Crítica | Wet Hot American Summer

Crítica | Wet Hot American Summer

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Tem algumas vezes que a gente entra na Netflix e tem um gigantesco convite no topo da página pra assistir algumas das produções originais da nossa plataforma de conteúdo favorita no mundo e foi assim que eu conheci Wet Hot American Summer. Caso o mesmo tenha acontecido com você e ficou aquela reflexão sobre “assisto ou não”, talvez aqui tenha as informações que você precisa pra se decidir.

Toda a história se passa naquele clima de acampamentos de verão Americanos e mostra a história de um grupo de adolescentes e monitores prestes a começar a jornada do verão de 1981.

O que atrai a atenção já de cara pra série é o elenco, a começar pelo nosso querido Bradley Cooper (O lado bom da vida) , passando por nomes tradicionais da comédia como Paul Rudd (Eu te amo, cara), Joe Le Truglio (Brooklyn nine-nine) e Kevin Sussman (The Big Bang Theory) e com a participação mais especial de Jon Hamm, a grande estrela de Mad Men e que ficou mais conhecido no Brasil por ser o cara que tomou o Globo de Ouro das mãos de Wagner Moura (e dos outros concorrentes também, claro) e mais uma porrada de gente conhecida.




Assim como a série tem um núcleo todo mesclado, a história mistura todos os elementos que você pode imaginar! No mesmo episódio você vê besteirol americano, dramas tradicionais da adolescência, números musicais, romances e um roteiro que leva o nonsense ao extremo.

Mesmo não sendo uma obra-prima de nenhum dos gêneros que ela tem em seu enredo, ainda assim a série tem grandes trunfos que vão te deixar um pouco curioso pra assistir seus 8 episódios, eles são curtos e dinâmicos, dá pra ver tudo num dia só de ócio e depois ficar pensando no porque você fez isso. Às vezes você só sabe que começou por curiosidade e depois não entende porque foi até o final, isso é o mais legal da série: você vai assistir sem nenhum motivo evidente.

É uma produção totalmente voltada pro público adolescente ou pra quem era adolescente quando American Pie deu aquela estourada, ou pra quem gosta de enredos totalmente sem noção e se diverte com o cúmulo do descabido.




Quem gosta de comédia cult e tem camiseta do Woody Allen nem deve passar por lá, muito embora tenha horas de comédia universal, que você ri da situação porque ela é extremamente engraçada, muitas vezes a falta de cabimento de um situação simplesmente acerta um ponto que não tem como você não dar muitas risadas.

Wet Hot American Summer é uma série que tem de absolutamente tudo para falar absolutamente nada. Não tem quase nada de falas de impacto que vão te deixar lembrando da série depois (exceto pelo fato de que você aprende de um modo fofo a nunca mais apontar um dedo para uma pessoa afim de julgá-la) e não tem um final amarrado, até porque toda a história da série é um spin-off de um filme do mesmo nome que, ao oposto da série, mostra o último dia de acampamento daquele verão de 81.

O mais cômico disso tudo foi a sacada da Netflix em usar os mesmos atores do filme que foi lançado em 2001. Ou seja, na série que mostra o primeiro dia do acampamento deles, os atores estão 15 anos mais velhos que no filme, que mostra o último dia do acampamento. A ironia funciona quando mostra adultos interpretando adolescentes de 16 anos, fator que já colou bem no filme, afinal eles nunca poderiam colocar menores de idade falando tanta besteira quanto se fala em ambas produções.

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Mesmo sendo o cúmulo do absurdo, Wet Hot American Summer tem personagens cativantes, o que provavelmente é a melhor atuação de Paul Rudd já vista (atirem as suas pedras, mas eu tenho trauma dele em séries por não gostar dele em Friends) e vai te permitir ver lados totalmente diferentes de atores que você sempre vê em dramas super sérios.

Quando terminei de ver e a Netflix me pediu pra classificar, eu senti que não poderia que dar menos que 3. Não sei se essa é a avaliação correta se a gente avaliar o conjunto, mas eu admito que dei boas risadas e me deixei cativar por muitos personagens. Como eu disse, você às vezes só sabe porque começou, não sabe porque continua e acaba gostando no final, mesmo que não haja nenhum motivo racional pra isso.

 

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