Entenda a nova linha temporal de ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’

Entenda a nova linha temporal de ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’

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O Exterminador do Futuro: Gênesis não é uma remontagem, não é um recomeço, não é uma sequência. É um filme novo, independente, baseado no material de James Cameron, que foi usado como fonte. O público não precisa ter qualquer familiaridade com os filmes anteriores. Porém, dito isso, para os fãs que viram os dois primeiros filmes, há grandes surpresas aqui. Explorando a natureza inerente à viagem no tempo, nós prosseguimos numa cronologia divergente, conduzindo esses personagens, com quem o público cresceu, a uma direção completamente nova.

O filme começa com o último ataque dos humanos remanescentes contra as máquinas, liderado por John Connor e Kyle Reese, no que poderia ser o crepúsculo da humanidade. A produtora Dana Goldberg explica:

“Nós abrimos o filme com Kyle Reese ainda criança, falando o que aconteceu antes de seu nascimento – que os seres humanos basicamente foram complacentes e deixaram que as máquinas dominassem o mundo. E as máquinas decidiram que os humanos eram uma ameaça, tomando o controle de sistemas de defesa com mísseis e varrendo do mapa três bilhões de pessoas. Esse foi o Dia do Julgamento Final”.




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Ela acrescenta:

“Quando foi anunciado que os direitos de O Exterminador do Futuro estariam disponíveis, nós obviamente nos interessamos –, assim como muitos outros da indústria cinematográfica, por ser uma sequência de conteúdo tão incrível. Em particular, os dois primeiros Exterminadores são os que o David e eu reverenciamos. E na Skydance, nós adoramos fazer filmes muito, muito grandes. A ideia de recomeçar O Exterminador do Futuro – tanto para o público que adorou os originais, quanto para um público totalmente novo – foi uma oportunidade que nós não poderíamos desperdiçar”.

Quando a produtora Skydance tentou comprar os direitos da franquia, a resposta foi não. Porém, os diretores da empresa persistiram e foram pedir diretamente ao próprio James Cameron, que não apenas deu sua permissão e benção, como também começou a “corrente” de troca de ideias que ocorre em qualquer fase de pré-produção, aconselhando a produtora: “Não deixe de escrever um bom papel para o Arnold!”.




“A viagem no tempo está incrustada no DNA desse material, o que levanta a possibilidade de alternar universos e cronologias distintas, sem afetar nada do conteúdo original. Aquelas histórias existem e continuam a existir, elas ainda aconteceram, mas você pode contar uma história diferente que se ramifica em direções distintas, usando os personagens que todos nós adoramos”.

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Tanto a política mundial, quanto a indústria cinematográfica da década de 80, que deram origem aos filmes originais, mudaram tremendamente. O Exterminador do Futuro proclamou “Eu voltarei” cinco anos antes da queda do Muro de Berlim, quando a percepção de todo o potencial das imagens geradas por computador ainda estava a décadas de distância. Os anos-luz que se passaram, desde as primeiras aventuras terrestres do T-800, abriram incontáveis caminhos a serem explorados pelos realizadores de O Exterminador do Futuro: Gênesis.

“Para mim, na verdade, os filmes de Cameron foram filmes da época da Guerra Fria”, comenta o produtor David Ellison, “onde a analogia lançada na história era bem semelhante às ameaças daquele período. Os avanços da inteligência artificial nos capacitaram a realmente atualizar o conteúdo para hoje, do qual a Skynet não precisa se distanciar – na verdade, nós estamos revelando nossa privacidade, nossa liberdade, nossa informação. Estamos diante do que há de mais novo em tecnologia e softwares. O princípio básico permite comentar o que de fato está acontecendo hoje, de um jeito novo, divertido e empolgante. Para mim, a ficção científica tem sua eficácia máxima quando consegue pegar os acontecimentos do mundo real e colocá-los num cenário imaginário”.

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“O que nós tentamos fazer”, conta o diretor Alan Taylor, “é começar em cronologias que conhecemos da história, para depois conduzi-las a novas direções, de uma forma que faça sentido. Então, vemos um futuro, do qual já tivemos breves vislumbres nos filmes anteriores. Depois, nós mergulhamos no passado, cujos vislumbres também tivemos nos filmes anteriores. Mas esse filme tenta nos conduzir por territórios novos, por trás daqueles, sem contradizer nada do que sabíamos da história”.

Em 2029, data atual desse filme, a resistência se reúne, acreditando ter conquistado Skynet, para depois descobrir que as máquinas lançaram uma versão própria de arma à prova de fracasso – primeira arma tática de deslocamento no tempo, mandando um Exterminador de volta ao passado, para matar Sarah Connor, mãe de John, antes que ela tenha a chance de conceber e dar a luz o futuro líder da resistência humana.

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Os fãs sem dúvida reconhecerão a chegada do Exterminador, em Los Angeles, em 1984, mas também logo perceberão que essa história segue em diversas direções novas.  “

O ano de 1984, para onde nossos personagens viajam de volta, mudou desde o filme original – acontecimentos o levaram a um rumo completamente diferente. Aqueles filmes também eram sempre ambientados no presente, não no futuro, nem no passado. O nosso se diferencia dessa abordagem. E, portanto, através de uma série de acontecimentos, os nossos personagens se veem viajando até 2017, na tentativa de impedir o Dia do Julgamento Final”, conta David Ellison.

‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’ é o 3º filme da franquia

O filme estreia nos cinemas nacionais nesta quinta-feira, 2 de julho.

Crítica em Vídeo – O Exterminador do Futuro: Gênesis

Posted by CinePOP on Terça, 30 de junho de 2015

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