Os 10 filmes mais DECEPCIONANTES de 2016

Os 10 filmes mais DECEPCIONANTES de 2016

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Fim de ano, época de comer as guloseimas típicas de natal e réveillon desde que não venham com passas, para o mundo do cinema é época também das famosas listas. Melhores e piores ganham os holofotes, no entanto, existe espaço para outros derivados. Aqui, resolvemos criar uma lista com as produções mais decepcionantes do ano, o que não significa que sejam as piores. Por definição, quer dizer que se trata daquele filme que esperávamos amar (por tudo que o envolvia) e o que recebemos ao invés foi um sonoro “nhé”. Então, preparem-se para a hora da vingança e não esqueça de comentar, listando também os seus filmes mais decepcionantes de 2016.

O Tigre e o Dragão: A Espada do Destino

O que é: sequência (desnecessária) de um dos mais cultuados e inovadores filmes do gênero artes marciais. O original de Ang Lee venceu o Oscar de produção estrangeira.

Lançamento: por anos em desenvolvimento, o colosso Netflix decidiu comprar o barulho e lançar em sua plataforma.

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Porque decepciona: tudo o que havia de mágico, além das incríveis e hipnotizantes cenas de ação e luta, foi descartado. Essa soa verdadeiramente como uma cópia barata lançada em vídeo.

Rio Perdido

O que é: estreia na direção do ator Ryan Gosling, claramente inspirado em seu mentor Nicolas Winding Refn (Drive e Apenas Deus Perdoa).

Lançamento: exibido em Festivais internacionais e direto no mercado de vídeo no Brasil.

Porque decepciona: as estranhezas e delírios visuais de Refn conseguem ter um propósito, uma substância e uma narrativa. Gosling tenta recriar a atmosfera, sem a forma ou conteúdo.

A Garota no Trem

O que é: suspense dirigido por Tate Taylor, baseado no Best Seller de Paula Hawkins, sobre mulheres angustiadas e disfuncionais. Era vendido como o Garota Exemplar de 2016.

Lançamento: foi um dos grandes lançamentos do cinema neste ano, nos EUA e Brasil.

Porque decepciona: apesar da boa premissa, de personagens interessantes e bem desenvolvidos, e uma narrativa que prende o interesse, seu desfecho consegue desconstruir a maioria de suas qualidades, se tornando o thriller rotineiro da semana.

Sede de Vingança

O que é: novo suspense estrelado por Rosamund Pike depois de seu brilhante desempenho indicado ao Oscar por Garota Exemplar. Uma trama de estupro e vingança, na qual Pike agora era a vítima.

Lançamento: nos cinemas dos EUA, direto em vídeo em países como Brasil, Reino Unido, Alemanha e Japão.

Porque decepciona: após Garota Exemplar, era esperado que Rosamund Pike escolhesse muito bem seu filme sucessor. Um suspense com um tema tão provocativo parecia ser a escolha ideal. O resultado fica com cara de Supercine inacabado (sério, é ruim neste nível).

Jogo do Dinheiro

O que é: crítica/sátira a programas televisivos que dão dicas de investimento e falam sobre o mercado das ações. Reunião dos astros George Clooney e Julia Roberts com o promissor Jack O´Connell, comandados pela talentosa Jodie Foster.

Lançamento: estreando no prestigiado Festival de Cannes, Jogo do Dinheiro era um dos maiores chamarizes do início de 2016.

Porque decepciona: boa premissa e atuações que se perdem totalmente em um terceiro ato entregue à pieguice, favorecida pela ingenuidade do roteiro no desfecho.

Pequeno Segredo

O que é: homenagem do cineasta David Schurmann para sua pequena irmã adotiva Kat, que faleceu muito jovem devido ao nascimento com o vírus da Aids. O filme foi o selecionado pelo Brasil para representar o país no Oscar.

Lançamento: Pequeno Segredo foi selecionado pela banca de votantes sem antes ter sido exibido em qualquer lugar. Depois, foram realizadas cabines de imprensa, seguido de um lançamento nos cinemas no fim do ano.

Porque decepciona: o clima aqui é o de Sessão da Tarde, sem um aprofundamento dramático necessário. A atmosfera é a de filme feito para a TV. Dentre os possíveis selecionados, Pequeno Segredo, infelizmente, era o que menos força tinha. Resultado: Brasil mais uma vez fora da disputa.

O Contador

O que é: suspense dramático protagonizado por Ben Affleck, no papel de um metódico contador autista, que dubla de assassino de aluguel. O elenco é recheado de atores talentosos.

Lançamento: uma das grandes promessas da Warner para a segunda metade do ano nos cinemas mundiais.

Porque decepciona: o filme não sabe sobre o que deseja falar, ou o que quer ser. É ao mesmo tempo um suspense sério, um filme de ação exagerado, um romance com doses cômicas e um filme de super-herói (é serio!), sem conseguir ser nenhuma dessas coisas de forma satisfatória. O ano de 2016 não foi ruim só pra gente, que o diga o Sr. Affleck.

Batman Vs. Superman – A Origem da Justiça

O que é: o encontro dos maiores personagens da DC Comics, propriedade da Warner, e a tentativa de criar, com um único filme, um complexo universo cinematográfico.

Lançamento: adiado do ano passado para este (o que nunca é um bom sinal), BVS conseguiu fugir da colisão com Vingadores 2, mas deu de cara com Capitão América – Guerra Civil. Era o filme mais aguardado de 2016 nos cinemas.

Porque decepciona: a DC/Warner tenta aqui fazer seu Vingadores, sem antes trabalhar seus personagens como a rival, em cinco filmes predecessores. Num filme congestionado, subtramas e personagens se acotovelam sem o tempo necessário para o desenvolvimento, rendendo uma história esburacada e, muitas vezes, sem nexo. Deveriam ter se preocupado mais com o Batman Vs. Superman, e deixado A Origem da Justiça para depois.

Caça-Fantasmas

O que é: tentativa muito bem vinda de tirar a franquia Caça-Fantasmas do ostracismo, desta vez focando em quatro mulheres, interpretadas por comediantes do momento.

Lançamento: uma grande dúvida pairava sobre a produção, deste que era um dos filmes mais aguardado por alguns, e odiado por outros, antes de sequer ter a chance de se mostrar.

Porque decepciona: por perder a chance de empoderar verdadeiramente suas protagonistas. De mostrar mulheres fortes e inteligentes, que conseguem superar as dificuldades com muita força de vontade e salvar o dia. Ao invés disso, resolve apelar para o mais baixo denominador comum, apresentando quatro desmioladas sem graça, se comportando da mesma forma que os homens que desejam criticar, em vez de sobressaí-los.

Esquadrão Suicida

O que é: primeiro do subgênero “filme de super-heróis” da história a usar como protagonistas vilões. Algo único e sem precedentes.

Lançamento: a grande carta na manga da Warner, Esquadrão Suicida é um dos maiores lançamentos de 2016 e estava pronto para entrar nas listas de melhores do ano.

Porque decepciona: por ser um filme extremamente genérico, quando poderia ser algo verdadeiramente único. A DC/Warner desperdiça a ideia mais legal do ano, e o que poderia ser o tiro de misericórdia na rival Marvel. Era o seu Guardiões da Galáxia, uma obra pop, com trilha contagiante e personagens icônicos. O que rendeu foi um filme aborrecido e rotineiro, com uma vilã risível, uma trama sem sentido e mais perguntas do que satisfação. No meio tempo ainda conseguiram estragar, ou apagar, o Coringa, de Jared Leto.


Crítica | Extraordinário é extraordinário... e vai te fazer chorar litros!


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