“‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’ não é reboot, nem remake ou sequência”, diz produtor

“‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’ não é reboot, nem remake ou sequência”, diz produtor

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Segundo o produtor David Ellison, ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis‘ não é um reboot, não é um remake, não é uma sequência – é um filme novo, independente, baseado no material de James Cameron, que foi usado como fonte. O público não precisa ter qualquer familiaridade com os filmes anteriores. Porém, dito isso, para os fãs que viram os dois primeiros filmes, há grandes surpresas aqui. Explorando a natureza inerente à viagem no tempo, nós prosseguimos numa cronologia divergente, conduzindo esses personagens, com quem o público e eu crescemos, a uma direção completamente nova”.

Primeiro na lista, o personagem título ganha vida pelo icônico Arnold Schwarzenegger.

“Acho que não dá pra fazer um filme sobre o Exterminador sem o Arnold”, diz Taylor. “Eu, certamente não poderia imaginá-lo sem ele. Há algo no modo como ele e Cameron construíram aquele personagem e na forma como os dois filmes abordaram lados tão diferentes do personagem que ele basicamente estabelece os parâmetros daquele mundo – para mim, seria muito difícil pensar em um filme do Exterminador que abrisse mão dele”.




“Eu fiquei muito feliz de estar dentro desse projeto”, admite Schwarzenegger. “Me telefonaram para dizer que David e Megan Ellison haviam adquirido os direitos e a primeira coisa que pensei foi: ‘Finalmente, eles vão fazer outro! E finalmente estou no filme outra vez!’ Também fiquei muito feliz quando ouvi quem estava escrevendo o roteiro. Simplesmente gostei do rumo do projeto, desde o começo”, completa Arnold.

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Laeta Kalogridis, roteirista do filme, conta que considerou o personagem de Arnold o último Homem de Lata.

“Como ele se transformou no alicerce, no coração da história, se é um personagem que, essencialmente, não tem coração? Havia algo realmente aflitivo na ideia de Arnold interpretando um Exterminador que envelhecera – de não tentar fazer nenhuma maluquice, mas respeitar a mudança do ator. O Exterminador sempre foi predominante, portanto, conseguir contar a história no momento e na idade em que Arnold está… foi algo que interessou a todos nós. O tecido humano que forra o cyborg envelhece, mas ele também envelheceu por dentro, através de sua longa experiência com os humanos. Achamos que isso seria algo muito divertido para ser abordado”.




“É como andar de bicicleta”, diz Schwarzenegger, sorrindo. “Você logo pega o jeito outra vez. Eu me lembro de quando li o roteiro e comecei a ensaiar as falas. Voltei a falar como uma máquina. É como se você mergulhasse novamente no personagem”.

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O produtor Ellison comenta:

“Não dá pra chamar um filme de Exterminador, sem O Exterminador. Nesse filme, Arnold está interpretando um personagem que foi mandado de volta no tempo, quando Sarah Connor tinha nove anos de idade – ele não conseguiu salvar os pais dela, mas pôde salvá-la e criá-la desde essa época. Ele foi seu protetor, lutou por ela, foi seu Guardião. Depois de lutar por tanto tempo, ele está ligeiramente cansado, tem algumas falhas. Além disso, seu processador de aprendizado esteve ligado por todo esse tempo. Portanto, até a época em que ele viaja no tempo, ele já teve mais de 30 anos para responder àquela pergunta, quanto a ser capaz de ser humano. Como ele atua com Sarah nesse papel? E como o fato de Kyle se apaixonar por Sarah muda isso? Claro que Arnold também está em cenas incríveis de ação – afinal, ele é o Arnold – e eu acho que as pessoas vão ver que ele está de volta e está melhor que nunca”.

“Se é pra ter o Arnold, você tem que usá-lo de um jeito totalmente novo,” insiste Taylor. “Você não pode simplesmente fazer a mesma coisa. Portanto, em nossa abordagem era muito importante um viés totalmente diferente em seu personagem, que o levássemos a lugares que ele nunca pôde ir. Sabe, ele está evoluindo, crescendo, amadurecendo e isso levou a uma versão novinha em folha de seu personagem”.

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A evolução do personagem foi algo que Schwarzenegger analisou cuidadosamente:

“Eu protejo a Sarah Connor. Qualquer coisa que se aproxime dela ou a ameace, eu elimino. Então, por um lado, eu sou o Exterminador, mas, por outro, sou o Protetor. Dessa forma, é preciso ter muito cuidado no modo de interpretar cada momento. Acho que ter duas filhas também ajudou – minha primeira filha nasceu quando nós fizemos O Vingador do Futuro (Total Recall), e agora ela está com vinte e cinco anos. Quando você se torna pai de duas filhas, amadurece e aprende como ser protetor. Acho que essa experiência me ajudou muito”.

Uma profunda admiração por Schwarzenegger e sua personalidade marcante foi compartilhada tanto pelos cineastas, quanto pelos atores. Jason Clarke fala,

“Aprendi muito com o Arnold, não somente enquanto estávamos filmando, mas só em estar ao redor dele. Não que ele se posicione com um professor, mas ele é um profissional no que faz e tem alegria de viver – ele gosta muito de conversar, se interessa muito pelas coisas. Voltar a vê-lo nesse papel, que é sua marca registrada, foi ótimo. Ele é realmente a liga do negócio todo”.

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Para o papel de Sarah Connor, a protegida do Guardião, os cineastas escolheram Emilia Clarke.

“Nós trabalhamos juntos há muito tempo” Taylor sorri, claramente feliz por trabalhar novamente com sua estrela de Game of Thrones.

O produtor Ellison comenta,

“Todos nós adoramos Game of Thrones e há uma força, uma noção de honra e nobreza na Emilia – coisas que não podem ser ensinadas. Ou você tem, ou não tem. Acho que essas características funcionam perfeitamente bem para Sarah Connor, quem considero como uma figura feminina seminal no cinema”.

Emilia ecoa seus colegas, ao dizer,

“Arnold é a primeira coisa que vem à cabeça, quando se diz ‘Exterminador’, e você não pode fazê-lo sem ele. Provavelmente, o que mais gosto nesse roteiro é o relacionamento entre o Guardião e Sarah. É o amor. É lindo. Temos a chance de ver seu personagem sob essa outra luz deslumbrante. Tomar conta dela por todo esse tempo meio que o amoleceu – exceto, é claro, quando as pessoas tentam matá-la. Nisso ele não amoleceu em nada!”

Embora a proteção de Sarah tenha tido efeito no Guardião, a presença dele também afetou Sarah. Jason Clarke conta:

“Emilia traz força na feminilidade – a Sarah que vemos agora é diferente. Ela não teve que crescer sem uma presença forte de pai. Acho que há um pouquinho mais de confiança nela, como mulher, não apenas a paranóia de saber que há um futuro adiante tentando eliminar sua existência. Há um ar de ‘garota do mundo’ que eu acho que ajuda – dá pra ver que ela realmente começa a se apaixonar pelo Reese”.

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A autora/produtora Kalogridis gostou não somente de moldar essas versões modificadas dos personagens, mas também de criar o que os cineastas chamaram de “flashbacks” (referências em homenagem aos filmes originais). Ela explica:

“No primeiro filme, Kyle leva Sarah a um passeio de carro e explica tudo – agora, nós vemos Sarah dando as explicações com as armas. É uma homenagem ao primeiro filme, mas também uma descrição de como Sarah talvez fosse, se sua vida tivesse sido radicalmente diferente – se ela tivesse percebido quem ela era e o que deveria ter feito, quando bem mais jovem. Como teria sido, logo que conheceu Kyle? Teria sido muito diferente e mostrar isso foi muito divertido”.

Quando os cineastas começaram a fazer os testes para esse papel, a química entre Sarah e Reese estava em primeiro plano, na mente da produtora Goldberg.

“Nós tínhamos feito o filme Jack Reacher com Jai Courtney, o adoramos como pessoa e o achamos um ator maravilhoso. Mas não tínhamos certeza se ele seria Reese. Ele fez o teste com a Emilia e eu me lembro de estar em pé, perto do palco, assistindo ao seu teste, quando mandei um email para uma pessoa dizendo ‘Acabamos de encontrar o nosso Kyle Reese’. Isso ficou claro na primeira leitura que eles fizeram juntos”, conta Goldberg.

“Quando ouvi dizer que haveria uma nova trilogia de O Exterminador do Futuro” – conta Courtney – “eu não cheguei a ficar eufórico, pois já estive envolvido com coisas pré-existentes. Depois quando li o roteiro, trancado numa sala, após ter que entregar os celulares, fiquei realmente empolgado! Percebi que o pessoal por trás do projeto tinha a intenção de fazer um negócio bem legal. Ali que eu passei a investir na ideia. Ganhar o papel foi um processo bem engraçado, eu estava participando de um filme na Austrália, então, peguei o avião, no sábado de manhã, pousei em Los Angeles e fui direto para o teste com o Alan, os produtores e a Emilia. Voltei para o aeroporto naquela mesma noite, perdi o domingo e apareci para trabalhar na segunda-feira de manhã. Portanto, só pelas 30 horas que passei no ar, naquele fim de semana, eu estava bem certo que queria esse papel e, felizmente, deu certo”.

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Fazer a seleção para papel de John Connor – particularmente para esse John Connor, cujo personagem passa de messiânico a maluco – foi um desafio reconhecido pelos cineastas. Dana Goldberg diz:

“Nós sabíamos que o John Connor seria um dos mais difíceis a ser escolhido para o elenco, porque ele precisa ser carismático – ele é a esperança de quem não tem mais esperança alguma. São pessoas de quem tudo foi tirado e, no entanto, quando esse homem se apresenta e diz que chegou a hora de lutar, todos irão até o fim do mundo com ele”.

David Ellison prossegue:

“A questão de John Connor é o fato de que ele está atormentado. Para alguns, ele é um profeta, mas, em nosso filme, ele diz que trapaceia, que sua mãe o criou e lhe disse tudo o que aconteceria. Esse é um fardo enorme, algo que nós achamos fascinante sobre o personagem de John Connor – ele irá liderar toda essa gente e, na realidade, ele sabe que boa parte vai morrer”.

Goldberg acrescenta:

“Há um momento no filme em que John deseja boa sorte a um soldado e o soldado diz que não precisa de sorte, pois tem John Connor. Quando filmamos essa cena, David e eu trocamos sorrisos, porque sabíamos que Jason preencheria aquele momento com as entrelinhas – grato pelo que o soldado disse, mas também desejando que houvesse outro mundo, onde ele não precisasse estar nessa posição. Achamos que as pessoas ficarão perplexas com Jason Clarke nesse filme”.

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Na proposta de homenagear os primeiros filmes, mas também de se desprender deles, Goldberg reconhece que algumas das imagens originais são simplesmente impossíveis de esquecer. Ela comenta:

“Você diz T-1000 e imediatamente se lembra de Robert Patrick vestindo aquele uniforme de policial – é um flash instantâneo. Nós sabíamos que não queríamos copiar. O papel engana, parece simples de ser preenchido, mas nós precisávamos seguir um rumo específico e bem diferente, assustador e arrepiante, tudo ao mesmo tempo. Tem de haver um forte apelo físico, e nós sabíamos, por conta de G.I. Joe: Retaliação que Byung-hun Lee tinha o que era preciso. No fim das contas, ele era um grande fã dos filmes originais. Sabíamos que ele seria ótimo e ele superou todas as nossas expectativas. Quando estávamos filmando as suas cenas, as pessoas no set passaram a se referir a ele como ‘o bondoso assustador’, pois, em cada cena, ele fazia algo assustador e bom, ao mesmo tempo”.

“A dinâmica desse filme é real, urgente e íntima”, conta Taylor. “Felizmente, nós temos os atores para alcançar esse feito. Kyle e Sarah são interpretados por jovens atores que estão apenas começando a se tornar imensamente reconhecidos. Temos a ‘geração intermediária’ com nosso John Connor retratado por Jason Clarke, que é um ator muito habilidoso, assim como J.K. Simmons, é claro. Depois, você tem o Arnold que meio que põe todos na linha, porque ele sempre acerta na mosca. É engraçado, nós fazíamos uma cena e ele seguia com o papel, meio que fazendo com que todos os outros o seguissem”.

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