Morte de Robin Williams completa um ano

Morte de Robin Williams completa um ano

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Um ano atrás (11 de agosto de 2014), nosso eterno “babá quase perfeita” Robin Williams foi encontrado morto em sua casa na Califórnia, por motivo de asfixia devido a um enforcamento intencional.

Depois de muitas investigações, a polícia concluiu que o ator teria cometido suicídio, algo que tornou tudo ainda mais trágico.

Há décadas, o ator lutava contra a terrível doença da Depressão (que até disfarçava bem), mas, no fim das contas, foi vencido implacavelmente. Numa declaração a filha o descreveu perfeitamente:




Ele era caloroso, mesmo nos momentos sombrios.”.

O CinePOP, então, decidiu prestar sua homenagem, e listar dez títulos fundamentais que marcaram a carreira de Williams e merecem ser conferidos por quem ama o cinema. Pedimos que também façam suas listas e indiquem mais obras importantes do ator.

10 – O Mundo Segundo Garp (1982)

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Nesse delicado trabalho de George Roy Hill, Robin Williams vive o autor TS Garp que encara dificuldades com o sucesso de sua progenitora, Jenny, feita por Glenn Close, que ficou famosa ao publicar uma autobiografia sobre os problemas enfrentados por ser mãe solteira – livro que acabou se tornando uma espécie de manifesto feminista. O ator já demostrava candura e encantava pelo jeito espontâneo.




9 – A Gaiola das Loucas (1996)

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A refilmagem de A Gaiola das Loucas, dirigida por Mike Nichols, em minha opinião, consegue superar o original de Edouard Molinaro, pela maravilhosa química de Robin Williams e Nathan Lane. Ele, homossexual assumido, acompanha a intrépida musa de uma casa noturna e se metem em situações bizarríssimas. O elenco ainda tem nomes como Dan Futterman, Gene Hackman e Calista Flockhart.

8 – O Melhor Pai do Mundo (2009)

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Essa é uma daquelas ideias genuínas que surgem raramente e emociona por completo. Imagine um escritor frustrado, que vira professor para se sustentar financeiramente e leva com o filho um relacionamento conturbado. Pra piorar, o garoto morre de maneira grotesca e, no intuito de compensar a morte tola, Lance Clayton (Williams) decide fazer uma carta, como se fosse o menino, em forma de desculpas e despedida, o que acaba tornando o moleque uma lenda no colégio e dando estimulo para Lance tocar seu sonho. Um trabalho corajoso.

7 – Tempo de Despertar (1990)

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Este é um dos longas mais poderosos e comoventes da carreira de Robin Williams, que interpreta de forma impecável o neurologista Malcolm Sayer, profissional que trabalha num hospital psiquiátrico. O médico percebe que os pacientes catatônicos estão na verdade “adormecidos”, e que se forem medicados corretamente, através de uma droga chamada L-DOPA (usada em pacientes com o mal de Parkinson), pode mudar o quadro clinico dessas pessoas que sofrem de Encefalite Letárgica. Sayer escolhe Leonard Lowe (Robert De Niro), um paciente que há décadas tem o problema, e decide mantê-lo num novo tratamento que pode mudar a história da medicina. Uma obra simplesmente imperdível.

6 – Voltar a Morrer (1991)

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Este subestimado thriller é o segundo filme dirigido por Kenneth Branagh, e impressiona pela tensão criada e seu desfecho final. Margaret Strauss, esposa do compositor Roman Strauss, é assassinada pelo marido que, por assim, é condenado à pena de morte. Anos depois, uma mulher que sofre de amnésia e vive em silêncio constante, Grace (Emma Thompson), tem sonhos que a remetem à época do assassinato. É quando o detetive Gray Baker (Kenneth Branagh) descobre o caso e fica intrigado com algumas perguntas que permaneceram sem respostas, começando a tentar entender quem é esta pessoa e que mistério envolve sua vida. Robin Williams tem aqui uma curta, mas marcante passagem, podendo comparado com Kevin Spacey em Seven.

5 – Bom Dia, Vietnã (1987)

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No final da década de 80 surgiram inúmeros filmes sobre a Guerra do Vietnã, já que a nação estadunidense foi marcada, negativamente, por esse período. No entanto, poucos títulos trataram do assunto com tanta comedia e delicadeza quanto este jovem clássico, Bom Dia, Vietnã, protagonizado por Robin Williams. O ator dá um show em cena como locutor pelas gags hilárias e seu jeito canastrão. E quando quer se levar a sério consegue emocionar como poucos. O personagem Cronauer rendeu a Williams sua primeira indicação ao Oscar.

4 – O Pescador de Ilusões (1991)

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Provavelmente, O Pescador de Ilusões seja a obra mais cinematográfica que Robin Williams já participou. Tido como um dos trabalhos mais emblemáticos da carreira de Terry Gilliam – o que não é pouco, já que o cineasta coleciona filmes excepcionais –, o longa traz a história do polêmico radialista Jack Lucas (Jeff Bridges), que no seu programa recebe a ligação de um ouvinte que diz ter se apaixonado por uma mulher em um bar yuppie. Jack diz que é impossível e ele deve largar a ideia, já que todo yuppie deve morrer. O ouvinte segue o conselho literalmente, pega o rifle, vai ao bar e mata seis pessoas antes de suicidar. Isso acaba com a vida de Jack, mas quando ele conhece o mendigo Parry (Robin Williams), algo parece mudar. Enfim, é um título repleto de metáforas textuais e visuais que merece muito ser conferido.

3 – Gênio Indomável (1997)

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Dirigido por Gus Van Sant e roteirizado pela dupla Ben Affleck e Matt Damon (que inclusive faturam o prêmio de Melhor Roteiro no Oscar), Good Will Hunting é um incrível estudo de personagem e aborda conceitos interessantíssimos dentro da psicologia, trazendo ainda figuras fascinantes que através de diálogos poderosos nos fazem refletir a respeito do caminhar da vida. Williams faz aqui o papel de mestre e constrói, com seu famoso olhar, um sujeito que já está marcado na história do cinema. Afinal de contas, Robin levou o Oscar de Melhor Coadjuvante pelo papel.

2 – Retratos de uma Obsessão (2002)

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Em minha opinião, no longa de estreia de Mark Romanek, Retratos de uma Obsessão, está o papel da vida de Robin Williams, no que se refere a interpretação. Esqueça tudo que você já viu do ator, até sua sombria passagem por Insônia, de Chris Nolan. O personagem Sy é um dos psicopatas mais tenebrosos que o cinema americano já pariu. Equiparando-se facilmente ao Dr. Hannibal Lecter. Não quero me prolongar pra não deixar escapar spoilers, basta você correr atrás dessa pequena obra-prima e gelar a espinha com a magnifica transformação de Williams.

1 – Sociedade dos Poetas Mortos (1990)

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Mais que um simples filme, esta é uma daquelas obras formadoras de caráter, que marcaram uma geração e até hoje é reverenciada por legiões de alunos que tem como mestre o professor John Keating. Descontruindo completamente o burocrático método de ensino pedagógico, que é repetido até hoje, os personagens deste título de Peter Weir, simplesmente viraram exemplos claros dos estudantes mundiais, sendo base de debate para uma possível reforma educacional nas escolas. Para Robin Williams, o papel foi um dos mais importantes da sua extensa carreira e sempre que se falava no ator comentava-se a respeito dessa obra que certamente merece o nosso primeiro lugar. “Oh Captain! My Captain!

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