Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio
03.05.2011
Renato Marafon

A imprensa brasileira se preocupou com o fato de 'Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio' (Fast Five) mostrar nosso país como um lugar corrupto, pobre e sujo.

Com um português espanholado e muita animação, o quinto filme da franquia de ação demonstra um certo carinho com nosso país, mesmo não tendo filmado a maior parte de suas cenas por aqui.

Tão surreal quanto as cenas de ação mirabolantes, o Rio de Janeiro serve como pano de fundo para as mesmas atrações dos roteiros anteriores, que se passavam nos EUA ou Tóquio: um vilão corrupto, uma justiça falha, um mocinho contra a lei com grande coração, e todos os outros clichês possíveis.

Pensando dessa maneira, ambientar a história no Rio não denigre a imagem do nosso país, não mais que as tristes notícias que nós mesmos enviamos ao exterior em nossos telejornais.

Desde que Brian e Mia Toretto tiraram Dom da cadeia, eles vivem atravessando muitas fronteiras para enganar as autoridades. Agora, encurralados no Rio de Janeiro, eles precisam fazer um último trabalho para ganhar sua liberdade. Enquanto montam uma equipe de elite de pilotos de corrida, estes aliados improváveis sabem que a única possibilidade de se saírem bem será confrontar o empresário corrupto que quer vê-los mortos. Mas ele não é o único que está atrás deles.

Animado, cheio de ação e com um molejo brasileiro, 'Velozes e Furiosos 5 - Operação Rio' cumpre com louvor o papel que é destinado.

Nesta quinta parte, a franquia já demonstra seu interesse em se transformar em "filmes de assalto", e não apenas se focar em corridas de carro.

Entre corridas de carro, fugas e lutas, sequências muito bem dirigidas pelo seguro Justin Lin, o filme tem um roteiro que consegue amarrar as cenas, e prende a atenção do espectador até seu explosivo - e totalmente clichê - final.

Não saia da sala de cinema antes do término dos créditos: uma cena extra mostra qual caminho o sexto filme deve tomar.

 

Nota:

 

Crítica por: Renato Marafon