicóptero de resgate. Recém separado (os papéis do divórcio acabam de chegar para ele assinar) da esposa (papel de Carla Gugino), ele sofre por ter que se afastar da filha, papel da beldade Alexandra Daddario (da série True Detective).

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A falha de San Andreas é o mote para o maior terremoto que a América do Norte já viu, como é explicado minuciosamente pelo personagem de Paul Giamatti, um cientista da área – para o papel era necessário um bom ator, que desse veracidade aos diálogos. Giamatti inclusive participa de algumas cenas de ação, em especial a da impressionante destruição da represa Roover em Nevada.




Repito que não há como racionalizar o filme. Terremoto passa por todos os clichês da cartilha de filmes assim, só faltou mesmo o cachorrinho. Temos a criança em perigo (Art Parkinson), o casal que se forma em meio ao desastre (Daddario e Hugo Johnstone-Burt), o ricaço canalha (Ioan Gruffudd), a megera pedante (Kylie Minogue), o sidekick do cientista (Will Yun Lee), a repórter que investiga tudo de perto (Archie Panjabi) e o casal que reata o relacionamento  (The Rock e Gugino). É fácil perceber também quais deles não chegarão até o final do filme.

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Terremoto não possui um roteiro novo ou personagens bem explorados. Realmente é difícil argumentar sobre a diferença entre ele e tantos outros do gênero que vimos ao longo dos anos, de O Dia Depois de Amanhã (2004) a 2012 (2009). Filmes assim devem ser adentrados com o estado de espírito certo, e ser avaliado pelo nível de diversão que nos causa.

Não culpo quem queira passar longe por achar que o filme não entrega conteúdo suficiente. No entanto, Terremoto é caloroso o suficiente, bem humorado, muito acelerado e possui um protagonista tão carismático que conseguiu me cativar. O ano está bom para os blockbusters.

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