Crítica | Voo 7500

Crítica | Voo 7500

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UM VOO EM BAIXAS ALTITUDES

 

Voo 7500 (7500) é um filme de 2014 que acaba de entrar em cartaz no circuitão.  Trata-se de uma produção de baixo custo dirigida por Takashi Shimizu, o mesmo da série O Grito. Apesar de muitos terem este filme em alta conta, nunca considerei O Grito grandes coisas. E este Voo 7500 confirma a falta de força do seu diretor.

O filme tem muitos problemas, a começar pelo roteiro. No prólogo, vemos um flahsfoward no qual assistimos uma grave turbulência. Em seguida, o roteiro segue a praxe dos filmes de avião e a câmera vai buscando os protagonistas, dos quais escutamos as lamúrias mais variadas possíveis, apenas o mínimo básico para traçar personagens genéricos e bidimensionais. E, novamente, como de praxe em filmes de desconhecidos no mesmo espaço, o final buscará conectar a todos.




Voo 7500

Uma das virtudes do filme é não embromar muito – o que ajuda a compensar um pouco os clichê. Assim, logo o centro do suspense se revela: um passageiro morre e, a partir daí, alguma espécie de entidade/espírito/tinhoso/coisa-que-o-valha começa a perseguir os demais passageiros.

Sem direção inspirada e sustenta-se em clichês, o filme oferece um final igualmente sem grande inspiração, que talvez empolgue os menos acostumados ao gênero terror. Inclusive, o final, embora ofereça uma ligação para todos os personagens, consegue aumentar os furos que já tinham na narrativa.

Apesar de tudo, enquanto o mistério está no foco da narrativa, a direção consegue manter o ritmo mínimo para fazer do filme uma razoável distração para o final de semana, ao menos para quem gosta de uns sustos.




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