Orphan Black | Análise 5ª Temporada – Eps. 01 – 04

Orphan Black | Análise 5ª Temporada – Eps. 01 – 04

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Eis que finalmente as sestras (Tatiana Maslany) retornaram para uma última temporada de Orphan Black. Devo admitir que esta que vos escreve fez uma maratona cinco dias antes da season premiere e se apaixonou completamente pela história de John Fawcett e Graeme Manson. Antes de embarcarmos nesta resenha sobre os quatro primeiros episódios desta jornada final, devo informar que serão três críticas: 5.01-04, 5.05-08 e por fim, os dois episódios finais. Portanto, vamos lá:

Confira nossa análise dos episódios 5 a 8 da Quinta Temporada de Orphan Black

Esta quinta parte de Orphan Black é como subir num trem dentro da própria cidade e ir parar em outra sem fazer a mínima ideia de como isso pôde acontecer. É como se o telespectador estivesse retornado para a estaca zero, mas não no sentido de esquecer tudo que ele descobriu até aqui. Porém, no sentido de descobrir que todos os possíveis vilões para os quais se estava voltado anteriormente eram apenas peões do Grandmaster.

O clima de mistério ao redor de como funciona a Ilha, o motivo das pessoas que estão ali terem sido escolhidas para estarem ali, as reais intenções da DYAD com a menina Kira e as clones, os meios pelos quais eles pretendem alcançar o que, de fato, buscam é praticamente sufocante. É como se a todo momento os roteiristas testassem o coração do público.

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Sarah Manning

Desde o retorno da temporada a vida da Sarah não está fácil. Depois de levar uma surra de Rachel, se perder na floresta, quase ter virado comida de uma criatura misteriosa e o melhor sono que ela já teve em cinco temporadas (refiro-me a cena em que acertam um dardo na mesma), agora ela encara a indiferença da própria filha e a vigilância da corporação que a criou. Recuso-me a dizer que a sestra se encontra à beira de um colapso. Após o último episódio é possível ver a chama de esperança novamente acesa na jovem quando S. (Maria Doyle Kennedy) apresenta-lhe, mais uma vez, a chance de lutar e revidar.

Enquanto isso, do outro lado da moeda é possível ver Kira em busca de respostas sobre o que/quem ela é. Skyler Wexler, que dá vida à pequena, tem se revelado cada vez mais uma excelente atriz. O plot da menina é intrigante, afinal, ela confia ou não em Rachel? Será que todo este comportamento é só revolta pré-adolescente ou existe algo além? Aproveito para destacar que a cura rápida, essa “super-regeneração”, pode ser a garantia de vida eterna que a DYAD tanto busca, não?

Cosima Niehaus

Enquanto Sarah busca respostas sobre a corporação, o início de tudo e como arrancar o mal pela raiz, Cosima está na “Ilha do Dr. Moreau”, ou melhor, de P.T. Westmorland (Stephen McHattie) na procura através da ciência. Além, claro, do tratamento para a doença. O desenvolvimento do plot da personagem tem sido atrativo, significante e provocado cada vez mais arrepios na epiderme. A jovem Mud (Jenessa Grant) que, claramente, sabe bastante sobre o que acontece na aldeia pode vir a se tornar uma aliada muito útil.

É impossível não falar de Delphine Cormier (Evelyne Brochu) quando se menciona a sestra cientista. A francesa está de volta e cheia dos segredos, como sempre. Pergunto-me por qual razão ela não quer que as outras saibam que está cooperando com a Siobhan para derrubar a DYAD. Uma das minhas teorias é que ela é peça fundamental para acabar com o poder de Percival, pois esteve por muito tempo próxima ao mesmo, e a tudo que está em volta da corporação.

Rachel Duncan

Susan Duncan (Rosemary Dunsmore) estava certa em todas as vezes que chamou a própria filha de psicopata. Rachel é, claramente, não somente um peão, mas uma peça essencial para Westmorland. Acredito que a importância dela está no fato de que iria aonde fosse preciso para conseguir o que precisa, assim como o senhorzinho de quase 200 anos que cismou que é um Thor da vida. Quando Susan conversa com Ira e fala que ambos possuem o mesmo propósito, contudo, os meios que são diferentes, ficou evidente a razão de ela estar no comando agora.

E é preciso admitir que o mistério ao redor do personagem de McHattie é um dos motivos desta última temporada estar cada vez mais atraente. Sem contar que a atuação do mesmo está de parabéns.

Helena

 

O que seria do público de Orphan Black sem Helena, não? Sempre digo que se ela tivesse uma criação diferente poderia estar em uma carreira semelhante a da Cosima devido à inteligência que possui. A ucraniana sempre consegue arrancar risadas e aliviar um pouco a tensão que se sente durante os 40-44 minutos de episódios. Em busca de proteger os bebês “milagrosos”, como ela os chama, a sestra está isolada. O reencontro dela com Sarah, durante “Let the Children and Childbearers Toil”, foi sem dúvidas uma das melhores cenas – até o momento – desta temporada.

Parece que a cada momento a série se despede mais um pouco dos personagens. Não acredito, nem de longe, que esta seja a última aparição de Helena, afinal, ainda quero vê-la dando jeito nesta confusão toda (qual fã de OB não quer ver a mesma dando um tiro em Rachel, certo?), mas o sentimento de nostalgia e despedida que rodeia a jornada final fica claro em cenas como esta.

Alison Hendrix

E a suburbana mais badass que conhecemos está numa jornada de autoconhecimento. “Beneath Her Heart” foi um presente aos fãs. Durante os 42 minutos é possível ver todas as Alison que o público teve o prazer de conhecer durante esses cinco anos. Foi como sentar no cinema e ver uma retrospectiva da vida de uma pessoa, quem ela é agora e quem ela ainda pode se tornar. Mais uma vez ressalto o clima de despedida.

Se em menos de uma hora a alcoólatra favorita de todo mundo fez com que Rachel a deixasse em paz, ao menos temporariamente, imagina o que poderia ter feito se Beth ou Sarah a deixassem participar mais, não? O capítulo foi uma avalanche de emoções: diversão, tristeza, taquicardia e uma cena final para marcar todos os que acompanham Orphan Black. Vai ser difícil esquecer Alison e Donnie Hendrix (leia na voz da Helena) cantando “Ain’t No Mountain High Enough”.

Galera toda (risos)

Acredito que alguns pontos precisam de destaque como as boas vindas à família que a Adele (Lauren Hammersley) recebeu. A ansiedade já predomina para as aventuras da mesma com Felix (Jordan Gavaris) na Suíça. E gostaria muito de saber de onde a S. tira tanto dinheiro para bancar tantas coisas diferentes, mas enfim, foco. Outro personagem que precisa de destaque é o Art (Kevin Hanchard), que está num beco sem saída com a DYAD no pé da família dele. Por sinal, a atuação de Hanchard é tão boa que tem horas que parece que ele está do lado dos Neolution.

Onde está Ferdinand Chevalier (James Frain)? Será que a decepção que Rachel lhe causou foi tamanha ao ponto dele desaparecer ou o mesmo ainda planeja uma vingança que nem sequer vai ser possível ver quando chegar? E por falar nele, o quanto doeu em vocês a cena da morte da MK? É preciso parabenizar toda a equipe da série, pois de todas as cenas em cinco anos, esta, definitivamente, foi uma das mais angustiantes e dolorosas de assistir. A veracidade com que foi projetada é incrível. QUE SÉRIEZONA DA P***, VIU!

Bom, até aqui a produção de Orphan Black cumpre o papel (e como cumpre), assim como os atores que dão vida a esses personagens únicos e marcantes. Espero que quando retornar para falar dos próximos quatro episódios já se tenha tido mais respostas e sobre o que esperar da season finale.

E coisas que adoraria saber logo: será que vão descobrir os óvulos da Helena enterrados no quintal da Alison? Será que a S. deixou alguém na cola da Virginia ou ela conseguirá escapar e contatar o velho que não quer morrer de jeito algum (esse é o Westmorland, só para constar)? De onde a S. tira tanto dinheiro? Mud: será parte do #CloneClub ou não? Por que Delphine Cormier nunca tem muito tempo? Quem assiste a série e não gosta da Siobhan, gosta de gente?

Bom, #CloneClub, por hoje é só. Até a próxima!

PS.: o nome da Tatiana Maslany vem ao lado de “sestras”, porque nem eu mereço ficar nomeando ela a cada menção de um clone diferente.


Crítica Liga da Justiça


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