Crítica | Vai Que Cola – O Filme

Crítica | Vai Que Cola – O Filme

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A peculiaridade do cinema nacional de atual comédia é bastante interessante, e merecia um estudo a respeito. Nos últimos anos, as comédias lançadas pelo selo ‘Globo Filmes’ conquistaram o público, apesar de serem massacradas pelos críticos. Com uma qualidade baixa e roteiros chulos, os filmes traziam esquetes divertidas e críticas sociais que faziam a audiência chorar de rir e os críticos chorarem de raiva. É preciso sair fora da ‘zona de conforto’ dos chamados críticos especializados para entender esse fenômeno.

Precisamos levar em consideração os tempos modernos: ‘Os Trapalhões’ não existem mais, Charlie Chaplin morreu e o Monty Python não está mais na ativa. Os brilhantes gênios da comédia se foram, e os críticos precisam aceitar.

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Após o divertidíssimo ‘Minha Mãe é uma Peça’, Paulo Gustavo está de volta – dando seu show – em ‘Vai que Cola – O Filme’. Confesso que assisti apenas dois capítulos do seriado do Multishow em que ele se baseia, e demorei para entender o humor e a metalinguagem do filme.

Com críticas sociais à violência, ao desemprego e à impunidade, o filme consegue trazer uma trama leve e fazer piadas. Claro que nem todas funcionam, mas as que funcionam fazem o filme valer a pena. E é exatamente isso que o público brasileiro quer: ir ao cinema e se divertir com uma trama banal, sem compromissos, que nos desliguem da nossa realidade triste e de um país com uma economia em ruínas. Entendam, críticos!

Em ‘Vai que Cola – O Filme‘, Valdomiro (Paulo Gustavo) perde todo seu dinheiro após se envolver em uma falcatrua na empresa da qual era sócio. Para fugir da polícia, o malandro se muda para a pensão de Dona Jô (Catarina Abdalla), onde passa os dias reclamando da nova realidade de entregador de quentinhas. Quando um ex-sócio o procura com um plano para recuperar sua cobertura de frente para o mar, Valdo se vê com a oportunidade de retornar à antiga vida de luxo, mas não esperava ter que carregar toda a turma do subúrbio com ele.

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Com a pensão interditada pela defesa civil, Dona Jô, Jéssica (Samantha Schmutz), Máicol (Emiliano D’Avila), Ferdinando (Marcus Majella), Seu Wilson (Fernando Caruso), Velna (Fiorella Mattheis) e Terezinha (Cacau Protássio) se mudam com Valdomiro para o amplo apartamento e prometem causar muita confusão no bairro mais caro do país.

A direção de César Rodrigues é caprichosa, e podemos ver vários efeitos de câmera geniais, como a sequência de abertura que começa no mar e termina dentro do apartamento do Valdomiro.

A metalinguagem é super bem aproveitada, e trabalhada de uma maneira bem interessante. Paulo Gustavo faz várias piadas sobre querer ficar sozinho na tela do cinema, ou até mesmo com os erros de continuação.

Paulo Gustavo brilha, com suas falas aceleradas e seu senso de humor cômico e ácido, roubando as melhores piadas para ele. Porém, quem comanda o espetáculo é Marcus Majella e seu caricato Ferdinando, que conseguem fazer rir com suas cenas exuberantes e números musicais.

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O elenco conta ainda com Samantha Schmutz, Emiliano D’Avila, Marcus Majella, Fernando Caruso, Fiorella Mattheis, Oscar Magrini.

Por fim, ‘Vai que Cola – O Filme’ é entretenimento puro e descontraído, que não mudará nada em sua vida, mas te fará rir por alguns minutos. Não chega a ser hilário como ‘Minha Mãe é uma Peça’, mas é bastante superior às últimas comédias do Leandro Hassum. Vale à pena conferir se você é fã do humor da série e de seu protagonista, caso contrário, fuja para a sessão de ‘Que Horas Ela Volta?’.

Assista o Direto do Cinema:

Direto do Cinema com CinePOPCrítica Vai que Cola – O Filme

Posted by CinePOP on Domingo, 27 de setembro de 2015

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