Crítica | Tio Drew – Astros da NBA ‘envelhecem’ em comédia afetuosa

Crítica | Tio Drew – Astros da NBA ‘envelhecem’ em comédia afetuosa

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Como era Cinza minha Quadra

Nascido de comerciais da Pepsi nos EUA, o personagem tio Drew é interpretado pelo jogador de basquete da vida real Kyrie Irving, de 26 anos. Foi em 2012 que a ideia surgiu para a propaganda de TV e desde então o personagem do milionário armador dos Boston Celtics fez tanto sucesso em outras peças publicitárias e na internet (com milhões de acessos) que lançou este ano um filme próprio. Tio Drew chega hoje aos cinemas brasileiros.

O longa protagonizado pelo personagem idoso e lendário, no entanto, não é o primeiro filme nascido de um conceito simples. Esquetes de programas humorísticos, brinquedos, jogos de tabuleiro, vídeo games de 8 bits, aplicativos de celular e até emoticons já ganharam produções cinematográficas, variando seus resultados.

Escrito por Jay Longino, o roteiro trata de criar a mitologia em torno da figura principal, dando-lhe um passado e uma narrativa, além de intercalar sua trama com a de outro personagem, o fracassado em busca de redenção Dax (Lil Rel Howery). Há de se argumentar, inclusive, que Dax seja o verdadeiro protagonista da história, já que é através dele que o tio Drew é trazido para a ação.




Dax é um vendedor de artigos esportivos, que dubla como técnico de um time de basquete amador. Quando é traído duplamente, por sua equipe e sua companheira, e cai em desgraça endividado financeiramente, o azarado herói descobre como última alternativa de sucesso a lenda do tio Drew, um exímio jogador da década de 1960. É quando assiste em primeira mão ao que o antigo esportista ainda é capaz de fazer, que nasce a ideia de montar um time para um concurso de basquete. Agora, Dax e Drew irão recrutar um a um novamente os companheiros do passado do jogador e reavivar sua paixão e energia pelo esporte.

A graça de Tio Drew, o filme, está na transformação de icônicos jogadores de basquete em senhores de idade, na faixa de seus setenta anos, alguns dos quais não conseguem mais enxergar direito ou sequer caminhar. Camuflados nos personagens estão astros da NBA aposentados ou ainda em atividade, como Reggie Miller, Shaquille O´Neal, Chris Webber, Nate Robbinson e até mesmo Lisa Leslie, tetracampeã olímpica e bicampeã mundial pela seleção norte-americana feminina.

Tio Drew soa como o tipo de filme saído da década de 1980, de uma era mais inocente, e exala a vibe de produções como as estreladas por Eddie Murphy no período, a exemplo de Um Príncipe em Nova York (1988). Dirigido por Charles Stone III, um especialista no cinema de nicho, voltado ao público negro americano, o filme é uma comédia simpática e muito afetuosa. A obra oferece um discurso motivacional digno e eficiente para o público que deseja abranger. E embora resvale perigosamente nos clichês e em certa pieguice – como qualquer discurso do tipo não consegue evitar – entrega graça e personalidade em suas cenas e entrelinhas.

Assim como nos filmes de super-heróis que lotam as salas dos multiplex, o conhecimento prévio de quem são estes “personagens” (aqui seriam mais personalidades) pode ajudar na apreciação do longa. Fora isso, Tio Drew é dono de uma narrativa bem delineada, que segue sem grandes tropeços ou bloqueios de um lado da quadra até o outro. E se não conquista a vitória com belas jogadas, garante ao menos os pontos necessários para levar o jogo, fazendo a alegria dos fãs.





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