Especial | Cinquenta Tons de Cinza

Especial | Cinquenta Tons de Cinza

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Ocasionalmente, uma criação única surge subitamente, com força sísmica, para tocar uma veia inesperada de curiosidade e intriga compartilhadas, transpondo culturas em sua popularidade e se tornando universalmente conhecida apenas pelo nome. Este é o fenômeno de ‘Cinquenta Tons de Cinza‘.

Desde que a autora E. L. James humildemente autopublicou os primeiros episódios na Internet há cinco anos, a trilogia “Cinquenta Tons” se converteu numa das maiores séries de livros campeãs de vendas de todos os tempos, com mais de 100 milhões de exemplares em 51 idiomas consumidos em todo o mundo. As quatro palavras do título passaram a representar, tanto para leitores quanto não leitores, um emblema novo e ousado de sensualidade predominante.

Agora, a adaptação para o cinema que tem sido assunto de ampla especulação e de curiosidade inesgotável, cujo primeiro trailer se tornou o trailer de filme mais assistido no YouTube no ano passado, chega à tela grande em 12 de fevereiro como um grande evento cinematográfico.




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Assumindo os papéis icônicos do empreendedor bilionário Christian Grey e da estudante universitária curiosa Anastasia Steele estão Jamie Dornan (The Fall, Once Upon a Time da televisão) e Dakota Johnson (A Rede Social, Anjos da Lei). Numa história que trata não só da redenção do inatingível Christian mas também da liberação da inexperiente Ana, os personagens assumiram vida própria de leitores que ficaram absorvidos pelas vulnerabilidades dos personagens e permissividades dos romances. Através deles, os públicos se permitiram explorar as próprias fantasias e aspirações íntimas.

Dirigido por Sam Taylor-Johnson (O Garoto de Liverpool), essa história de amor erótica e autêntica da criadora da série E L James (pseudônimo literário de Erika Mitchell) faz com que penetremos profundamente em mundo rico e misterioso que explora abertamente as complexidades da dinâmica homem-mulher e os limites até onde você se permitirá ir e ser levado.

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SOBRE A PRODUÇÃO

Uma história original: Começa Cinquenta Tons

O que começou como um sussurro no verão de 2011, logo se tornou um dos fenômenos mais avassaladores de todos os tempos a atingir a literatura atual, à medida que mais e mais conversas começavam com variações da mesma pergunta: “Você já leu o livro?”.

Uma tempestade perfeita de agitação, curiosidade e disponibilidade logo começou a soprar através da cultura pop. Inicialmente disponível como e-book e livro impresso a pedido, “Cinquenta Tons de Cinza” de E L James permitiu que leitores curiosos explorassem a história de amor erótica sempre e em qualquer lugar que desejassem.

Aparentemente, “Cinquenta Tons de Cinza” explora o relacionamento explosivo entre o enigmático bilionário de 27 anos Christian Grey e a estudante graduada de faculdade, sem iniciação sexual, Anastasia Steele. Mas quando a pessoa se aventura além da sinopse, “Cinquenta Tons” estabelece uma distância acentuada da maioria das histórias de amor populares e dos romances românticos.

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É uma história de amor, mas muito provocante que também lida com limites e, em especial, com limites sexuais, definindo-os, respeitando-os e ultrapassando-os, e todos os questionamentos que acontecem a esse respeito. Envolve o estabelecimento de confiança e a adesão a um conjunto de regras de consenso mútuo.

Certamente, uma boa parte do fator leitura obrigatória pode ter sido alimentada pela curiosidade provocada por esse conto de fadas levado para o lado obscuro. E no entanto, se excitação fosse a única impulsionadora do mercado, as vendas teriam se reduzido logo que uma outra coisa atraísse a imaginação do público. O que E L James explorou foi uma fantasia saborosa povoada por personagens que foram abraçados por leitores de todo o mundo, aqueles compelidos a continuar na jornada com Christian e Ana por dois romances sucessivos (“Cinquenta tons mais escuros” em 2011 e “Cinquenta tons de liberdade” em 2012) para descobrir como tudo iria se desdobrar: Ela faria? Ele faria? Eles fariam?

E L James discute o que há em “Cinquenta Tons” que afetou de tal forma as fibras sensíveis de tantos milhões de leitores:

“Fundamentalmente é uma simples história de amor sobre uma jovem inexperiente, que é mais forte do que pensa ser e encontra um homem ferido por um passado doloroso, e sobre o poder de cura do amor incondicional. As cenas de sexo fizeram manchetes, mas o que atraia os fãs da trilogia era a história de amor”.

Em março de 2012, depois de uma semana de acolhidas e recepções entre E L James e a maioria dos estúdios de Hollywood, seguida por um fim de semana de negociações febris, a Universal Pictures e a Focus Features adquiriram os direitos de filmagem dos três livros publicados pela Random House na trilogia “Cinquenta Tons”.

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A autora sentiu que a Universal era o abrigo certo para a série. Ela elogia:

“Encontrei muitos cineastas maravilhosos de diferentes estúdios de Hollywood e não foi uma decisão fácil. Mas no fim, escolhi a Universal porque acreditei que [presidente] Donna Langley e sua equipe fariam um filme que fosse tão fiel ao livro quanto os fãs esperavam e desejavam. Escolhi a Focus porque eles têm um histórico bem-sucedido em levar materiais desafiadores para a tela”. Ela interrompe: “e porque o [produtor executivo] Jeb Brody me faz rir”.

Quando os direitos à trilogia aportaram na Universal/Focus, os produtores com diversas indicações para o Oscar® Michael De Luca e Dana Brunetti sabiam que havia uma longa lista de cineastas esperando para colocar suas mãos nela, mas ainda assim lançaram suas apostas. Logo depois, o par encontrou-se em Londres trabalhando em outro filme. Os dois perceberam as possibilidades cinematográficas que se encontravam na premissa intrigante que, no seu cerne, revelava uma história de amor intensa.

Os dois homens organizaram um encontro com os representantes de E L James, que se seguiu a uma série de conversas com a própria autora. Logo depois, enquanto estavam em mar aberto produzindo Capitão Phillips do diretor Paul Greengrass, De Luca e Brunetti receberam um telefonema informando que tinham sido escolhidos para produzir Cinquenta Tons de Cinza.

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E L James revela o que estava em jogo com os colegas produtores que selaram o acordo:

“Michael falou sobre amor jovem e primeiro amor na reunião. Ele estava entusiasmado com o projeto e também com levar a história de amor para a tela. Só encontrei Dana mais tarde e, bem, nos demos às mil maravilhas. Nós nos divertimos muito durante toda essa loucura”.

Brunetti acrescenta que ficou entusiasmado por serem escolhidos para o trabalho:

“Mike e eu trabalhamos em diversos filmes juntos. Quebrando a Banca foi o primeiro e era baseado num livro. Em seguida fizemos A Rede Social, também baseado num livro e, mais recentemente, produzimos Capitão Phillips, também com base em livro. Com sorte, a experiência de supervisionar tantas transcrições foi uma grande vantagem para nós. Mas, também, em nível pessoal, nós demos muito bem desde o início”.

O produtor discute que o que o fascinou foi o mistério inerente ao material:

“Será que Ana vai se submeter a Christian e dar a ele tudo o que ele está pedindo dela, que obteve de outras a quem dominou? Ela assinará o contrato ou sairá e sumirá para sempre? Essa é a pergunta que mantém a tensão que atravessa o livro e o que queremos que o público sinta com o filme”.

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As reuniões dos roteiristas foram rapidamente agendadas e uma lista de roteiros potenciais pré-selecionados foi montada e encaminhada para o estúdio. A lista final, bem menor, foi, então, apresentada para Paul Greengrass e juntos, os produtores (incluindo E L James) chegaram à talentosa Kelly Marcel, cujo trabalho no elogiado Walt nos Bastidores de Mary Poppins amealhou para ela diversas indicações para prêmios, inclusive um BAFTA.

“Sabíamos que encontrar um roteirista que pudesse respeitar os personagens criados pela Erika e, ao mesmo tempo, infundir sua própria voz na saga de Ana e Christian seria uma tarefa hercúlea”, diz De Luca. “Kelly simplesmente captou a tonalidade de “Cinquenta Tons” da Erika e apresentou um roteiro inteligente e comovente que tornou seu. Ficamos maravilhados com a habilidade com que ela lidou com a tarefa”.

E L James sentiu que Marcel teve um grande sucesso na transcrição, com um tratamento cinematográfico que a surpreendeu agradavelmente. Ela revela:

“ ‘Cinquenta Tons’ é um livro longo e fiquei impressionada como Kelly conseguiu condensá-lo num roteiro enxuto, ainda assim captando a essência do romance. Minha parte favorita do processo foi trabalhar com ela, decidindo as cenas que manteríamos e as que deixaríamos de lado”.

Com Marcel atarefadamente adaptando, foi intensificada a busca por um diretor. Quando Sam Taylor-Johnson, a diretora britânica de diversos curtas elogiados, juntamente com um longa sobre os primeiros dias de John Lennon intitulado O Garoto de Liverpool, apresentou seu trailer, ela esperava que ele transmitisse como ela via os recursos visuais e o tom do material. A equipe instintivamente soube que havia encontrado a diretora ideal para se encarregar do conflito emocional, alguém com profunda compreensão da sensualidade da história, bem omo da paixão com que aqueles que devoraram o material o abordavam.

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Brunetti concede que a fé em Sam Taylor-Johnson era inabalável:

“A busca foi um tanto estressante e a contratação de Sam exigiu de nós fé e aceitação e especialmente do estúdio. Mais provavelmente eles esperavam que apresentássemos alguém que tivesse um monte de filmes do estúdio no CV, mas adoramos Sam como nossa escolha”.

Taylor-Johnson explica seu ponto de vista sobre a série, bem como o porque dela decidir assumi-la como seu próximo longa:

“O motivo fundamental pelo qual quis fazer esse filme é que ele passa a sensação de um conto de fadas com enredos semelhantes àqueles com os quais crescemos, embora em versão bem adulta: uma jovem mulher encontra seu príncipe. Ele é inacessível. Bem-sucedido, fabuloso, rico, mas há reviravoltas e desdobramentos e se torna algo muito diferente. É, também, a história dessa garota em exploração sexual, numa jornada para a maturidade.

“Em muitos aspectos, a história de Christian e Ana é uma história de amor do tipo mais óbvio”, ela continua. “Trata-se de duas pessoas se apaixonando e acertando o que farão ou não uma para a outra, do que desistirão ou não e que caminho tomarão. Dentro disso há mais limites do que em muitos relacionamentos. Ana se apaixona por uma pessoa complicada num primeiro romance e numa primeira jornada de exploração sexual. Para Christian é também o que o torna acessível para começar a sentir, respirar e aprender a amar”.

Taylor-Johnson admite que sua abordagem do material foi “tratá-lo como uma história de amor extraordinária, além de extremamente incomum e única. Entrando nele, você é seduzida por refinamento e encontra momentos delicados e sutis nos quais os dois começam a se mover e mudar. Isto é uma coisa que precisa ser tão delicadamente sintonizada durante todo o filme para que tudo mantenha-se alinhado com a jornada que estão percorrendo”.

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De Luca resume os sentimentos da equipe de que encontraram as forças de criação exatamente corretas para completar com êxito o primeiro capítulo da saga:

“Entrevistamos muitas pessoas, homens e mulheres, mas afinal escolhemos a roteirista e a diretora que pensamos terem a melhor visão e a mais única. Poderia ter ido em qualquer direção, mas terminamos com duas mulheres. Talvez isso diga algo delas terem uma melhor percepção da história do livro. Independentemente, acabamos por estar rodeados por muitas mulheres desta vez, o que foi ótimo
para o projeto”.

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