Crítica | Trolls

Crítica | Trolls

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Há 18 anos anos lançando filmes de animação, a DreamWorks Animation estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira seu 33º longa-metragem, o irreverente, divertido e muito colorido Trolls (Trolls), dirigido pelos cineastas Mike Mitchell (Shrek para Sempre) e Walt Dohrn (Shrek 2), que traz uma importante mensagem, na qual todos temos que encontrar a nossa felicidade e que promete agradar em cheio aos fãs de animação.

Na trama, somos todos convidados a conhecer o divertido mundo dos Trolls, pequenos seres que vivem cantando e dançando durante todos os dias de suas vidas. Enquanto todos passam seus dias despreocupados, apenas o super precavido e rabugento Tronco (voz de Justin Timberlake) passa todos os dias armazenando comida e fazendo um esconderijo para se proteger dos enormes e pessimistas Berguens, criaturas infelizes que só conseguem ficar alegres quando comem os deliciosos Trolls.

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Durante uma grande festa, organizada pela princesa da Cidade dos Trolls, Poppy (voz Anna Kendrick), os Berguens invadem o esconderijo dos Trolls e muitos acabam sendo capturados por eles. Agora, Poppy, a Troll mais feliz que já existiu, vai ter que convencer o rabugento Tronco a deixar seu esconderijo e partir com ela em uma grande aventura para resgatar seus amigos, pois nenhum Troll é deixado para trás.

Um dos pontos positivos do animado é a representatividade mostrada na vila dos Trolls, sendo que muitos podem acabar se identificando de uma maneira divertida com os coloridos personagens. Além disso, parabéns a DreamWorks por nos apresentar mais um filme onde a protagonista da história é uma mulher, mostrando o poder feminino. Com mais de 30 filmes, este é apenas a quarta produção que uma mulher protagoniza a história, sendo visto isso em outras animações como ‘Os Croods‘, ‘Monstros Vs Aliens‘ e ‘A Fuga das Galinhas.

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Um dos grandes destaques do sucesso do desenho animado são suas canções, sendo o segundo animado musical lançado pelo estúdio, que desde o sucesso de ‘O Príncipe do Egito‘ (1998), sempre trouxe grandes músicas para suas produções, mas nunca mais lançou um desenho animado onde a música ajuda a contar a história.




Recheado de sucessos como “Hair Up”, “Move Your Feet”, “D.A.N.C.E.”, “It’s a Sunshine Day”, “Get Back Up Again”, “Hello”, “I’m Coming Out”, “Mo’ Money Mo’ Problems”, “They Don’t Know” e muitas outras, tenho que confessar que duas músicas ficaram incríveis na voz de Justin Timberlake, sendo elas “True Colors“, que é apresentada em um dos momentos mais fofos do filme, e também a vou comentar que quase chorei ao ouvir “Total Eclipse Of The Heart“, que fez um grande sucesso na voz de Bonnie Tyler, voltando ao animado na voz de Timberlake e apresentada para uma nova geração de modo sensível e divertido.

Falando em músicas, as versões dubladas de Trolls trazem todas as músicas cantadas em português, quase todas interpretadas pelos dubladores dos protagonistas, os excelentes Hugo Bonemer (Tronco) e Julie (Poppy), que são atores, dubladores e cantores de musical. A única musica interpretada em inglês no filme é a divertida canção “Can’t Stop the Feeling!“, feita pelo próprio Timberlake para o animado, que tem tudo par estar entre as favoritas ao Oscar de melhor canção original e que vai colar na cabeça de todos que assistirem ao animado.

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Como o filme deve chegar apenas com cópias dubladas, fiquem tranquilos, pois a dublagem está excelente e o casal protagonista não deixou nada a desejar, pois além de fazer um ótimo trabalho, cantam muito. Até mesmo a escolha catastrófica do famoso Hugo Gloss acaba ficando apagada, já que o blogueiro tem pouquíssimas falas e seu trabalho não atrapalha em nada o desenrolar da história.

Cenários coloridos e divertidos, animação de primeira e 3D super importante para divertir as crianças e adultos nos cinemas, como a DreamWorks vem apresentando em praticamente todos os seus últimos trabalhos, Trolls (Trolls) foi uma das mais deliciosas surpresas de 2016, que vem se mostrando um ano fraco para os fãs de animação e com certeza merece fazer um grande sucesso. Quer encontrar a felicidade? Vá aos cinemas assistir Trolls (Trolls), pois apenas Berguens não devem gostar desde simpático e feliz animado.

  • Crítica escrita por Léo Francisco, nosso parceiro do Cadê o Léo!

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