Crítica | The Night Of – 1×03: A Dark Crate

Crítica | The Night Of – 1×03: A Dark Crate

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Pés Amanteigados

É aqui, caros leitores, que The Night Of se transforma em outra série da HBO, OZ (1997). Brincadeiras à parte, o terceiro episódio da nova série criminal da casa se embrenha pelo submundo das prisões. Naz (Riz Ahmed), aguardando julgamento, é encarcerado no complexo presidiário de Rikers Island, no Bronx.

No local, a série assume seu aspecto de seriado de prisão, onde o protagonista vive as esperadas e perigosas situações de todo detento. Como o crime que lhe é atribuído possui uma natureza extremamente brutal (o assassinato de uma jovem de 22 anos, com 22 facadas, como diz a certa altura a promotora do caso, papel de Jeannie Berlin), sua fiança é negada e o rapaz precisa aguardar o julgamento no terrível local.

The Night Of - CinePOP2




De início, notamos o desespero de um dos presidiários em relação às refeições – horríveis, segundo ele – que tenta passar por muçulmano como forma de modificar seu cardápio. Assim, Naz vira alvo de olhares e avaliações, aos poucos sutis ameaças vão se tornando mais intensas, depois que descobrem seu crime, que talvez tenha estupro embutido, então é que a hostilidade se torna palpável. Sua salvação vem na forma de Freddy (Michael Kenneth Williams), o poderoso chefão do local.

Assim como em Os Bons Companheiros (1990), a conexão do personagem se estende a favores aos carcereiros – todos saídos do mesmo bairro – e até mesmo sexo com guardas femininas. Freddy é descrito como o rei do Queens, título notado através de recortes de jornais colados nas paredes de sua cela – contendo também seu aparelho televisor exclusivo. Vem do sujeito a ajuda, muito necessária, que o acuado Naz terá que aceitar se deseja sobreviver até o dia do julgamento.

The Night Of - CinePOP 3

Além do insight ao mundo da prisão – a série já havia nos transportado de maneira única para dentro de uma delegacia – The Night Of acompanha neste terceiro episódio os passos do advogado Jack Stone (John Turturro). O defensor de porta de cadeia é afastado do caso pelos pais de Naz, que não possuem a quantia pedida pelo ardiloso personagem. Em seu lugar entra Alison Crowe, rosto de uma grande firma de advocacia, decidida a pegar o caso pro bono, visando unicamente os holofotes da repercussão de um caso tão chamativo.




Stone não deixará por menos e começa a circundar a pomposa colega, interpretada pela veterana Glenne Headly (de clássicos modernos como Os Safados, de 1988, e Dick Tracy, de 1990). Além da vida profissional, somos levados (mesmo a contragosto) ao mundo íntimo do personagem e seu problema de saúde, os pés infecciosos. Visitas ao médico, nas quais são passadas as mais estranhas técnicas para eliminar seu problema, até mesmo um grupo de autoajuda para membros com todo tipo de erupção na epiderme, Jack Stone é um personagem errático por dentro e por fora.

O episódio 4 chega neste domingo e estaremos acompanhando. Até lá.

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