Crítica | Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível

Crítica | Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível

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A atração da Disney, não o Festival de música eletrônica

O ano está bom para os blockbusters. Depois de Velozes e Furiosos 7, Vingadores: Era de Ultron, Mad Max: Estrada da Fúria e Terremoto: A Falha de San Andreas, chega este Tomorrowland, superprodução de quase 200 milhões de dólares de orçamento. Sendo uma produção Disney, este é também o primeiro grande blockbuster do ano mirado à família toda. O que pode ser traduzido também como “o blockbuster mais domado” e , de certa forma, morno.

A ideia é bonitinha e relevante. Mas existe o sentimento de que nem tudo foi tentado com ela. O filme começa numa dessas exposições ou feiras do “mundo do amanhã” – o título em português. Na própria atração da Disney (quem já visitou seus parques temáticos sabe) é onde a aventura começa. O garoto Frank Walker (Thomas Robinson) deseja ter uma invenção (um Jetpack – estilo James Bond ou Rocketeer) reconhecida. Mas seu primeiro embate com o realizador do evento, David Nix (Hugh Laurie – mais conhecido como outro doutor da TV , House), é justamente sobre a relevância da criação para a humanidade, ao que o menino retruca: “não pode ser apenas pela diversão?”. O fato já embute a ideia dos pensamentos adversos do protagonista e do antagonista.

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O afeto que a menina Athena (Raffey Cassidy, ótima em cena, roubando todos os holofotes) desperta por Frank, a faz convidá-lo secretamente para a maior descoberta de sua curta vida. A sensação do desbravamento de um novo mundo é um dos elementos base para a ficção científica em geral. A sensação de estar maravilhado com a descoberta de uma terra desconhecida, do futuro, é o que faz o público se envolver com a história e ao lado do protagonista embarcar nessa viagem. Esse é o mais próximo do ditado “cinema é magia” de que um filme pode chegar.

As grandes ficções científicas da história foram capazes de criar e nos apresentar seus mundos para que desvendássemos cada detalhe de seu todo. Tomorrowland pode não estar a par, lá em cima, com os melhores, mas em matéria de design e direção de arte (além dos imprescindíveis efeitos visuais) não deixa a desejar. Anos depois da “invasão” de Frank à Terra do Amanhã, somos apresentados à verdadeira protagonista, Casey Newton (Britt Robertson, de Uma Longa Jornada). Ela é uma jovem rebelde que, para evitar que desmontem uma plataforma da NASA (causando o desemprego do pai), realiza atos que infringem a lei, indo parar atrás das grades.

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Bom, para não me alongar demais no texto, basta dizer que Casey é “a escolhida”. Estrutura de roteiro muito comum e utilizada para superproduções e que conhecemos bem. Nela, acompanhamos a história do personagem simples, com uma vida mundana, que descobre um novo mundo, ao mesmo tempo em que percebe seu papel divisor de águas. De ficção científica a fantasia, passando pela ação, diversos filmes ao longo dos anos utilizaram o mote do “escolhido” em suas histórias. Athena (Cassidy) é a recrutadora, e precisará da união da nova escolhida Casey com o antigo escolhido Frank (agora nas formas do astro George Clooney), para salvar a Terra.




Apesar das boas ideias e da interessante mensagem ecológica de salvar o planeta, o roteiro é um tanto quanto confuso, e o diretor Brad Bird não realiza um bom trabalho de explicar minuciosamente seus detalhes. Existe igualmente uma deficiência de bons momentos, cenas memoráveis e diálogos chamativos. As boas intenções de Tomorrowland, assim como os esforços ecológicos para salvar o planeta, talvez passem em branco para a maioria das pessoas.

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